Sintra no limite

Domingo, 29 março 2015

Sintra no limite. Foi este o título atribuído ao nosso passeio domingueiro. O autor da obra, (o presidente LP) com certeza que não o rotulou por acaso, fê-lo, conscientemente, a pensar no elevado grau de dificuldade que iriamos encontrar nesta manhã de Primavera (pouca simpatia). Alguém me dizia estava-se também na cama que parvoíce a nossa em andar aqui com este frio e nevoeiro, tenho que concordar com o avaliador do desabafo, naquela altura pensava eu da mesma maneira. A intensidade da vivência dos momentos da prática do BTT afeta-nos metro a metro, km a km, criando transtorno positivo ou negativo a cada um de nós em diferentes momentos, mesmo que sejam, eles, muito próximos.
Iniciamos e terminamos a pedalação na barragem do rio da Mula. Os metros iniciais foram de aquecimento, as subidas rapidamente começaram a fazer-nos companhia o sobe e desce era constante e iria sê-lo em todo o percurso, na serra de Sintra não existe outra alternativa e nunca se está verdadeiramente confortável, se não doem as pernas doem os braços e ombros, o estamos bem, o estamos mal acontece a todo o momento, a adrenalina cresce em cada um de nós e a maluquice sobressai naquelas loucas descidas… Gostava que esta crónica tivesse todo o detalha, onde passamos onde descemos onde paramos, mas, nada disso é, para mim, possível, o nevoeiro era intenso e nunca consegui saber onde estava! Existem voltas assim… Certo foi que, adrenalina não faltou em nenhum momento do passeio, com 37 km e uma altimetria ascendente a rondar dos 1400mt, caros Moukistas o sofrimento e o arfando assistiu-nos em boa parte do percurso, mas a vingança deu-se, então aquela ultima descida de 7 km foi estonteante e sempre a pisar o risco, até me apetece dizer um palavrão, dasssssss, foi moukobombastica, descemos dos 484 aos 150mt. Nesta foto, tirada na paragem para o lanche matinal, a cara de felicidade do grupo ilustra o bem-estar de cada um.
Faltavam poucos minutos para as 12:00 quando terminamos o passeio, que não teve nenhum percalço e que mais uma vez fez de nós homens felizes, ainda tivemos tempo para fazer uns alongamentos e as despedidas, terminamos o convívio matinal com um brinde de sumo de cevada no PC. Uma boa Páscoa para toda a família Moukista, abraço até um dia destes.

Ass: “O Moukista sentado” 

Raid BTT à Fonte da Telha

Domingo, 22 Março 2015
Pedalamos nas arribas e falésias da Costa de Caparica à Fonte da Telha e, regressamos pela areia da Fonte da Telha à Costa de Caparica.
Iniciamos o passeio em S. João da Caparica (SSGNR) eram 08:00 com presença de treze Moukistas, dispostos em fazer este raid melhor do que da última vez que o tínhamos feito, já lá vão três anos, o grupo não ganhou uma dimensão diferente em quantidade, mas em qualidade as melhorias são
notórias, recordo a dificuldade que alguns tinham nessa altura e atualmente passaram a não ter. O tempo a técnica e os treinos foram-nos dando outra sabedoria e outra disponibilidade física… estes marcantes momentos de outrora bitolam-nos e transportam-nos para a realidade de hoje, suando o orgulho da evolução biciclista de cada um. O track contemplava bastante areia. Saímos em direção a Cova do Vapor (Trafaria) para logo de seguida subirmos à Bateria da Raposeira/Forte de Alpena. Esta bateria (transpira história) foi erigida em 1893 e foi idealizada para defender a barra do Tejo e entrada de Lisboa. Depois de termos dado uma volta pelo forte e admirado a artilharia pesada em estado de desmantelamento pelos amigos do alheio, encaminhamo-nos para as falésias da Costa de Caparica, Funchalinho, Igreja do convento dos Capuchos, miradouro dos Capuchos, já na Quinta Nova trilhamos uma descida em areia solta, capaz de fazer cair qualquer Moukista, que a todo o custo tentávamos equilibrar-nos em cima das bikes. Entramos no longo estradão com areia, que nos iria levar à Fonte da Telha e, cada um de nós pedalava a toda a velocidade. Chegados ao extenso areal da praia da Fonte da Telha, lanchamos, conversamos e tiramos umas fotos. Com a baixa-mar prestes a acontecer, a nossa ansiedade crescia a cada segundo que passava, deu-se o momento da partida para a longa travessia do extenso areal, 9KM foi quanto somou o conta-quilómetros do final da linha somatória em areia molhada, toda esta metragem é feita sentados encima das bikes, sempre em esforço continuo e sem podermos deixar de pedalar.
É um desafio de superação para cada um de nós que ao conclui-lo vêm o orgulho amarrado há felicidade. Para terminarmos o passeio, havia apenas que descontraidamente pedalar pouco e fazermos o términos dele, no mesmo espaço de onde o tínhamos iniciado. Depois do banho, degustamos o reconfortante almoço que terminou numa explanada do SSGNR com toda a galhofa a que tínhamos direito. Caros Moukistas, foi mais um fim de semana de bom tempero de vida para cada um dos presentes. O nosso Clube contínua a organizar atividades que nos motivam e dão vida às nossas vidas. Abraço até prá semana.
Ass: “O Moukista sentado”

Aqueduto das Águas Livres


Sábado, 21 Março 2015
No sábado, 21 de março de 2015, visitamos o Aqueduto das Águas Livres com caminhada incluída entre Campolide e Benfica.
Às 09:15 os trinta caminheiros iniciavam o pedestre junto à estação (CP) de Campolide, a primeira etapa foi feita com alguma rapidez até à entrada do Aqueduto das Águas Livres, monumento Nacional é uma das mais notáveis obras da engenharia hidráulica portuguesa, bem como dos elementos a ele associados, nomeadamente os chafarizes. O Aqueduto de Lisboa foi construído ao longo de dois séculos XVIII e XIX, é uma estrutura que se estende ao longo de 14 km, mas que, considerando os seus subsidiários e condutas de distribuição, perfaz um total de cerca de 58 km de extensão. Toda esta, e muita mais, explicação fora dada pela guia que sabia a história exemplarmente bem. A imponente obra erguesse em arcaria no Vale de Alcântara e, une Campolide a Monsanto, a vista é excelente ficando a dever-se aos 65 metros de altura, já perto da mata de Monsanto, à direita vemos o bairro da Liberdade à esquerda o bairro da Serafina. Com os pés em terra, caminhámos na mata de Monsanto até ao Moinho do Calhau (ruina) reagrupamos e tiramos a foto do grupo, também por aqui a vista é simpática e Sete Rios é o cenário que os nossos olhos alcançam, atravessámos o parque florestal de Monsanto e viemos desembocar ao parque junto a Ajuda de Berço e estação da CP de Benfica. O Clube MoucaBTT criou para os sócios mais um evento de cariz físico/cultural de linhagem simestrategicamente relaxante para os participantes. O galego Diogo Alves, desta vez, não teve qualquer hipótese de fazer das suas, a união do grupo dos Moukistas desencorajou este cobarde assassino que tantas vezes é citado na lenda negra do aqueduto das águas livres.
Ass: O Moukista sentado” 

O verdadeiro Penedo do Gato


Domingo, 15 março 2015

Ao longo da semana foi sendo criado algum suspense sobre o passeio de fim de semana, não pela extensão de quilometragem que iria ter (43km), mas, pela dureza física e técnica que iriamos encontrar. O penedo do gato na serra da Carva (Loures) foi o destino de treze moukistas que apareceram para pedalar numa manhã fresca e de muito sol.
Saímos do LR à hora do costume 08:00, numa pedalada descontraída, a boa disposição impunha-se no moukopelotão que se dirigia para a serra de Belas, via Idanha, cruzamo-la para logo depois passarmos por casal do Brejo, Dona Maria, Alto do Miradouro e Bairro dos Pedrogãos, aproximava-se a primeira grande descida que nos iria levar até a Pai Joanes e Tojalinho, a dureza dela é notável, ombros e braços de cada um, iam dando sinal de dor e desconforto, é nestes momentos que temos que cerrar os dentes e irmos ao fundo do saco buscar todas as reservas que por lá existam, quando assim não é, surgem os medos as perdas de confiança e, algo de qualquer coisa vai correr menos bem, o Pires provou do veneno da descida, a queda foi inevitável e o corpo é que pagou, ombro com deslocação, os restantes quilómetros tiveram que ser feitos em desconforto… este nosso desporto que tanta boa disposição nos dá, também, por vezes, nos oferece dissabores e sofrimento, existiram mais umas quantas quedas, mas, de menor relevo. Depois da descida e, para compensar e equilibrar o track/relevo vieram as subidas, subidas e subidas. Atingimos o penedo do gato, fizemos o merecido descanso, lanchamos e tiramos umas quantas fotos ao grupo e ao penedo, o gato não se deixou fotografar. O percurso que até aqui tínhamos feito, fora quase sempre acompanhado de paisagem excelente, aqui na serra da Carva deslumbrámo-nos com a extensão a perder de vista, da muita e bela natureza que nos envolvia.
Estava na hora de continuarmos a pedalar e mais uma subida de dificuldade acentuada até ao parque eólico de Bolores, atravessamo-lo e, seguidamente mais um parque eólico enorme, Migarrinhos, descemos queles estradões a uma velocidade incrível, para logo de seguida, voltarmos a subir e a descer até Albogas. Os últimos adrenalitícos kms fizeram esquecer o sofrimento provocado pelas últimas subidas. O pior e o melhor do percurso do passeio já tinha sido feito, restava-nos chegar ao LR via Almargem do Bispo, Sabugo, ladeamos a serra da Carregueira, Tala e Agualva. Pouco passava das 12:00 quando terminamos o duro, mas também excelente passeio que servirá de vitamina semanal para os treze bravos Moukistas. Abraço, até prá-semana.
 Ass: “O Moukista sentado”


Agualva - Azenhas do Mar - Agualva


Domingo, 08 Março 2015
Foi um passeio excelente a todos os níveis, um bom track, um ótimo dia primaveril e um grupo homogéneo de Moukistas bem-dispostos. Este domingo dia Internacional da mulher, dedico esta crónica às nossas Mulheres, mas também a todas, as outras, que por algum motivo sofrem adversidades de alguém….
Às 08:00 o grupo de onze Moukistas saiu do LR para iniciar o passeio que nos levou às areias do gigante oceano Atlântico… depois dos habituais cumprimentos amistosos, em especial a alguns que há muito não apareciam para pedalar connosco, partimos em direção a Sintra via Paiões e Rio de Mouro, ainda no Cacém tivemos a primeira paragem, furo reparado e toca a pedalar, o ritmo era simpático e com alguma rapidez chegámos e atravessávamos a Vila de Sintra, ladeamos o palácio da Vila e logo de seguida entramos em ruelas desniveladas próprias a velocidades notáveis, os trilhos, de Sintra a Galamares, são excelente e pedem muita técnica e concentração, foi o que aconteceu, todo o grupo se portou linearmente bem e sem
deslizes o que foi ótimo. Pouco depois estávamos no Mucifal, Colares e Covão a subida que nos esperava e que outrora era um suplicio para alguns de nós, foi executada com bastante à-vontade e com rapidez, atravessamos a praia grande, avistamos a praia das maças e, escolhemos o imenso oceano, como cenário da nossa paragem para fazermos o lanche matinal.
O privilégio de a esta hora podermos fazer a apreciação do oceano é uma terapêutica relaxante para cada um de nós. Tiramos a foto do grupo e continuamos a viagem. Praia das maças, Azenhas do mar, foi por aqui que a corrente do Sousa, tecnicamente partiu, com as performances de uns quantos mecânicos a bordo, rapidamente a situação ficou resolvida. Passamos pela igreja de S. Mamede (Janas) Casal da Granja... mata de Fitares e Agualva (LR) eram 12:30 e tínhamos feito 57Km.

É já notória a boa forma de uns quantos Moukistas, porem, estamos todos no bom caminho e brevemente seremos, sem exceção, um grupo uniformemente bem preparado! Malta toca a treinar… o penedo do gato espera-nos. Abraço, até prá semana.


Ass: “O Moukista sentado”  

Sair de fininho à noite e bombom de Sintra


Fim de semana, 27 fevereiro/01 março 2015
Foi um fim de semana de atividade física moderadamente, bem, preenchido. Sexta-feira pedalamos no passeio noturno “Sair de fininho à noite”, no domingo fomos até à serra de Sintra "Bombom de Sintra”.

A noite de sexta-feira esteve à altura do nosso noturno, pedalamos ao relento com 76% de humidade, com algumas rajadas de vento moderado norte de 30km/h e uma temperatura amena de 10º. Ao som de um petardo, simpatia do Simplicio, saímos do LR às 20:00 com nove Moukistas dispostos a fazer o percurso que tinha sido traçado pelo vice-presidente. Encaminhamo-nos para a serra da Carregueira, via Lopas e Venda Seca, já na serra fizemos uns tracks de nível médio, muito bons, atravessamos a ribeira que nos deu acesso à quinta da Fonteireira, logo depois entramos na serra de Belas, subimos, descemos e mais à frente já estávamos no Belas Club, descemos a encosta de Vale de Lobos para depois entramos no sopé da serra da Carregueira que nos trouxe até à Tala, mata de Fitares, hortas do Cacém e Agualva LR eram 22:30 e tínhamos percorrido 24Km de puro e duro BTT adrenalitíco, em evidência esteve o comportamento de (quase) todos os Moukistas que fizeram da noite uma pista sem obstáculos, exceção feita ao Sousa que teve que se expungir nos arbustos para remover alguma da lama que ganhou na aterragem feita num atoleiro. A tendinha do coreto esperava por nós, as bifanas e as imperiais estavam prontas a servirem de repasto aos Moukistas da noite que as souberam degustar afincadamente. Foi um raid noturno de boa qualidade com companhia bem-disposta e divertida.  
Domingo, 01 Março 2015 O “Bombom de Sintra” teve pouca adesão, apenas cinco Moukistas marcaram presença nesta manhã de quase Primavera, há muito tempo que não se pedalava com temperaturas tão simpáticas como as deste Domingo. Às 08:00 o grupo estava em movimento em direção à serra de Sintra, encaminhamo-nos para o Cacém, Paiões, Serradas, Albarraque, ribeira da Penha Longa, Atrozela… foi aqui que o João Paulo foi atropelado por um rafeiro com instintos kamikazes, a determinação do animal foi bem-sucedida, mandou o JP ao tapete. Metros à frente, entramos na quinta do Pisão, foi por aqui que iniciamos a entrada mas também a subida para a serra de Sintra com passagem pela barragem do rio da mula, neste percurso a serra está fantástica com a flor da mimosa a acompanhar-nos em todo o percurso, fazendo sobressair a cor amarela. Depois de passarmos pela barragem o declive faz aumentar a dificuldade e só amainou quando alcançamos os Capuchos, mas, ao atingirmos o topo o nosso peito incha e, fica o transbordo da felicidade. Foi por aqui que fizemos o lanche matinal e tiramos uns retratos, mas que afinal não tiramos… o (gajo) enganou-nos, não há fotos para a crónica. Os estradões da serra de Sintra estão um luxo, e as descidas fazem-se a uma velocidade não recomendável, é só ganhar adrenalina, nos saltos nas curvas, tudo serve desde que haja (muita) velocidade… mais umas subidas para a Santa Eufémia para de seguida voltar a largar travões até ao Linhó, só parámos para reparar uma trilhadela na bike do presidente. Atravessamos Ranholas, ladeamos o Chão de Meninos, Rio de Mouro, Cacém, hortas e Agualva LR. Às 12:00 deu-se o términos do passeio, com 46km e 900mt de acumulado ascendente. Uma esplanada, com sol primaveril, serviu para os cinco Moukistas matarem a sede e trocar algum paleio de reconforto. É notório quando o grupo é pequeno a união do mesmo cresce e alavanca-se com cavaqueira e entreajuda. Hoje fico por aqui, por achar que já escrevi demais. Abraço, até prá semana.

Ass: “O Moukista sentado”