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Linha do Atlântico 2015

Linha do Atlântico 2015
Posso iniciar esta cronica de como tudo começou e os contornos que projetaram esta maratona…
O desafio, para se tornar realidade, foi lançado à direção do Clube numa explanada da Costa de Caparica. O presidente do MoucaBTT com a sua agilidade devolveu o desafio aos promotores e, imediatamente transferiu a organização aos mesmos.
Acertamos data para 10 Maio 2015, traçamos o percurso de forma a rolarmos o mais junto possível ao Oceano Atlântico e que nós, fluidamente, mas também com a ajuda da Direção, fomos dando forma organizativa ao nosso evento. As duas etapas dele seriam feitas; viagem de comboio até Torres Vedras e regressar a Agualva em bicicleta junto à costa do Oceano.
Quisemos nós, treze Moukistas, fazer parte da história desta maratona que teve início no LR-Agualva às 06:00, rolamos de bike pouquíssimos minutos até à estação de Agualva-Cacém, logo depois 06:20 estávamos (nós e as bikes) arrumados e já em marcha no comboio que às 07:35 nos deixou em Torres Vedras. Prestes a iniciarmos a segunda etapa, a linha de partida estava formada de, ansiosos, rostos abertos e determinados a cumprir o proposto. Às 07:50 começamos a pedalar, momentaneamente em alcatrão até à rotunda do monumento Joaquim Agostinho, aproveitamos a ocasião e fizemos umas fotos de grupo, já em terra batida o grupo rolava divertidamente forte e confiante. Estes primeiros 20Km, TV à Foz do Sizandro, foram feitos em largos estradões, quase sempre, junto ao rio até praia Azul, já tínhamos passado por Ribeira de Pedrulhos e Bordinheira, aqui na Foz fizemos uma paragem para hidratação. Já em movimento as falésias passariam, durante muitos Km, a fazer parte da maratona e dos trilhos que presentemente moucobiciclavamos. A (soalheira!) manhã apresentou-se com temperatura simpática e próxima do nível dos atletas presentes… fomos passando por Assenta, Casais de S. Lourenço, Ribamar e Ribeira de Ilhas. Entre estas últimas duas a nossa pedalação foi, mesmo, junta à linha do Oceano, é uma paisagem de excelência e apetece ficar por lá a carregar o eu de cada um. Às 10:50 estávamos em Ribeira de Ilhas, adiantados ao previsto, e! Isso fazia e dava-nos tempo de apreciação despreocupada há muita envolvência de mar e terra. Após curta paragem pedalamos, rampa acima, para Ericeira. Ainda antes de nos sentarmos para almoçar, assistimos ao desfile de motos antigas, se recordar é viver a nossa juventude foi vivida por momentos…
Depois de um repasto, aligeirado, de bifanas, minis e algum descanso, fizemo-nos ao caminho eram 12:45. Havia muitos Kms a percorrer e com o grau de dificuldade acrescida, não podíamos descorar o momento… depois de transpormos o rio Lizandro (foz) bordeamos e sentimos aquele trilho/miradouro a fazer as delícias de quem o possa apreciar, maravilha. Do Lizandro a S. Julião a linha do oceano volta a ser presente, vincada e de muita beleza, ladeamos Barril de Baixo e continuamos junto ao Atlântico, mais à frente afundamos na praia da Samarra, o mais difícil foi subir com elas (bikes) às costas, também faz parte do BTT que nós, grupo, gostamos de praticar, o cansaço começava a apoderar-se de alguns e, cada vez mais qualquer subida era suplicia. A chegada ao Magoito não tardou, fizemos uma curta paragem para hidratação liquida e continuamos viagem, mas, com mais ânimo! A linha que nos uniu ao Oceano durante muitos Kms, deixamo-la e, a partir daqui cada vez mais o afastamento do Oceano ia sendo e fazendo parte do nosso propósito na maratona. Depois da descida do Magoito ainda havia muito a pedalar em subida, de Fontanelas a Casal da Granja o terreno ia sendo demolidor, a subida não era acentuada, mas, a muita pedra do trilho fazia aumentar a dificuldade. Estas dificuldades iam cada vez mais sendo ultrapassadas com razoabilidade. Inconscientemente, ou não, a nossa psicose ia gerindo e dizendo que o término da maratona estava próximo. Fontanelas, Casal da Granja, Algueirão, mata de Fitares e Agualva LR. Eram 16:10 quando alcançamos a meta desta extensa Maratona de 87Kms. Foi notória e louvável a boa disposição e interajuda no grupo. Em suma, fomos nós Moukistas, presentes, capazes de organizar, realizar e concluir este passeio que teve nota elevada em todas as vertentes. Terminamos a maratona a refrescar-nos com um sumo de cevada, as coisas simples da vida são as que mais prazer nos dão. Estimados Moukistas, a vivência deste dia de intenso BTT neste grupo, foi muito gratificante aos praticantes, Moukistas, presentes. Quero terminar a cronica, agradecendo a todo o grupo participativo, à Direção do Clube e ao staff, a todos que de alguma maneira positiva se envolveram nele, um abraço do
Moukista sentado”.




4 comentários:

Alfredo Guerra disse...

Passaram 48h e já tenho vontade de voltar a fazer esta excelente maratona, embora ainda me doem as nádegas!
JAGuerra

Moukista PL disse...

Li há muito pouco tempo uma frase que dizia:
"Nenhum lugar é longe quando queremos lá chegar"
Das palavras do nosso companheiro Moukista Sentado, consigo perceber perfeitamente o alcance daquela frase.
Sabe sempre tão bem, quando aquilo que planeamos acaba feito tal ou ainda melhor do que previmos!
Embora com o corpo fora, mas com espírito dentro, é gratificante sentir o vosso contentamento depois de um passeio tão bonito.

Bem haja companheiros.

Anónimo disse...

Bom dia camaradas do pedal.
É um bom passeio, mas arrasador, ainda hoje não estou bem, até me doem as entranhas temos que continuar.
Obrigada a toda a malta pela ajuda.
JPires.

E enquanto se bebia sumo de cevada alguém se lembrou " TRANSFORMAR ESTE PASSEIO EM NOTURNO "

Anónimo disse...

Boa noite Moukistas
Este é daqueles passeios que pode ser contado, pode ser escrito (muito bem escrito) mas o melhor é sem duvida vive-lo, senti-lo e poder disfruta-lo no seio deste magnifico grupo.
Obrigada a todos os intervenientes por este domingo tao bem passado
Abraços e boa semana
P.Laranjeira