Domingo, 22 de Setembro 2013
Visitamos a Base Naval do Alfeite
         Este fim de semana fomos passear até à outra margem do rio Tejo, fomos visitar a Base Naval do Alfeite com direito a tudo; pedalar, navegar de barco, almoçar com a família, amigos e conhecidos e, visitar o navio Corte-Real e voltar a pedalar até Agualva.
Iniciamos a moukopedalação às 07H20 no local habitual, Largo da Republica, e com um grupo de catorze moukistas, pedalamos por S.Marcos por estradas bem ao jeito dos Moukas, um sobe e desce constante, passamos por Caxias, C. Quebrada e Algés, uma hora depois já estávamos na estação de Belém a apanhar o barco que nos levou para a outra margem, Porto Brandão-Trafaria.
Continuamos o nosso proposto e fomos pedalando ao ritmo mais adequado ao grupo sem nunca descorarmos a apreciação das belas paisagens tendo como fundo de cenário, a Costa da Caparica e o extenso Oceano Atlântico a perder de vista. Antes de chegarmos à Base Naval, ainda tivemos tempo para fazer uma paragem de hidratação e beber um sumo de cevada. Nesta paragem descobrimos que o Pres. Paulo Laranjeira fazia anos e aproveitamos para lhe dar os parabéns. Pouco tempo depois fazíamos a entrada triunfal na Base Naval, tiramos a foto-naval e, demos continuidade ao nosso passeio, mas dentro das extensas instalações Navais e guiados pelo marinheiro Alves, que foi dando as explicações de um verdadeiro guia-naval. Às 12H!!  terminou a visita guiada da imponente e extensa Base Naval do Alfeite. Já esperavam por nos, no parque das merendas, os nossos familiares, amigos e conhecidos, com o belo do repasto, fomo-nos ajeitando às mesas que já estavam repletas de tudo quanto era iguarias, o cansaço e a fomeca dos betetistas era notória em alguns de nós, pois a quilometragem, feita, já rondava os 50Km. Depois de termos saciado a fomeca demos inicio à cavaqueira e ao descanso e descontração até serem 14h30, hora em que se iria iniciar a visita ao navio "Corte-Real". A marinha Portuguesa sabe bem receber a quem os visita. À nossa espera estava uma guarnição de marinheiros (as) bem apresentada e cheia de vontade de botar umas palavras simpática, depois de vermos uns vídeos, fomos convidados a visitar as partes mais relevantes do navio e com explicações pormenorizadas, dadas pelo Cap.Tenente? Tudo aquilo era novo para nos e, a assimilação de ver e aprender tudo que estava ao nosso alcance sobressaía, esta primeira e talvez única visita a um navio de guerra Português só é conseguida por alguns, a família MoucaBTT é mesmo uma privilegiada em ter pessoas no grupo que conseguem estas simpáticas dádivas. Aproveito este espaço para agradecer aos mentores do invento; Sr. Marinheiro Alves, ao Pires ao Laranjeira e ao António, mas também ao Carvalho que implicitamente esta quase sempre envolvido nos nosso passeios e maratonas (GPS).    

A imponência deste navio, e dos outros que estavam encorados ao lado, é bem notória e não ficamos indiferentes às muitas coisas que nele sobressaiam.


A foto de todo o grupo com um cento de pessoas envolvidas na visita, tirada à ré do Corte-Real.
Estava um dia de muito calor e assim que terminou a visita e a seção fotográfica, agradecemos à guarnição do navio e fomo-nos retirando com toda a calma e postura que os Moucas sabem ter.
Ainda dentro da base. Regressamos ao parque das merendas a onde os bens alimentícios tinham ficado recolhidos, pois as famintas vespas estavam com uma atividade que tudo servia de alimento. Bem guardado mesmo, tinha ficado o bolo de aniversário do Pres. P.Laranjeira, afinamos as vozes, arregaçamos as mangas e vai de cantarmos efusivamente os parabéns, com direito a bolo e champanhe, parabéns amigo Laranjeira que contes muitos e com saúde, e rodeado de boas companhias, um abraço amigo.   
A partir daqui, os homens do pedal calçaram as botas, vestiram as t-shirts montaram as companheiras de duas rodas e vai de dar ao pedal até Cacilhas, porra! tivemos que esperar pelo ferry-boat uma hora, estava-se mesmo haver, chegamos a Agualva já de noite, eram 20H00 e com quase 90km feitos.
Em resumo, foi um dia fantástico com gente boa e sociável. Bem-haja a todos os participantes. Viva a MoucaBTT.

Ass: “O Moukista sentado”



Domingo, 8 de Setembro de 2013
Este fim de semana os Moukistas foram a Alfouvar. Às 08H00 iniciamos a pedalação, eramos dez e com muita vontade, pois havia algum tempo que parte do grupo não pedalava junto. A um ritmo de cavaqueira e boa disposição saímos do Largo da Republica em direção à Venda Seca/Carregueira. Fomos pedalando numa cadência de estudo e encaixe, pois havia um benjamim de grupo, o Pedro Barbosa, a coisa até correu muito bem nunca foi preciso esperar por ele, esteve ao mais alto nível, parabéns Pedro. Passamos por Almornos, eólicas (bispo), Albogas (pedreiras), Alfouvar, Casal de Urmal/Gosmos, Sabugo, Tala, mata de Fitares e Agualva eram 11H40 e com 40km feitos. Ainda houve tempo para lavarmos a garganta com um sumo de cevada, há muito pó no mato. O passeio tinha sido perfeito se não tivesse-mos tido um acidente, as melhoras para o Carvalho!!! Nunca é demais relembrar, o BTT é um desporto com elevado grau de perigosidade.
Ass: “o Moukista sentado”

Moucabtt-Magoito 2013

                 Passeio de BTT Agualva - Magoito, com um Domingo da MoucaBTT 
                 em  festa  na Quinta da família "Passarinho".  Grande Almoço . 
             obrigado família "Passarinho" por nos ter proporcionado este precioso momento.



Domingo, 23 de Junho 2013
Fomos passear a Monsanto
Às 08H30 demos início a mais uma volta domingueira na mata de Monsanto (Lisboa), éramos treze, os Moukistas, que quisemos passear por lá neste primeiro domingo de Verão, o dia amanheceu com muito sol mas ainda com algum vento indesejado. O passeio correu bem, mesmo com uma queda do Jerónimo, que foi necessário retira-lo de uma ribanceira manhosa. O pessoal ia pedalando a bom ritmo e reagrupando sempre que havia necessidade, a boa forma de alguns moukistas (quase todos) é bem notória e a velocidade imprimida é sublime. Moukopedalamos por todo Monsanto (quase), subidas e descidas eram constantes, mas tudo era quase perfeito, não fosse o muito tráfego de bikes que volta e meia se cruzavam connosco nos sigle tracks e lá tínhamos que fazer umas mini paragens e levar as nossas fiéis companheiras pela mão. Pela primeira vez tivemos no grupo dois repórteres de imagem, o Sousa e o Tiago. Quando os vídeos começarem a sair, vão ser às paletes.
Chegamos ao sítio de partida/chegada com 30km feitos e eram 11H45. Uma volta diferente das habituais. No nosso quintal (Sintra) as voltas são mais extensas e mais demoradas, mas temos que de vez em quando mudar de ares para não enjoarmos.
Para variar, o nosso GPS foi o mesmo, um abraço para ele e para o Pres. também - (deu-me boleia).  
Ass: “O Moukista sentado”  


Nota -Se alguém tiver a foto de grupo que a disponibilize!
V Peregrinação Mouca - Fátima em BTT
Muito bom dia a toda a família Moukista, amigos e simpatizantes.
Fomos dezoito, os Moukobetetistas que este ano quisemos e, nos disponibilizamos a fazer, pedalando, os caminhos de Agualva ao Santuário de Fátima.
Mais que um sinal de crença religiosa, a ida a Fátima de bicicleta está-se a tornar uma tradição, uma forma de socializar, conhecer novos caminhos e desfrutar do gosto pelo BTT junto de amigos e conhecidos que se acabam por tornar companheiros de aventuras. Se bem que, por respeito, sinto-me obrigado a valorizar os empenhos dos peregrinos tradicionais, a ida em BTT tem um cariz especial para os amantes deste desporto independentemente da sua crença religiosa.
O local de partida foi no Largo da Republica em Agualva às 06H00, a postura do grupo era a habitual, animação e vontade de iniciarmos a longa pedalação.   
 Nota - Vou colocar, ao longo da narração, algumas fotos que julgo serem as mais representativas do nosso trajeto.
O briefing já tinha sido feito no decorrer da reunião de quarta-feira. Reunidos que estavam todos os propósitos, deu-se início à nossa prova Rainha.
Depois de ter sido tirada a primeira foto do grupo, pelo Sr. Gonçalves, montamos nas nossas fiéis companheiras e iniciamos a moukopedalação, a brisa matinal não era a mais simpática, mas a nossa querença superava qualquer adversidade que adviesse naquela hora, às 07H50 e com 38km feitos estávamos no parque das nações, junto ao rio trancão, aqui, já esperavam por nos Pedro e o Hugo, mas também as nossas simpáticas e valiosas apoiantes de toda a peregrinação, a Eduarda, a Sofia, a Cristina, a Sandra e a Beatriz, com um pequeno-almoço maravilha, havia de tudo e, alguns não se fizeram esquisitos e tudo serviu para tirar a barriga da miséria, pouco tempo depois já estávamos a rolar junto ao trancão, passamos pela Granja e às 09H10 e com 57Km estávamos em Alverca do Ribatejo para mais uma pequena paragem de assistência de hidratação, não havia tempo a perder e, continuamos a rolar com passagem por Alhandra, Vila Franca, Vala do Carregado e às 10H30 e com 78Km chegamos a Vila Nova da Rainha, esta programada paragem era tão esperada, por alguns, que até a salivação era visível nos cantos da boca. O presunto que se ia partir era sem qualquer dúvida, para o grupo, um tónico revigorante de uma qualidade soberba, todos nós fomos rodeando a mesa, a onde o dito já estava cravado no suporte, mas rapidamente concluímos que o Hugo não tinha o perfil desejado e, celeremente, por unanimidade, foi substituído pelo Pires, e bem.
Com rapidez, qb, todos fomos degustando do presunto e acompanhando com umas minis, já de barriga cheia voltamos a dar ao pedal com o destino a Valada, mas sem antes termos passado pela Azambuja, já em Valada, no parque Ollem turismo fluvial, abancamos para o almoço e algum descanso, já tínhamos feito 99km e eram 11h50, conversamos alongamos e descontraímos, alguns passaram mesmo pelas brasas e outros foram dar um mergulho ao rio Tejo, as nossas apoiantes não tinham mãos a medir e a azafama para aprontar o almoço era notória, a ratatui estava pronta e divinal, não faltava nada naquelas mesas, nem mesmo a vontade de comer, muitooo, dezoito alambazadas enfardadeiras em trabalho árduo, o repasto esteve ao mais alto nível.
 Estava na hora de voltarmos aos trilhos, tínhamos, hoje ainda, mais 50km pela frente e com algumas subidas demolidoras, a aproximação a Santarém foi feita rapidamente mas a subida foi madrasta para alguns de nós, mas todos superamos este primeiro obstáculo. Começavam a aparecer mossas em alguns moukistas e problemas técnicos nas máquinas também, a cadência de pedalação foi diminuindo e ajustada ao ritmo dos mais lentos, as vozes dos comandos foram fortes e as regras do Clube MoucaBTT fizeram-se ouvir! Passamos por Advagar, Santos a onde fomos reabastecidos, Arneiro das Milhariças e finalmente Amiais de Baixo, eram 17H20 e com 149Km. A satisfaçam, de todos nós, era notória, mas o empeno foi grande, mesmo. Para mim foi a maior etapa, em quilómetros btt, da minha vida.
Depois de uns quantos desabafos, tais como; - ààà eu não subi porque tu metes-te à minha frente…- eu ia caindo porque a gaita do Ramos assustou-me, - vão mas é aos treinos e deixem-se de desculpas vazias!!!, cambada de pil** moles. Estava na hora de entrar no quarto e mudar de vestimenta, a piscina do hotel esperava-nos, veio mesmo a calhar para a recuperação dos músculos.
Banho tomado, vestimenta mudada e, todos estávamos em estágio de pré-jantar, fomos comendo (petiscando daqui, dali, mais uma jola) e chegou a hora de jantar, vai de darmos continuidade à mastigação e ingestão de mais uns líquidos acevadados, tudo saía perfeito e o convívio foi-se alimentando com umas rifas envenenadas, mas saudáveis e descontraídas a onde a jola esteve sempre presente. A São e o Lino tinham-se junto ao grupo no final do dia, já eramos 25 Moukistas, todos partilhávamos da boa disposição, até o presidente se mandou ao chão, não, não é o que estão pensar, foi mesmo porque andou à roda com um pau e a coisa deu para o torto, ao Tiago aconteceu-lhe o mesmo, mas este merecia o castigo, já tinha feito umas maldades ao pessoal, o Ramos que o diga. A noite acabou simpática e às 23H!! começamos a recolher aos aposentos.

- Segundo dia (16 Junho), começou com a alvorada ao som da gaita do Ramos, eram 07H00 toca a levantar, havia castigos em atraso, o Pires e o Tiago tinham de mergulhar na piscina às 07H45, e mergulharam.
 Às 08H00 tomamos o pequeno-almoço. A pedalação estava marcada para as 08H30 e assim foi, mas com uma dificuldade acrescida, o dito sim senhor, estava muito mal tratado (da muita pedalação do dia anterior) e não queria selim nenhum, mas teve que ser, lá se foi habitando.
Passamos pelos olhos de água, local bem maravilhoso. Rapidamente começa-mos a subir, e que subida até Monsanto, mas que fique registado, - os três cinquentões mantinham-se na frente do pelotão em toda a subida (nota máxima e com distinção), veio o Covão do Feto e a inclinação do terreno acentuou-se, cerramos os dentes e todos pedalamos serra de S. António acima até atingirmos o topo da mesma, aguardava-nos mais um abastecimento e umas quantas fotos do grupo, o sitio era propício a ambas as situações. Depois de retemperados e reagrupados veio a grande descida até Minde feita em velocidade estonteante e arriscada, a adrenalina é inimiga do bom senso. Já em Minde fizemos uma espera ao pessoal mais radical que quis fazer a descida pelo trilho de trail, continuava tudo a correr bem, a viagem continuou e estávamos em Covão do Coelho, mais umas subidasss e já rolávamos junto das eólicas, a partir daqui tudo seria mais fácil, e foi. 
Às 12H00 estávamos, como tinha sido programado, a entrar no Santuário de Nossa Senhora de Fátima e com 185Km. Não há emoção como a primeira, é verdade, mas o sentimento o respeito, apodera-se de nós e ficamos rendidos ao fator humildade. Ainda comovido, mas controlado, cumprimento os mais chegados e descarrego a alegria e o gozo que, mais uma vez, esta peregrinação me fez sentir! Esperavam por nos, no Santuário, familiares, amigos e conhecidos que nos aplaudem e nos brindam com palavras simpáticas e sorrisos, e que se juntam para tirarmos uma foto de recordação!
 Já com o banho tomado e bem vestidos (t-shirt vermelha) juntamo-nos à família Moukista que já esperava por nos para o merecido repasto, a onde tudo estava perfeito e nada faltava, nem mesmo as medalhas para atletas e apoiantes.
Tudo correu bem sem qualquer tipo de incidente ou mesmo paragem na auto-estrada, e às 18H10 já estávamos na nossa cidade, Agualva-Cacém.
Agradeço a todos os Moukistas companheiros/pedalantes desta peregrinação, agradeço as nossas apoiantes de peregrinação; Eduarda, Sofia, Cristina, Sandra e Beatriz, aos três organizadores; João Paulo, Manuel Sousa e Mário Filipe, pelo empenho e muito trabalho que tiveram, ao Pres. Paulo Laranjeira ao Vic. António Araújo, à família Gonçalves e família Marques e a todos quantos colaboraram e se juntaram ao grupo do Clube MoucaBTT.
Abraço e até para o ano.

Ass: “O Moukista sentado”

Para aceder a mais fotos no clique nos seguintes links: FOTOS 1FOTOS 2


Fomos ao render da Guarda, Palácio Nacional de Belém


Domingo, 19 de Maio de 2013
Este fim de semana os Moukistas (poucos, mas bons, apenas a nata do Clube; António, Carvalho, João, Diogo, Bastos e o Guerra) marcaram viagem para ir ao Funchal, de repente os ventos mudaram de direção e, tivemos que romar para outras paragens, Belém. A volta foi grande, 65km de muitas curvas em ciclovias e ruas da nossa capital, com passagem por Monsanto, Parque das Nações, Praça do Comercio, Belém, Alges, C.Quebrada, estadio Nacional, Carnaxide, Queluz e Agualva.
Já em Belém e com 45km feitos tivemos uma paragem de 01H30. Quisemos assistir ao render da Guarda, não foi por acaso, é que o nosso grupo tem um razoável número de atletas, sim atletas!, que fazem parte da Guarda Nacional Republica. O migo Pires fazia parte da passerelle, que surpreendido com os moucas a assistir, não resistiu, e em pleno desfile, levanta o braço em sinal de! Talvez admiração, daquela pequena mancha laranja estar ali! Foi assim o nosso passeio domingueiro.
Até Domingo, 06H00, no largo da República.
Ass: “O Moukista sentado”       

I Maratona BTT - Praias do Oeste

CRÓNICA DA MARATONA DAS PRAIAS DO OESTE

Reza a história que foram as irregularidades do relevo das terras do Oeste que travaram o avanço das tropas de Napoleão e que permitiram aos lusitanos montar a sua impiedosa defesa, através das célebres Linhas de Torres, pondo fim às intenções dos invasores de derrubarem a soberania da nação Lusa, no século XIX.

Cerca de dois séculos depois, no passado dia 26 de Maio de 2013, vinte destemidos bttistas quiseram demonstrar aos gauleses como deveriam tê-lo feito, montados em cima de vinte imponentes bykes.

Pelas 05 da manhã daquele dia, à exceção do Moukista Descuidado Tiago, já todos nós, bravos Moukistas, tínhamos saltado da cama, ansiosos para enfrentarmos a grande Maratona das Praias do Oeste, composta por cerca de 90 Km, entre Torres Vedras e o Cacém.

A primeira etapa do percurso teve início às 06, no Largo da República, no Cacém rumo à Estação de Comboios de Mira Sintra-Meleças.

A confiança reinava no nosso espírito de guerreiro Moukista. A quem, nem o forte e gelado vento que se fazia sentir, nem o teimoso Pica que não nos queria transportar para Torres Vedras, conseguiram contrariar a ambição de trilharmos os paradisíacos caminhos das Praias do Oeste.

Foi por volta das 07 e meia da manhã que, finalmente, o comboio chegou à Estação de Torres, carregadinho de bykes e de Moukistas. Esperava-nos o Rui que logo se integrou no pelotão.

Antes de ser dado o sinal para a partida, despejámos os depósitos de líquidos abdominais, verificámos o estado das máquinas, calçámos as luvas, enfiámos os capacetes, baixámos os óculos e colocámos as bicicletas na linha de partida para a grande maratona.

O apito para a partida soava finalmente. Da estação arrancámos e após um ou dois quilómetros a biciclar pelas ruas da Cidade, chegámos ao monumento em honra de Joaquim Agostinho, o maior ciclista português de todos os tempos, onde tirámos o primeiro retrato de grupo do dia.

Da rotunda onde se encontrava o monumento, saímos em direção à margem do Rio Sizandro, ao longo do qual, moukociclámos durante vinte quilómetros, a um ritmo bastante razoável até ao Oceano Atlântico.

Após a primeira contemplação da magnífica paisagem da Praia da Foz do Sizando, efetuámos uma pequena paragem, para ingestão de alguns alimentos energéticos e tomar um café (não confundir com cafezinho) numa pequena roulotte estacionada junto à praia.

Terminado o coffe brake, chegou a altura de nos fazermos aos trilhos em direção à Ericeira, onde as bifanas e as loiras esperavam por nós.

O Mouksita GPS, Carvalho, impôs a sua cadência ao pelotão por estradões, singletracks, dunas e rochas e guiou-nos por Ribeira de Pedrulhos; Bordilheira, Casal dos Coxos, Porto do Rio e por Bececarias. Levou-nos também a conhecer Cabanelas, Assenta, Porto da Azenha, S. Lourenço. E ainda nos conduziu com as burras à mão pelo magnífico areal da Praia do Coxos.

Após 45 quilómetros e com os ponteiros do relógio a indicar 11 e meia, chegamos à Ericeira. Depois de mais uma foto de grupo para memória futura e de termos enchido os bidões de água no hospitaleiro Posto da GNR, abancámos os traseiros doridos na esplanada da simpática Tasquinha do Joy, onde podemos relaxar e comtemplar, tranquilamente, as ondas do mar a rebentar na praia.

A encomenda já tinha sido feita antecipadamente e por essa razão, as bifanas e as loiras não demoraram a ser servidas. Com os estômagos famintos, os bttistas nem tiveram tempo para piscar os olhos enquanto as devoravam.

Contundo, aqui há que fazer uma chamada de atenção ao Sr. Presidente da Moucabtt. Devem ser adicionadas coimas ao regulamento do Clube para quem ingere bebidas, tais como, colas, ice-teas e outros refrigerantes. Estes atos de extrema mariquice devem ser banidos dos convívios Moukistas.

Findo o repasto, chegou a hora de voltar para cima das burras e concluirmos o trajeto final, da Ericeira ao Cacém.

Soava a primeira badalada da tarde quando galgámos para o selim. Demos então início a meia dúzia de quilómetros que nos conduziram à Foz do Rio Lizandro. Virámos as costas ao Oceano e embrenhámo-nos terra a dentro, sempre com a companhia daquele simpático rio.

Forçados a atravessar por duas vezes o rio, a dar boleia a algumas silvas que nos cruzavam o caminho e a subir e a descer pequenos montes, percorremos longos e sinuosos quilómetros até atingirmos a base da grande escalada à localidade de Arnés.

Embora com o desgaste físico provocado por 70 e muitos quilómetros pedalados, as forças dos guerreiros Moukistas renovaram-se assim que atingiram o topo da escalada e ao longe vislumbraram a Serra de Sintra e na sua base a localidade do Cacém, onde estava instalada a meta da maratona.

Percorremos o último percurso a todo o gás. Passamos por Fervença, Algueirão e Meleças até que por fim demos entrada na reta da meta em pleno Largo da República no Cacém.

Eram sensivelmente 16 horas quando cruzámos a linha de meta. O aparelho GPS assinalava 85 quilómetros percorridos e 1025 metros acumulados de subida. O objetivo tinha sido alcançado. Se as tropas de Napoleão fossem vivas naquela altura, teriam morrido de inveja, pela forma como os audazes Moukistas foram capazes de atravessar as linhas de Torres rumo à entrada de Lisboa.


O Clube Moucabtt está uma vez mais de parabéns por, através dos seus sócios Carvalho, Pires e Cardoso, terem conseguido planear, organizar e levar a cabo uma excelente maratona através das Praias do Oeste, entre Torres e o Cacém. Tendo proporcionado a todos quantos participaram um excelente momento de convívio, entreajuda e de reforço dos laços de amizade.