VI Peregrinação do Clube MoucaBTT de Agualva ao santuário de Fátima,                                                             
21 e 22 de Junho 2014

Mais uma vez se cumpriu, foi a sexta edição, a tradicional peregrinação Agualva-Fátima em BTT do Clube MoucaBTT, num total 180Km em duas etapas e dezanove Moukistas pedalantes.
Sábado dia 21 às 06:17 da manhã saímos de Agualva (LR), com dezasseis participantes para a primeira e longa etapa que tinha como destino Amiais de Baixo, e cerca de 140km, a onde iriamos pernoitar.

A primeira paragem da etapa foi feita para o pequeno-almoço na Ericeira às 07:50 com 31km, já tínhamos passado por M.Sintra, Tala, Terrugem… ao nosso encontro foram os assistentes de viagem, que viriam a ser a nossa mais-valia, durante todo o percurso, foram eles; Fátima, Cristina, Eduarda, Lúcia, Daniela e o Fernando. Tudo até aqui corria bem, o grupo estava bem-disposto e já com o rabo molhado pois a chuva visitou-nos pela primeira vez. Após ingestão de um valente pack de calorias ainda ficamos com mais vontade de pedalar, esta paragem também contemplava a entrada no pelotão de mais dois elementos, o Barreiro e o Vitor, assim foi. Ainda dentro da Ericeira aconteceu o primeiro e único percalço técnico, apos bom resolução, sobe senta e pedala. Fomos pedalando ao ritmo adequado ao grupo, passamos por, Ribamar, Casais de S. Lourenço, Barril, Escravelheira, Casal dos Coxos, aqui entra-mos no estradão paralelo ao rio Sizandro que nos levou a Torres Vedras onde tiramos a foto do grupo junto ao monumento de homenagem a Joaquim Agostinho.



Eram 12:15 e tínhamos percorrido 78km quando chegamos a Outeiro da Cabeça, esta paragem serviu para algum descanso, mas principalmente para almoçarmos, o sítio/espaço, cedido simpaticamente pelo Pre. desta Junta de Freguesia o Sr. José Manuel Antunes, obrigado Sr. Presidente, era paradigmático e inspirava simpatia…
 Havia ainda muito km a percorrer, a apreciação da diversão aquática entre carpas vs ganços terminava para nós, estava na hora de colocar o capacete, calçar as luvas e, continuarmos a pedalar em direção a Pero Moniz, Cadaval, Sobreda, de Gouxaria a Casais da Serra tivemos que fazer a grande subida, 

já estávamos em Rio Maior eram 16:05 com 118km o vice António junta-se ao grupo   dos selecionados Moukistas e dá inicio à pedalação, também a Sandra se junta ao grupo e a partir daqui acompanha-nos na assistência, de Rouxinol a Fraguas tivemos que trilhar uma grande descida e rapidamente estávamos em Alcanede, Amiais de Cima, às 18:15 chegamos a Amiais de Baixo, tínhamos então trilhado 145Km com empenho, dedicação, muita transpiração e algumas dores à mistura…este misto de muitos sentimentos em pouco espaço de tempo é algo estranho, mas muito reconfortante para o ego de cada betetista, quem pratica sabe daquilo que falo. Chegamos ao fim da primeira etapa de pedalação, o relaxe e o convívio do grupo estava para continuar, uns mergulhos na piscina seguido de um banho e umas pomadas nas nádegas estávamos operacionais para o repasto que veio a seguir, já de barriga cheia continuamos de boa disposição e convívio, o Mário gosta de jogos envenenados a malta participa e volta e meia saíam mais umas jolas paro o pessoal mal comportado…Às 23:30 terminamos a diversão e fomos descansar, pois o próximo dia também exigia empenho.

Domingo dia 22, 07:00 alvorada ao toque da gaita do Ramos, o grupo começa a reunir a tratar da limpeza e lubrificação das bikes, às 08:00 tomámos o pequeno-almoço, às 08:30 estávamos de saída dos aposentos do Sr. José Pequeno, momento registado nesta foto. O céu estava tomado de nuvens negras e este segundo dia de Verão prometia ser de chuva, não tardou, ainda não tínhamos aquecido nem chegado aos Olhos de Água, nascente do rio Alviela sítio aprazível, já se abatia sobre nós uma daquelas chuvadas! O trilho de Olhos D’água a Monsanto ficou mal tratado a lama eram muita as bikes não se agarravam ao piso e os deslizes sucediam, já em Monsanto em alcatrão o grupo reagrupou e começou a animar, a chuva dava sinal de tréguas, a serra de Santo António começava a chamar por NÓS, chegamos a Covão do Feto a inclinação acentua e o grau de dificuldade aumenta, a partir daqui até ao parque da serra a liberdade do grupo era autónoma e cada um rolava a seu gosto… fomos chegando ao parque do alto da serra S.António, reagrupando e alimentando-nos, o grupo de assistentes não descorava o roll book das paragens para ingestão de mais uma quantas calorias, muito prof’s! E se rápido descemos a Minde rápido começamos a subir a Covão do Coelho, sempre a trepar até às eólicas, a partir daqui tudo foi mais fácil pois os grandes obstáculos tinham sido ultrapassados e vencidos. A aproximação a Fátima fazia com que a postura do grupo se alterasse, ainda nos trilhos a formação a dois era quase perfeita e o silêncio começava a apoderar-se de cada um, já mais adiante em alcatrão o pelotão dos dezanove fazia-se notar pelo tamanho da enorme fila de Moukistas, agora, o silêncio era ainda mais notório, NÓS peregrinos sabemos que independentemente da motivação ou querença de cada um, respeitamos o espaço e a postura de todos nestes dois dias de dureza e intenso BTT, da excelente camaradagem, entreajuda e convivência.

Às 12:15 chegamos ao santuário de N.S.Fátima, a emoção foi sentida como fosse a primeira vez, as lagrimas mais uma vez se soltaram, as palmas os sorrisos e os cumprimentes dos familiares e amigos foram construídos e vividos por cada um à sua maneira…   
Depois de terem sido tiradas umas quantas fotos, no santuário, de todo o grupo participativo, estava na hora de festejarmos o momento com familiares e amigos na mesa de repasto de muitas iguarias. Ainda não tínhamos terminado o banquete, cai uma carga de água que faz terminar o momento de lazer que poderia ter sido mais simpático e perlongado do que foi. Depois de tudo e todos arrumados remamos a Agualva e às 18:00 chegamos ao (LR) bem- dispostos e animados. Amigos, foram dois dias de emoções fortes neste grupo de peregrinos onde quase tudo foi perfeito e a união dos Moukistas foi bem vincada nos caminhos de Fátima do Oeste.
Moukistas pedalantes: Paulo Laranjeira, António Araújo, Henrique Ramos, Mário Filipe, João Paulo, João Pires, Luis Carvalho, Manuel Sousa, Alfredo Guerra, Pedro Lopes, António Cardoso, Fernando Barreiro, Hugo Mendonça, Pedro Barbosa, Rui Santos, Vitor Sousa, José Gonçalves, Fernando Ribeiro e Nuno.
Assistentes da peregrinação: Fátima, Lúcia, Cristina, Eduarda, Sandra, Daniela e Fernando.
-Agradeço a todo o staff pelo companheirismo e amizade.
-Bem-haja aos organizadores; Ramos, Mário, Fernando e suas esposas também ao Laranjeira, António, Eduarda, Sandra e Daniela.
-Saudações a todos que estivemos no santuário de N.S.Fátima acompanhar-nos


             Um abraço saudoso…        
              
           Ass:    “O Moukista sentado” 





 Domingo, 08 Junho 2014
Passavam alguns minutos das 08:00 quando o grupo de doze moukistas saiu dos Largo da Republica para mais um passeio que prometia ser bem rolante, pois o fato de a nossa ida a Fatima estar proxima e com necessidade de rolar e ganhar forma física, havia que fazer este plano de treino. Iniciamos o passeio com intencões de trilharmos a serra de Sintra passagem pelo Guincho... pois, mas não foi bem assim, com alguns precalços o um andamente abaixo do previsto teve que se ativar o plano B e reduzir o grau de dificuldade do percurso....
Saimos direcionados a Paiões, passamos por Moncorvo de Cima, rolamos direitos ao autódromo do Estotil ladeamos Penha Longa, Atrozela, demos volta à quinta do Pisão, algures mais adiante em plena serra de Sintra o Vice-António, vá-se lá saber porque, lembrou-se de dar um recado no pior sítio, numa descida cheia produtos vários de primeira qualidade para exfoliamento de peles, o enlace deu-se com uma rapidez tal que não consegui perceber como aconteceu… depois dos primeiros socorros prestados continuamos o passeio, a muito custo e com bastante dificuldade fomos pedalando, passamos por Janes, Alcorvim de Baixo, Guincho, paramos na Guia para reagrupar e fazer o lanche matinal, arrancamos e pouco depois estávamos em Cascais, Estoril, Alapraia, Tires, Abóboda, A-dos-francos, Vale Mourão e finalmente Agualva, pouco passava das 13:00 quando o términus do passeio aconteceu com 60Km. Confesso que terminei em muito mau estado e mais de 24 horas passadas o ânimo é idêntico ao de ontem, (escoriações, hematomas e dores), as quedas são lixadas e à que evita-las a todo o custo. Amigo António fiquei sem saber o que é que me querias dizer! Ou foi mesmo o pretexto para me mandares ao tapete…Hoje a cronica fica por aqui, estou sem disposição, até sentado tenho que estar de lado. Abraço, até prá semana, abraço especial para o amigo António.

Ass: “O Moukista sentado”          

II Maratona Torres Vedras/Agualva Domingo, 01 Junho 2014

Domingo, 01 Junho 2014


                                                    II Maratona Torres Vedras/Agualva


Pelo segundo ano o Clube MoucaBTT planeou e organizou este passeio/maratona em BTT, entre Torres Vedras e Agualva. Se o percurso do ano passado tinha sido junto à costa maritima, este ano foi delineado pelas serras do interior o como não podia deixar de ser a distancia diminuiu, mas, a dificuldade aumentou muito com um acumulado de subida de 1900mt. 

O grupo dos dezassete betetistas reuniu no LR antes das 06:00, o toque de partida soou às 06:00 para a primeira e curta viagem até à estação da CP de Agualva-Cacém, certo foi que às 06:20 estávamos a apanhar o comboio que nos levou até Torres Vedras, com a muita conversa e galhofa rapidamente passou o tempo, antes das 07:30 estávamos apeados em TV. Depois de algumas palavras proferidas pelos mentores do passeio sobre as possíveis adversidades que poderiam surgir e os


                                            
cuidados a ter nas grandes subidas e descidas do percurso, iniciamos pacificamente a nossa aventura…com cota a 40mt., mas que nos próximos 15km estaríamos com a mesma aproximadamente a 400mt., já em marcha e inclinados para a frente, pois os três primeiros km foram de subida, o arfanço depressa se fez ouvir, mas não há Moukista nenhum que desanime ao primeiro embate, e se devagar subimos, depressa descemos e voltamos a subir até às eólicas Cateficas, descemos para a Cadriceira e logo de seguida tínhamos quatro km a subir que nos levaram ao topo da serra do socorro, (Enxara do Bispo, Nª Sra. do Socorro) fizemos os quatro km de subida dos 100 aos 400mt de altitude, e com inclinações que atingiram os 16%, que dureza companheiros! É certo e sabido, por nós praticantes, que este saber sofrer não é para quem pode, é para quem quer…mas alcançar o topo de uma serra com esta dimensão e saborear a liberdade desta maravilhosa maneira é vida é felicidade. Depois de atingirmos o topo a conta-gotas, reagrupamos, descontraímos, fizemos o lanche matinal e tiramos umas fotos. A dimensão que os nossos olhos conseguiam alcançar era descomunal








tanta coisa gira que o nosso país nos oferece só precisa de ir ao encontro delas e apreciá-las… Parte da dificuldade do percurso tinha sido ultrapassada, mas, havia ainda muito a trilhar, descemos para Bespeira, mas antes de chegarmos a Nogueira já estávamos novamente a subir a mais um parque de eólicas, mais uma descida, e que descida… com passagem por Casal do Rabo do Gato, Varzea, Castelo Picão e Povoa da Galega, aqui fizemos a paragem para descanso e degustação das esperadas bifanas… às 12:3o terminou o bem-bom e seguimos os trilhos em direção a Charneca e Casais do Forno veio mais uma subida e uma descida, logo depois iniciamos mais uma grande subida até ao parque eólico de santo-estevão da Galé para logo depois descermos, muitooo, até Mastrontas. Certo foi que com 23Km feitos tínhamos 1000mt de acumulado ascendente. Tudo o que era trilhos, já feitos, tanto a subir como a descer, era de dificuldade muito elevada. A união do grupo foi uma constante em todo o percurso e sempre que havia algum alongamento ou mesmo alguém mais atrasado a resposta era esperar e animar quem precisava. Já dentro do nosso quintal, Negrais, a dificuldade do traçado do percurso diminuiu e a razoabilidade, que todos esperávamos à muito voltou a animar o grupo. A partir daqui, já mais otimistas, tudo funcionou com mais fluidez e animo. Já em Pedra Furada paramos para abastecer de água, trilhamos ainda pelo Casal dos Gosmos, Sabugo, Casal da Mata, mata de Fitares. Pouco passava das 16:00 quando chegamos a Agualva com 68Km e um empeno daqueles que nos vai ficar na cabeça por muito tempo. Ainda houve tempo para refrescarmos as gargantas e fazermos um brinde ao grupo maravilha com umas louras frescas e suculentas. Parabéns aos mentores do passeio, Pires e Carvalho, mas também a todos quantos participamos e colaboramos nele. Abraço, até para a semana.


Ass: “O Moukista sentado”