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Vamos às broas

Domingo 07 Junho 2015
Nesta manhã de Primavera, mas com temperatura de Verão e humidade bem elevada, fomos onze Moukistas que comparecemos no Largo da Republica para pedalar. O traçado tinha o nome ponposo e dava a entender que seria uma volta com alguma doçura, puro engodo, doçura só mesmo o cubo de marmelada que saboreei no lanche matinal. Foi, na realidade, uma volta dura e de muita adrenalina. Trilhos com grau de acrescida dificuldade fizemos vários, então aquele que precedeu a Aldeia das Broas, que loucura e perigosidade que ele tem, é de loucos, o JPGonçalves e JAGuerra pagaram com o corpo o transbordo da muita adrenalina nele colhida. É-me difícil descrever a diversidade de estado de coisas de circunstâncias que numa volta destas vamos vivendo, mas, que são muitas, são, e cada uma sempre diferente da outra e da outra, na maioria das vezes é um estado adrenalítico e de garra que nos leva aos limites da pura e perigosa diversão…

Às 08:00 saímos de Agualva LR, alinhados para as hortas, muito rápido alcançamos o renovado e simpático parque urbano da Rinchoa-Fitares, atravessamos o sopé da Carregueira, Vale de Lobos, subimos à Sra da Piedade, descemos pelo trilho da aranha, vale de Olelas, Casal do Urmal, Pedra Furada, em Anços fizemos o trilho que nos levou à ribeira de Cheleiros, atravessamo-la para logo depois subirmos para a Aldeia da Mata Pequena, esta pequenita aldeia é lindíssima, visitem-na, descemos e invertemos a marcha, entramos naquele single track, que eu gosto muito, junto à ribeira da Mata e que nos trouxe a Cheleiros, fizemos o lanche matinal para de seguida continuarmos a pedalação em alcatrão durante três km, já perto de Almorquim demos inicio à grande subida, em 1500mt subimos lentamente 120mt, tivemos que esperar pelos mais atrasados, avizinhava-se a grande descida da Aldeia das Broas, esta descida foi de loucos destemidos, mas valeu o esforço, muito perigosa mas fantástica! Pela primeira vez visitei esta esquecida aldeia, pequena povoação tipicamente saloia foi abandonada aos poucos e esquecida por quase todos, mas que continua a ser visitada por alguns aventureiros… valeu têrmo-la visitado, quatro broas! perdidas estavam de partida para Cheleiros, mas, sem saberem o caminho certo, havia que orienta-las e, foi isso que o líder do MoucaBTT fez.
Tínhamos de continuar o nosso proposto e fizemo-lo descendo até encontramos a ribeira da Cabrela, quilómetros acima entramos no bosque dos caçadores, o cansaço e algumas dores musculares iam assistindo alguns de nós e, atingir Armés foi feito com muito suor. O pupilo Rubem estava novamente em apuros, as cãibras voltavam a apoquenta-lo, socorrido imediatamente pelos Moukistas que, aparatosamente chamou atenção a um motorista de autocarro que por ali per-cursava, prontamente, este simpático Senhor ofereceu-se para transportar o nosso companheiro de Lameiras para Coutinho Afonso, bem-haja pelo oportuno préstimo… não podíamos parar, havia que continuar, ao ritmo dos mais lentos fomos pedalando e esperando, alcançamos Recoveiro, Mira Sintra e finalmente Agualva.
Com bastante dificuldade, todos, atingimos o objetivo a que nos propusemos. Este passeio foi doloroso e sofredor teve a sua história feita de muitas peripécias, boas mas também amargas, quedas e furos também nos assistiram, mas, o mais importante foi terminar, fortíssimos e bem-dispostos com 50 Km de distância e 1100 mts de acumulado ascendente, pouco passava das 12:30 quando terminamos o nosso passeiro domingueiro a degustar de uns quantos acepipes e umas minis em casa do aniversariante JPPires, que simpaticamente nos surpreendeu com este mimo que em conjunto com a sua cara-metade e restante família tinham elaborado, terminamos a convivência a cantar os parabéns e a desejar mais cinquenta “tudo à grande”.
Abraço O Moukista sentado”

1 comentário:

Alfredo Guerra disse...

Mesmo com muito sofrimento, foi uma volta excelente e de muita paixão. Caí levantei-me e estou mais forte,um dia deste estou de regresso, abraço.
JAGuerra