Este fim de semana pedalamos no plumão de
Lisboa parque natural de Monsanto, fomos oito Moukistas que, brilhantemente, o
fizemos. À hora marcada 08:00 saímos de S. Domingos de Benfica, parque junto a Ajuda
de Berço, a boa disposição do grupo era notória, o, está-se bem e vamos lá a
isto assistia-nos. Serra acima, serra abaixo foi uma constante, volta a subir e
volta a descer era, foi, um quebra pernas e braços que só nós sabemos o
exacerbado (sofrimento…) que quase sempre nos vai assistindo.
Trilhar a mata de
Monsanto é uma sensação algo estranha, em poucos segundo, estamos numa subida e
sentimo-nos derrotados e quase a esgotar, rapidamente tudo muda, vem uma
daquelas descidas a onde as raízes, os calhaus, as silvas e os troncos das
árvores rasam abruptamente à nossa passagem e, estas (péssimas) condições
galvanizam-nos e alavancam-nos para um diferente estado de bem-estar, a onde
todo o sofrimento e dor é esquecido e o reverso do sentimento se dá, rapidamente
nos transfiguramos em superatletas, é difícil entendermos estes variados
estados!...mas que fazem de nós seres, momentaneamente, felizes, fazem… Os quilómetros que trilhamos não foram muitos, foram trinta e quatro e
tiveram uma elevação a rondar os 1000mt de acumulado ascendente. Fizemos desta
volta, pura diversão de bike ao mais alto nível, sem qualquer ocorrência de
incidente, a fazer jus ao nosso slogan, Bem! Por maus caminhos. Findamos o
trail às 11:30 com um grande sorriso a fazer uns alongamentos, a tirar umas
fotos e a planear qual o melhor sítio para refrescar, com sumo de cevada, as
secas gargantas.
Saudações, boa semana e um abraço do “O Moukista sentado”
Nesta manhã, com temperatura de Verão, aparecemos dez Moukistas para pedalar. Optamos por fazer uma volta que não fosse muito grande, pois havia compromisso do grupo para almoçar no BVAC, e queríamos estar a horas de almoço sem fazer esperar os familiares. O percurso foi localmente traçado às pedreiras de Negrais, havia que começar a pedalar, a ribeira das Jardas foi o encaminhamento que levamos para chegar à mata de Fitares, Meleças, Recoveiro, Casal da Mata, EPCarregueira, Belas Clube, Almornos, eólicas de A. Bispo e pedreiras. Para lá chegarmos já tinha-mos parado umas quantas vezes, o motivo das paragens, foi quase sempre…, fotografar o grupo de variádas formas, variádas distâncias de lado de costas, valeu tudo! Desde que somos colunáveis a imagem do Clube, cada vez mais, tem de ser preservada e cuidada! No fundo de uma pedreira fizemos o lanche matinal e reparamos um furo, nada de mais, havia que voltar a montar e dar ao pedal, já estávamos com algum atraso no compromisso assumido, o nervosismo começava a notar-se em alguns elementos, a pressão do desconforto crescia, os kms iam sendo feitos ao ritmo dos menos bem preparados. Já tínhamos passado por Alfouvar de Cima, Casal do Urmal, foi por aqui que fizemos uma ligeira alteração ao previsto, propositadamente, o grupo dividiu-se… mas, o grosso dos Moukistas continuou a um ritmo endiabrado, foi ver quem mais pedalava, rapidamente passamos pela vacaria, Raposeiras, Tala e Agualva LR. Demos o passeio por terminado às 12:30 com 44Km, a história dele foi curta e simples, mas, mais uma vez a união do grupo esteve sempre presente não havendo qualquer incidente a registar. Já na sala dos bombeiros da nossa cidade, Agualva-Cacém. A mesa reservada aos Moukistas, contava com mais de quarenta lugares, as sardinhas, as bifana e as entremeadas fizeram parte do meno do nosso almoço, a boa disposição manteve-se ao mais-alto-nível, que depois de barriguinhas cheias e muito paleio, atravessamos a rua e demos connosco na tendinha do coreto a tomar café e a continuar o convívio que se iria perlongar até à hora dos términos do jogo, VGuimarães/SLBenfica. Foi, para mim, um dia de muitas horas de treino, mas, havia por lá muitos mais com boa disposição, uiui… tanto(a) Moukista bem-disposto e divertido. Resumidamente, fizemos deste Domingo, um dia cheio de temperos e convivências. Saudações Moukista, “O Moukista sentado ”
Posso iniciar esta cronica de como tudo
começou e os contornos que projetaram esta maratona…
O desafio, para se tornar realidade, foi
lançado à direção do Clube numa explanada da Costa de Caparica. O presidente do
MoucaBTT com a sua agilidade devolveu o desafio aos promotores e, imediatamente
transferiu a organização aos mesmos.
Acertamos data para 10 Maio 2015, traçamos
o percurso de forma a rolarmos o mais junto possível ao Oceano Atlântico e que nós,
fluidamente, mas também com a ajuda da Direção, fomos dando forma organizativa
ao nosso evento. As duas etapas dele seriam feitas; viagem de comboio até
Torres Vedras e regressar a Agualva em bicicleta junto à costa do Oceano.
Quisemos
nós, treze Moukistas, fazer parte da história desta maratona que teve início no
LR-Agualva às 06:00, rolamos de bike pouquíssimos minutos até à estação de
Agualva-Cacém, logo depois 06:20 estávamos (nós e as bikes) arrumados e já em marcha
no comboio que às 07:35 nos deixou em Torres Vedras. Prestes a iniciarmos a
segunda etapa, a linha de partida estava formada de, ansiosos, rostos abertos e
determinados a cumprir o proposto. Às 07:50 começamos a pedalar,
momentaneamente em alcatrão até à rotunda do monumento Joaquim Agostinho,
aproveitamos a ocasião e fizemos umas fotos de grupo, já em terra batida o
grupo rolava divertidamente forte e confiante. Estes primeiros 20Km, TV à Foz
do Sizandro, foram feitos em largos estradões, quase sempre, junto ao rio até
praia Azul, já tínhamos passado por Ribeira de Pedrulhos e Bordinheira, aqui na
Foz fizemos uma paragem para hidratação. Já em movimento as falésias passariam,
durante muitos Km, a fazer parte da maratona e dos trilhos que presentemente moucobiciclavamos.
A (soalheira!) manhã apresentou-se com temperatura simpática e próxima do nível
dos atletas presentes… fomos passando por Assenta, Casais de S. Lourenço,
Ribamar e Ribeira de Ilhas. Entre estas últimas duas a nossa pedalação foi,
mesmo, junta à linha do Oceano, é uma paisagem de excelência e apetece ficar
por lá a carregar o eu de cada um. Às 10:50 estávamos em Ribeira de Ilhas,
adiantados ao previsto, e! Isso fazia e dava-nos tempo de apreciação
despreocupada há muita envolvência de mar e terra. Após curta paragem
pedalamos, rampa acima, para Ericeira. Ainda antes de nos sentarmos para
almoçar, assistimos ao desfile de motos antigas, se recordar é viver a nossa
juventude foi vivida por momentos…
Depois de um repasto, aligeirado, de
bifanas, minis e algum descanso, fizemo-nos ao caminho eram 12:45. Havia muitos
Kms a percorrer e com o grau de dificuldade acrescida, não podíamos descorar o
momento… depois de transpormos o rio Lizandro (foz) bordeamos e sentimos aquele
trilho/miradouro a fazer as delícias de quem o possa apreciar, maravilha. Do
Lizandro a S. Julião a linha do oceano volta a ser presente, vincada e de muita
beleza, ladeamos Barril de Baixo e continuamos junto ao Atlântico, mais à
frente afundamos na praia da Samarra, o mais difícil foi subir com elas (bikes)
às costas, também faz parte do BTT que nós, grupo, gostamos de praticar, o
cansaço começava a apoderar-se de alguns e, cada vez mais qualquer subida era
suplicia. A chegada ao Magoito não tardou, fizemos uma curta paragem para
hidratação liquida e continuamos viagem, mas, com mais ânimo! A
linha que nos uniu ao Oceano durante muitos Kms, deixamo-la e, a
partir daqui cada vez mais o afastamento do Oceano ia sendo e fazendo parte do
nosso propósito na maratona. Depois da descida do Magoito ainda havia muito a
pedalar em subida, de Fontanelas a Casal da Granja o terreno ia sendo
demolidor, a subida não era acentuada, mas, a muita pedra do trilho fazia
aumentar a dificuldade. Estas dificuldades iam cada vez mais sendo
ultrapassadas com razoabilidade. Inconscientemente, ou não, a nossa psicose ia
gerindo e dizendo que o término da maratona estava próximo. Fontanelas, Casal
da Granja, Algueirão, mata de Fitares e Agualva LR. Eram 16:10 quando
alcançamos a meta desta extensa Maratona de 87Kms. Foi notória e louvável a boa
disposição e interajuda no grupo. Em suma, fomos nós Moukistas, presentes,
capazes de organizar, realizar e concluir este passeio que teve nota elevada em
todas as vertentes. Terminamos a maratona a refrescar-nos com um sumo de cevada,
as coisas simples da vida são as que mais prazer nos dão. Estimados Moukistas, a
vivência deste dia de intenso BTT neste grupo, foi muito gratificante aos praticantes,
Moukistas, presentes. Quero terminar a cronica, agradecendo a todo o grupo participativo,
à Direção do Clube e ao staff, a todos que de alguma maneira positiva se
envolveram nele, um abraço do
O nome dado a este passeio "Bem! Por maus caminhos!", tem ligação com a crónica publicada na revista "Bikes World" na sua edição de Maio, onde o Clube MoucaBTT é divulgado. A expressão "Sempre bem por maus caminhos" reflete o que realmente tentamos fazer, nesta sexta-feira fizemos jus ao nome escolhido.
Às 08H00, com saída do Largo da República em Agualva, começou mais um passeio de BTT. Foram 7 Moukistas que pedalaram em direção à Serra de Sintra com o propósito de disfrutar dos trilhos que por ali abundam.
O traçado marcado era difícil, muito técnico e fisicamente muito forte, mas as bikes rolavam e só depois de devorarem os quase 60 kms, e os 1400 mts de acumulado de subida é que esta malta regressou ao Largo da República, com 04H30 de dura pedalação, mas com uma satisfação imensa por mais um passeio superado de forma superior.
O caminho até ao sopé da serra foi feito em alcatrão passando por Rio de Mouro, Bº da Colónia Penal e entrando na serra depois de atravessar a N9, em direção à Lagoa Azul. Até aqui tudo rolava a bom ritmo, mas, a primeira subida do dia estava a chegar. A Pedra Branca esperava por nós. Dos 180 mts fomos até aos 290 mts em 600 mts!!! Para complicar a terreno estava cheio de regueiras, uma roda em falso e todo o esforço ficava ali mesmo.
Alcançamos a Barragem da Mula e nova subida até ao sopé do Cabeço da Raposa, lado Este. Aqui começou a adrenalina a subir e o terreno a descer. Foram 2 kms espetaculares, por trilhos estreitos, e perigosos, fomos dos 277 mts até aos 166 mts num ápice, com 129 mts de acumulado de descida. Momento hilariante, a passagem sobre a ponte redonda, em madeira e a transposição de um estreito pontão em cimento.
Quem muito desce muito sobe e lá fomos outra vez serra acima. Nesta altura andávamos nas imediações da Malveira da Serra. Agora o objetivo era atingir a Peninha. Começou então o sobe, sobe e sobe. Com passagem pela Tapada da Roçada. Ao atingir o cume estava na hora da já merecida pausa com reposição de líquidos e sólidos. Estávamos sensivelmente a meio, chegava a hora de regressar, mas, os trilhos escolhidos não nos iam dar tréguas.
Saídos da Peninha entramos no Trilho da Viúva, para logo em seguida voltar a subir para a Fonte das Pedras Irmãs. Com o piso propício a grande velocidade, rapidamente alcançamos a cancela da Pedra Amarela, sem hesitar subimos até ao posto de vigia. Depois veio outro momento alto: descida até às imediações do Pisão.
Estávamos nos 386 mts e descemos até aos 100 mts, numa distancia de 3,5 kms, trilho muito técnico e complicado, tendo em conta a velocidade com que a descida é feita, a concentração tem de ser total. Alucinante!
Atingimos a Atrozela pelo Trilho dos Agriões, seguindo por Albarraque, Covas até ao Largo da República.
“Curvas do Oceano” A história deste duro passeio fez-se com onze Moukistas que pedalaram durante 04:30, percorreram 47Km e levaram uma coça física sumptuosa numa manhã que começou simpática, mas, que se tornou madrasta nos últimos 13 Km, a chuva indesejada quis endurecer o áspero raid que teve inicio e fim na Terrugem. Para alguns de nós a vontade de ir pedalar era surreal. A atividade física de fim-de-semana tinha começado no sábado com o pedestre, para quem não está rotinado, é o meu caso, ficam algumas sequelas musculares, mais uma noite de muita precipitação, dá uma soma de pouca vontade. Mas este vício é tremendo e às 06:10 já estava a espreitar pela janela, os neurónios ainda adormecidos, refletiam single-track junto ao Oceano Atlântico e, quando assim é! há que fazer a vontade à mente e ao corpo, por esta paixão.
Após curta viagem de carro até à Terrugem. Às 08:00 demos início à pedalação, fomos passando por Alfaquiques, S.João das Lampas, Catrivana foi por aqui que fizemos a aproximação aos trilhos falezianos, pessoalmente considero-os excelentes e divertidos, antes de chegarmos a foz do Lizandro passamos por Barril de Baixo, com toda esta diversão os quilometros iam sendo feitos e, sem darmos por isso estavamos em São Julião, é uma janela virada para o mar, para a praia e para o rio Lizandro, espaço privilegiado e reservado a este grupo de Moukistas, que quis fazer o lanche matinal e tirarem umas fotos de grupo. Realizamos a descida em areia solta, aproximamo-nos do vale do rio Lizandro com uma pedalação forte e virtual, bordeamos Valverde, descemos para o Carvalhal, foi por aqui que fizemos uma pequena paragem de hidratação.
Seguimos viagem ainda montados, seria por pouco tempo, a dura subida estava prestes a ser iniciada, e foi.., estávamos no Km 32.7 e 25mt de altitude, tínhamos que alcançar o Km 34.2e subir até aos 175mt, foi mesmo muito duro e sempre com ela à mão… que canseira do c…… perdoei-me o desabafo, senti-me um abandonado pela vida sã, momentaneamente só, tive um transtorno de personalidade, o transtorno foi passando fui ganhando lucidez e voltei à pura realidade e, sem alucinação tive que alcançar o topo da subida, já junto ao moinho fiz o relaxe e normalizei a respiração. Pouco depois o grupo estava reagrupado e em movimento, faltava mais de uma dezena de Km para o término do passeio, a chuva quis fazer-nos companhia e o massacre continuou…Foi assim a historia deste duro passeio feita por duros Moukista. Às 12:30 estávamos a desmontar das bikes e demos por concluído o nosso passeio na Terrugem. Os Moukistas, desde há algum tempo, deixaram de prenunciar o verbo soft, a dureza persegue-nos consecutivamente semana a semana…Estimado LC, agradeço a subtileza de retoque dourado que deste a este bem desenhado track e, que ainda hoje (terça-feira) padeço de alguma fadiga muscular dos membros inferiores. Obg ao grupo de Moukistas que compareceu a este, duro mas temperado, passeio Domingueiro. Abraço do “Moukista sentado”
Sábado, 25 Abril 2015 Marcha/caminhada; Trilhos Aventura (Venda Seca-Belas). Foi o título atribuído a este passeio desenhado pelo nosso Clube e oferecido a vinte e dois caminheiros que se dispuseram a fazer esta aventura. Sim, é mesmo aventura, até eu que achava que conhecia muito bem o nosso jardim, fui a sítios que nunca tinha ido. É agradável e, quase impensável caminhar doze quilómetros num perímetro de área tão curto e com tanta natureza diversificada e bela.
Saímos do jardim da Anta às 08:30, a manhã primaveril estava fresca para a época, os ameaços de chuva eram notórios mas, felizmente não passaram disso, encaminhamo-nos para Venda Seca ai fizemos a primeira paragem para uma breve introdução sobre a caminhada, os lavadouros serviram de cenário ao grupo que rapidamente se fez à aventura, agora passava a ser mais à séria, pois o ritmo da marcha era elevado e, alguns de nós começavam a ceder algum espaço, uns segundos de espera e a linha dos caminheiros era linearmente reposta, a Serra da Carregueira servia, agora, nossa marcha de ritmo vivo e de trilhos bem definidos e desenhados por arquitetos. O sobe e desce era continuo, as curvas e contracurvas sucediam-se a lama também nos ia fazendo companhia, mas, notória era a boa disposição de todos os elementos do grupo. Já com uns bons kms trilhados, paramos para algum descanso do grupo e hidratação de sólidos e líquidos, nestas paragens existem sempre umas graçolas de muito boa disposição. Se a postura de bem-estar com vida é a mais forte razão de felicidade de cada um de nós presentes, então, fomos ao invento certo… porque para além da convivência com gente bem-disposta, ganhamos conhecimento, amizade, condição física e suor. Em suma; procuramos, fomos e ganhamos felicidade q.b. para mais uma pequena etapa da nossa existência. Parabéns a todos os participativos caminheiros que se aventuraram a sair de casa nesta manhã com cara de poucos amigos. Saudações “O Moukista sentado”
Era uma vez um menino
que olhava vagamente o horizonte, perdido no tempo, de cabeça despida de
pensamentos, triste e desapontado com a vida. A certa altura, notou que as
nuvens à sua frente destapavam o sol e formavam ao lado uma pequena frase:
Coopera, partilhando
honestamente.
Esse foi o mote que o
fez despertar e ver claramente como a vida pode ser bela. Para isso, bastava
querer e, cooperando com o seu próximo de forma honesta, podia realizar tudo e
tornar-se a si e ao seu próximo muito mais felizes.
Foi inspirado na
história desse menino que o passeio “A 1 varanda voltada para o Tejo”, entre
outros projectos, nasceu. Teria de ser um passeio abrangente, onde
participassem amigos apaixonados pelo BTT, ter todos os condimentos técnicos
para satisfazer as potencialidades dos interessados e uma vista panorâmica
sobre o fascinante Estuário do Tejo, para permear o grande esforço que seria
por eles despendido.
O apoio imprescindível
ao sucesso do passeio surgiu desde a primeira hora. Os amigos Hugo Mendonça, Vitor
e João Martins colaboraram no reconhecimento do percurso. O Clube Bestteam,
através do companheiro Renato, mobilizou o seu pessoal a acompanharem o pessoal
do Clube MoucaBTT na primeira etapa do passeio. A Mãe, o Pai e a restante
família Lopes garantiram o almoço e o convívio pós passeio. O Pina tratou de
divulgar o evento e de organizar a deslocação dos companheiros moukistas do
Cacém até Santa Iria. E por fim, a União de Freguesias de Santa Iria, S. João
da Talha e Bobadela e a Câmara Municipal de Loures autorizaram a utilização das
instalações do Parque Urbano de Santa Iria de Azóia para parqueamento de
viaturas, banhos do pessoal e lavagem de bicicletas.
Após um passeio
preliminar pelo interior do Parque Urbano pelos 13 elementos Moukistas, juntámo-nos
aos 19 companheiros do Bestteam, e depois dos devidos cumprimentos e
apresentações, partimos pelas 08H20 em direção a norte.
Ladeamos o cemitério de Santa Iria e
ultrapassamos a primeira subida do dia. Embora ligeira, serviu para aquecer os
músculos e aumentar o ritmo cardíaco dos participantes. O ambiente era
descontraído e até já havia troca de conversas entre elementos de
ambos os clubes.
Na fronteira entre o
Bairro do Monjões e da Salvação iniciou-se a primeira descida. Depois de
desbravado o caminho, enchemos os pulmões de ar e lá descemos um a um, com
maior ou menor dificuldade, até à Granja. No alcatrão virámos à direita para
Alpriate e ali chegados, lá estava o amigo Teles, à espera para se juntar ao
pelotão que a partir dali passou a contar com 34 elementos.
Cruzámos a Variante de
Vialonga em Direção à Mata do Paraíso e começamos a preparar-nos para 5 km
sempre a subir, com um acumulado de 300 m, que nos levaria ao marco geodésico
do monte cerves em Santa Eulália. Na entrada da mata, encontramos um
companheiro de outro grupo a necessitar de apoio médico. Dois bombeiros do
nosso pelotão voluntariaram-se de imediato para o socorrer e apenas o
libertaram quando uma ambulância chegou ao local para o transportar ao
hospital. – Nos trilhos somos, um por todos e todos por um. Porque ontem ele,
amanhã podemos ser nós a necessitar de ajuda.
O atraso causado e o
percurso longo e difícil que ainda estava pela frente, principalmente para
alguns bttistas ainda pouco experientes dos Bestteam, levou a que cada equipa
tomasse um rumo diferente a partir dali. – Muito obrigada pela colaboração
Bestteam. Valeu. Estaremos com certeza novamente juntos no futuro, num qualquer
trilho por aí.
Depois das despedidas,
embrenhámo-nos no trilho das pinhas, através de uma pequena floresta muito
densa, atravessámos a praça de Santa Eulália, escalámos por alcatrão mais de
500m de estrada até que, finalmente, conquistámos o pico do Monte Cerves.
Apreciada a vista
panorâmica emoldurada pelas Serras de Sintra, da Arrábida, de Altora e de
Montejunto, bem como, pelo nosso querido e fiel companheiro o Estuário do Tejo,
repostas as energias e tiradas as fotos para memória futura, montámo-nos de
novo nas princesas e partimos céleres ao longo do topo da Serra de Vialonga em
direção ao Cabeço da Rosa em Alverca. Depois, nova subida complicada pela
frente a requerer muita perícia, técnica e disponibilidade física para a
ultrapassar sem desmontar. O que poucos lograram conseguir.
Avizinhava-se a grande
surpresa do dia para os bravos da MoucaBTT. A descida vertiginosa e muito
técnica que conduzia à localidade de Calhandriz. Todos tiveram de mostrar ali o
que valiam a descer. Empenharam todas as reservas de adrenalina que possuíam e
fizeram-se à acidentada descida como verdadeiras cabras do monte. No final,
todos falavam do quase orgasmo atingido naquela descida. Constitui sem dúvida
um hino ao BTT.
Tranquilamente
atravessámos a Calhandriz e mal nos tínhamos recomposto da última descida, estávamos
já com a língua de fora a trepar mais 250 m de acumulado até ao topo da Serra
de Alhandra, imediações da pedreira da cimenteira. Primeiro por alcatrão,
depois por terra batida e, em menos de nada, estávamos no topo, onde
encontrámos de novo uma paisagem panorâmica idêntica à do Monte Cerves.
Não nos demoramos
desta vez e passámos de imediato à louca e rápida descida que nos iria conduzir
até ao miradouro do monumento das linhas de torres. - Monumento erguido em
1883, no local onde existiu o Reduto n.º 3, designado por Reduto da Boa Vista.
Dali partia a linha de fortificações militares que faziam parte do complexo de
fortificações das Linhas de Torres, construídas com grande sigilo entre 1810 e
1812 pelas tropas luso-britânicas contra os exércitos napoleónicos. Além da
visita ao monumento, foi possível também apreciar a boa situação sobranceira ao
Tejo, que permitia uma vista única e sublime sobre o estuário.
Ingerimos as últimas
barritas, beberam-se os últimos goles de água e saímos prontos para o que
restava do passeio, de Alhandra em direção a Alverca. Engrenámos depois pelos
caminhos de Fátima que coincidem na Póvoa com o novo passeio ribeirinho
inaugurado recentemente. Além da pareceria muito próxima com o Tejo, podíamos
apreciar ao longe a imponência da Arrábida que imergia por cima do florido da
vegetação do Mochão da Póvoa.
Quando já todos
julgavam que o final estava próximo e requeria apenas um último fôlego para
subir da Granja até ao Parque Urbano. Mais uma surpresa os esperava. A partir
da estrada dos caniços colámo-nos à Autoestrada A1 e seguimos durante dois
quilómetros em constante sobe e desce. O desgaste acumulado e as poucas
reservas de energia fizeram-se sentir e alguns já quase se arrastavam a eles e
às princesas mato fora. O Moukista Pires que o diga.
Apesar do cansaço que,
em geral, todos sentiam, exceção feita aos profissionais do pelotão que (quase)
todos os dias vão ao treino. No final todos rejubilavam com o belíssimo passeio
que tinham acabado de fazer. A dureza, as paisagens, a simpática companhia dos
bttistas dos Bestteam e as descidas e subidas exigentes e desafiantes que
compuseram o percurso, tornaram-no num aprazível passeio de BTT.
Energias gastas,
energias a repor. Logo após as fotos de grupo e o banhinho tomado no Parque
Urbano, foi ver os Moukistas a correrem, desta feita, para casa dos pais Lopes,
para devorarem os frangos, o arroz, a sopa e tudo o mais que fosse posto na
mesa. Saltavam também as caricas das minis, pois também era necessário
restabelecer os níveis dos líquidos do corpo.
Espero que a história
do menino continue a inspirar muita gente por esse mundo fora e que cada um
perceba que tem sempre algo para partilhar com o seu próximo, nem que seja uma
simples volta de bicicleta.
Raid BTT de longa ação-Montemor, foi uma manhã de BTT bem interessante, não só pelas muitas subidas e descidas acentuadas e longas mas, pelo traçado percentualmente desconhecido por quase a totalidade dos pedalantes. Todas as nossas saídas têm uma história momentânea de todo o movimento do grupo e, nalguns casos também pela própria história física dos tracks que vamos pisando, foi o caso. Em boa parte do traçado tivemos como companhia o aqueduto das águas livres, é sempre agradável sabermos que o nosso jardim outrora foi uma mais-valia para a capital (Lisboa), mas, realço a passagem pela jazida de Pego Longo (Carenque), na laje de uma antiga pedreira, o registo fóssil com 95 milhões de anos, descoberto em 1996, de dezenas de pegadas de dinossáurios quadrúpedes herbívoros, historia nacional subterrada que espera um dia poder ser visitada pelo comum humano.
A saída do passeio teve início no LR às 08:00 com nove Moukistas, o bom tempo convida à aventura e atividade física mas, também ao espirito da nossa identidade em podermos divertir-nos com o que muito gostamos, pedalar. Pedalar em direção a Idanha subir a serra da Silveira, túnel de Carenque, a primeira grande subida é feita após Carenque, vai lá vai, Sete Quintas, Caneças, Montemor, daqui até ao vértice geodésico da terceira ordem Montemor (topo da serra com o mesmo nome) subimos até aos 347mt. foi subir, subir e subir… veio o descanso para o lanche matinal e tirar umas fotos, depois de alguma descontraçãoe apreciação de tanta paisagem a perder de vista, é um desconcerto mas também um privilegio nosso, este, em poder estar numa varanda de 360º onde o limite é o alcance da nossa visão, exclusividade que só alguns conseguem ter! Falo dos Moukistas que, ao contrário de bastantes, deixam a cama às 06:45 e por vezes mais cedo e desfrutam da beleza do nosso concelho (Sintra) e por vezes até o ultrapassam…
Estava na hora de regressarmos e descermos até às fontainhas de Caneças, outrora muito usadas e conhecidas pelas afamadas lavadeiras de Caneças. Continuamos a movimentar-nos para Olival do Santíssimo, Serra da Helena, Serra de Casal de Cambra, Serra de Belas, Venda Seca e Agualva (LR). Com uma altimetria ascendente a rondar os 1000mt. e com 44km de distancia demos por terminado mais um digno passei de se lhe tirar o chapéu, obrigado por este retemperado passeio domingueiro, que e apenas já perto da chegada teve o percalço da corrente partida do benjamim do grupo e que rapidamente foi remediada.
Finalizamos esta manhã de pedalação a degustar um sumo de cevada na companhia do HRamos que durante a semana tinha comemorado mais um aniversário, que contes muitos e com saúde. Deixo um abraço aos duros companheiros Moukistas que me acompanharam e eu acompanhei. Até prá semana no: A1 varanda voltada para o Tejo, em Sta Iria de Azoia
Sintra no limite. Foi este o título atribuído ao nosso passeio
domingueiro. O autor da obra, (o presidente LP) com certeza que não o rotulou
por acaso, fê-lo, conscientemente, a pensar no elevado grau de dificuldade que
iriamos encontrar nesta manhã de Primavera (pouca simpatia). Alguém me dizia
estava-se também na cama que parvoíce a nossa em andar aqui com este frio e
nevoeiro, tenho que concordar com o avaliador do desabafo, naquela altura
pensava eu da mesma maneira. A intensidade da vivência dos momentos da prática
do BTT afeta-nos metro a metro, km a km, criando transtorno positivo ou
negativo a cada um de nós em diferentes momentos, mesmo que sejam, eles, muito
próximos.
Iniciamos e terminamos a pedalação na barragem
do rio da Mula. Os metros iniciais foram de aquecimento, as subidas rapidamente
começaram a fazer-nos companhia o sobe e desce era constante e iria sê-lo em
todo o percurso, na serra de Sintra não existe outra alternativa e nunca se
está verdadeiramente confortável, se não doem as pernas doem os braços e
ombros, o estamos bem, o estamos mal acontece a todo o momento, a adrenalina
cresce em cada um de nós e a maluquice sobressai naquelas loucas descidas… Gostava que esta crónica tivesse todo o detalha,
onde passamos onde descemos onde paramos, mas, nada disso é, para mim,
possível, o nevoeiro era intenso e nunca consegui saber onde estava! Existem
voltas assim… Certo foi que, adrenalina não faltou em nenhum momento do
passeio, com 37 km e uma altimetria ascendente a rondar dos 1400mt, caros
Moukistas o sofrimento e o arfando assistiu-nos em boa parte do percurso, mas a
vingança deu-se, então aquela ultima descida de 7 km foi estonteante e sempre a
pisar o risco, até me apetece dizer um palavrão, dasssssss, foi moukobombastica,
descemos dos 484 aos 150mt. Nesta foto, tirada na paragem para o lanche matinal,
a cara de felicidade do grupo ilustra o bem-estar de cada um.
Faltavam poucos minutos para as 12:00 quando terminamos o passeio, que
não teve nenhum percalço e que mais uma vez fez de nós homens felizes, ainda
tivemos tempo para fazer uns alongamentos e as despedidas, terminamos o
convívio matinal com um brinde de sumo de cevada no PC. Uma boa Páscoa para
toda a família Moukista, abraço até um dia destes.