Maratona BTT Torres Vedras - Agualva 2016

22 de maio de 2016
Pelo quarto ano o Clube MoucaBTT realizou a ligação Torres Vedras a Agualva em BTT. Duas vezes pela linha da costa Atlântica e outras duas mais pelo interior.
Agradecimento a todos os participantes, em especial ao João Pires e Luís Carvalho pela elaboração do evento.
O dia começou bem cedo! Às 06H00 os 13 Moukistas estavam na estação de Agualva Cacém, para embarcarem no comboio que os iria colocar em Torres Vedras.
Já em Torres e depois do café matinal, pelas 08H00 iniciava-se a pedalação.
Sabia-se que o grande desafio era transpor a Serra do Socorro, mas, outras dificuldades menos visíveis não iriam facilitar a vida aos participantes.
Primeira subida ligeira aconteceu logo ao início com passagem pelo geodésico do Gaio, a 198 mts de altitude, passagem nos 178 mts.
Descida até Louriceira com destino a Figueiredo. Seguiu-se uma subida simpática até à cota dos 265 mts, eólicas de Catefica, aqui já a Serra do Socorro era bem visível. O tempo estava bom e a paisagem de encher a vista.
Rolou-se elevação abaixo até Cadriceira, aqui a cota é de 100 mts, pela frente estava a imponente subida para a Serra do Socorro que nos levou até aos 390 mts em cerca de 3 kms.
Boneco de grupo tirado e descida até Malgas, na passagem por cima da A8 tempo para cumprimentar os automobilistas com destino à final da Taça de Portugal e um simpático grupo motard, para voltar a subir até ao geodésico do Pedrogal, com mais um parque eólico junto ao moinho da Carrasqueira.
Terreno complicado até chegar ao Milharado, com passagem por vários moinhos abandonados.
O almoço estava perto e havia que retemperar forças. Assim, às 11H45 o grupo estava na Póvoa da Galega para atacar a bela bifana.
Depois do repasto tinha de se voltar a pedalar, 35 kms esperavam pelos Moukistas.
A próxima dificuldade, esperada, seria a subida da Freixeira e Asseiceira Pequena, dos 177 mts para os 360 mts, com Montemuro e Funchal em linha de vista.
A Serra do Funchal foi feita a meia encosta e depois foi descer até Mastronas (Negrais).
Daqui para frente o ritmo aumentou ligeiramente e rapidamente chegou-se ao Sabugo.
Passagem pelo Telhal, Meleças e Mira Sintra e por fim Largo da República em Agualva, onde decorria a Feira de Maio.
À chegada dos participantes estava o Sr Presidente da Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra, Carlos Casimiro e o Sr Joaquim Simões, responsável pela área da juventude e desporto da freguesia que amavelmente se prontificaram-se para a foto de grupo.
O sofrimento é temporário... a recompensa é para sempre!


As 7 colinas de Lisboa

15 de maio de 2016
 
Este passeio foi realizado pela segunda vez, a primeira edição foi em 2010, também com a vertente BTT.
O passeio resume-se a tudo o que está escrito no panfleto distribuído a cada participante completado pelas fotos e vídeo disponíveis.
Parece-me que neste tipo de passeio só mesmo participando se consegue disfrutar de toda a beleza e encanto que a cidade de Lisboa possui.
Assim, fica o convite para o passeio Lisboa Antiga, a realizar em breve pelo Clube MoucaBTT.
 
 

EPIC MAFRA

01mai2016
Às 07H40, do dia 01 de maio de 2016, 12 moukistas aceitaram o desafio de percorrer 37 kms nos mais espetaculares trilhos entre a Ericeira, Mafra e Foz do Lizandro.
O tempo estava de feição e apesar das dificuldades de progressão em alguns pontos do percurso (muita vegetação) a boa disposição esteve sempre em alta.
As delícias de descer o trilho do Arquiteto, Javali e Pontes fez subir a adrenalina de todos, não esquecendo o trilhos dos Mortos e o sempre desejado trilho do Medronho, para finalizar a descida pelo trilho da Falésia.
Pelo meio ainda muita diversão na travessia do Rio Lizandro, onde as bikes tiveram de ser carregadas às costas. Se fosse fácil não seria para nós.
No final os miminhos trazidos pelo Guerra, que hoje completava mais uma primavera. Muitos parabéns.
Boas pedaladas.

Caminhos de Santiago

  O CLUBE MOUCABTT PEREGRINOU A SANTIAGO DE COMPOSTELA
Fizemo-lo em bicicleta TT e fomos oito bicigrinos, (Luís Pina, Henrique Ramos, Manuel Sousa, Alfredo Guerra, Paulo Laranjeira, Fernando Barreiro, José Gonçalves e Ruben Fernandes) que iniciamos e concluímos esta aventura que alguns de NÓS ambicionava fazer algum tempo. A crença, a fé, ou mesmo mais qualquer outra coisa, encaminhou-nos e deu-nos energia suficiente para querermos trilhar este caminho cheio de variadíssimos obstáculos, mas de compensações reconfortantes carregadas de firmezas positivas. A emoção e envolvência que cada um foi ganhando durante o percurso são inexplicáveis, só mesmo quem se deixa levar por este exercício de desapego e envolvência, sente e vive o reconfortante bem-estar de alma… A minha motivação principal em fazer esta peregrinação foi religiosa, mas, secundariamente muitos mais fluxos contribuíram e serviram de amadurecimento há minha decisão. Esta rota “O Caminho Português de Santiago” é milenar, trilhada por dezenas, centenas e milhares de peregrinos desde o início do seculo IX, após a descoberta do sepulcro do Apóstolo Tiago Maior.
A viagem começou antes da partida…, talvez muito antes! é simpático podermos pensar desta maneira, pois a decisão de participarmos nesta aventura, quando queremos faze-la, vai sendo construída mentalmente e crescendo ao ritmo da evolução que ganhamos nesta modalidade desportiva! nasce, cresce e amadurece connosco. Depois do resoluto final tomado! Começou a vasta fervilhação de como seria, a partir daqui, lidar com todos os preparativos, os SÊSS começaram a surguir! Dia após dia, hora após hora as barreiras foram sendo ultrapassadas a cada momento que foram surgindo, não foi fácil, mas tudo ia convergindo para o consumar de uma bem-sucedida preparação de peregrinação, e foi…
1ºdia 23abril2016, Eram 04:15 quando abri a porta de casa e saí para esta aventura. Cinco minutos depois, juntei-me ao grupo dos Moukistas peregrinos, a concentração fez-se em Agualva. Após arrumarmos, nas viaturas, as bikes e os pertences de cada um Iniciamos a viagem até à cidade do Porto, com a tranquilidade necessária chegamos à invicta… Depois de tomarmos o pequeno-almoço, iniciamos os preparativos da pedalação para a nossa primeira etapa de peregrinação, já equipados…recebemos o primeiro carimbo, na credencial, na Sé do Porto… Às 09:10, este imponente monumento testemunhou a partida da nossa aventura peregrina. Apreensivos e cheios de ansiedade em começar a pedalar, desejamos “bom caminho”, os oito Moukistas iniciavam a mobilidade ciclística pelas ruas do Porto, logo depois deste momento a tensão de cada um ia-se dissipando à medida que avançávamos pelo caminho santo… As ruas e ruelas da cidade serviram de passadeira durante alguns quilómetros, o suficiente para cruzamos a Circunvalação e seguirmos para Monte dos Burgos deixamos o Porto para trás! Daí até São Pedro de Rates foi um tiraço! Os ânimos de cada um foram acalmando à medida que íamos avançando pelo caminho… às 10:50 fazíamos a primeira paragem em Vairão (Mosteiro de S. Bento), serviu para hidratação, alguma conversa e troca de primeiras impressões do que íamos sentindo nesta primeira etapa. A próxima etapa era alcançarmos e almoçarmos em Barcelinhos, eram 12:45 quando o pelotão terminou esta etapa, tudo corria de feição até aqui. Fomos muito bem recebidos pelos proprietários do restaurante, que nos serviu um elaborado almoço, até tivemos direito a licor de tangerina, recomendo! Às 14:30 fizemo-nos ao caminho, arrancamos, atravessamos o rio Cávado e, estávamos em Barcelos a cidade estava toda engalanada e apinhada de gente foliona, recolhemos um carimbo no Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz. A concentração que vamos mantendo em todo o percurso consome-nos boa parte das energias que podíamos ter disponíveis para outra vertente de mais descontração e vivencias…a terceira etapa de Barcelinhos a Cambado é espetacular e de grau de dificuldade acentuada, fomo-nos cruzando, no mesmo sentido, com muitos peregrinos, desejávamos BOM CAMINHO e continuávamos na viva pedalada, às 16:20 chegamos a Cambado, depois de alguma hidratação partíamos para a ultima etapa do dia, eram 16:30, talvez por isso! o grupo estava frenético no andamento que imprimia, que bárbaros…comíamos kms com uma facilidade tremenda, não existia nada nem ninguém que nos para-se. Desembocamos no rio Lima, foi por aqui que o frenesim terminou com umas fotos junto ao aprazível leito do rio. Apenas faltavam uns quantos metros para darmos por terminada esta ultima etapa do primeiro dia eram 17:50. Chegamos bem e sem qualquer contratempo, quer físico ou mecânico. Após check-in…veio o primeiro contacto com a pousada da juventude onde iriamos pernoitar, ainda fizemos a limpeza e lubrificação das bikes, recolhemos os pertences necessários, subimos para tomar a merecida banhoca, arrumo-nos e saímos para reconhecimento da cidade e escolha do restaurante para a janta do grupo, o inicio da noite passou rápido, os pratos da região fizeram parte do nosso menu e, largos minutos depois estávamos nas camaratas para o merecido descanso. A pousada estava apenhada de peregrinos, não foi uma noite pacífica!
2ºdia 24abril2016, Era cedo quando acordei, não foi o único, era um corrupio de gente no corredor central, os peregrinos/caminheiros iniciam a marcha muito cedo…Depois do pequeno-almoço, foi rápido que nos aprontamos para a primeira etapa do 2º dia, tínhamos em mente que este segundo dia seria um dia deveras complicado… A saída de Ponte de Lima para Pontevedra foi iniciada às 08:00, com a travessia da Av. dos plátanos e a ponte medieval do rio Lima, viramos à direita e azimotamos para Arcozelo, com alguma facilidade alcançamo-lo. Nestes primeiros quilómetros cruzamo-nos com muitos peregrinos que tinham saído, alguns deles, bem mais cedo do que nós. Os primeiros sinais da serra da Labruja começavam a ser visíveis e, de vês em quando apareciam subidas curtas e acentuadas, esta linhagem ia-se alterando para mais subida e mais subida, até que deixamos de poder pedalar, estávamos no coração da temida Labruja e, para prosseguirmos tínhamos que carregar as bikes às costas, nada que estes Moukistas não soubessem já que esta situação ia acontecer. Alcançamos a Cruz dos Franceses (cruz da morte), paramos para tirar umas fotos e colocarmos uma pedra, continuamos o nosso caminho serra acima até atingirmos o topo, por aqui já um grupo de uns quantos betetistas descansava, ouvimos alguns conselhos de um senhor de alguma idade e que dizia ter feito o caminho catorze vezes, aconselhou-nos: vão devagar a descida é muito perigosa…tomem cuidado. A água que escorria pelas lajes fazia-nos descer com a bike à mão, mas foi por pouco tempo, a coragem a determinação e a boa preparação física que o grupo tem, vem ao de cima nestas hostis circunstâncias, sem qualquer sobressalto fizemos a descida num ápice até Rubiães (albergue de S. Pedro de Rubiães) eram 10:15, aqui também recolhemos um carimbo, hidratamo-nos e quinze minutos depois continuamos viagem, esta etapa de 20 km havia de nos levar até Valença do Minho onde estava previsto o almoço, mas pelo meio, já perto do términos dela, o espigão da laidy do Ruben partiu, teve que ser acionado o pronto-socorro, após remedeio da situação…havia que continuar a pedalar, com alguma rapidez chegamos a Valença do Minho, eram 12:20, fizemos um reconhecimento da fortaleza e tiramos algumas fotos, a mesa de almoço estava marcada no restaurante Cristina e, sem demora fomos servidos, por aqui também fomos bem atendidos e quando eram 14:00 estamos despachados e prontos a fazer mais uma etapa. A ponte internacional de Tui deu-nos passagem para a Galiza, a partir daqui, passávamos a rolar em caminhos Espanhóis. O próximo objetivo era alcançarmos Porriño, mas até lá muita subida/descida teria que ser feita…este segundo dia estava a ser mui duro, às 15:30 alcançamos mais um objetivo, quinze minutos depois partíamos para mais uma etapa que teria como términos Arcade, a história repetia-se e a dureza continuava bem presente neste dia, até que às 17:30 chegamos a Arcade, fizemos a hidratação e continuamos, eram 17:45 quando iniciamos a última etapa do dia, rapidamente atravessamos mais uma ponte, Ponte Sampaio, a lucidez do grupo já não era a melhor, fá-lo por mim, sei que alguém tirou umas fotos mas não recordo quem foi! Atravessamo-la e continuamos o nosso caminho, PonteVedra estava cada vez mais próxima, a vontade de chegarmos era notória, a coesão do grupo Moukista vinha ao de cima e nada nem ninguém conseguia desmoralizar esta grande organização, as lagrimas quiseram soltar-se, mais que uma vez, mas antes de caírem, secavam e nada se passava. Estes últimos 17 km estavam a terminar. PonteVedra fora conquistada por NÓS às 18:30, 95 Km de distância e um acumulado ascendente 1700mt. Após uma procura e um telefonema… Aloxa Hoste (Luz) recebeu-nos, ficamos surpreendidos com o simpático e enorme espaço, a disponibilidade dele era só para nós, arrumamos as bikes e saímos, a primeira esplanada serviu-nos de relaxe e descontração necessária para saborearmos umas canhãs fresquinhas… que bem que soube este relaxe. Havia que carregar a bagagem para a Aloxa e desfrutar da bela banhoca! Sabe tão bem o sabor do acolhimento! Uau, lavadinhos e arranjados, saímos à procura onde jantar, não foi fácil a decisão, mas lá nos dissidimos e, a coisa até que não correu mal. Com tanto espaço só para nos, cada um escolheu a cama o mais longe possível dos grandes roncadores, que alivio, foi uma noite de grande descanso mas curta.
3ºdia, 25abril2016, Às 05:00 (06:00 espanhola) já havia malta a iniciar o dia com um despertar energético. Aperaltados e cheios de vontade fomos tomar o pequeno-almoço. Era notória a grande vontade para o último dia de peregrinação. A saída de PonteVedra aconteceu às 07:30, não se previa um dia fácil, os 65 Km de distância até Compostela têm o seu grau de dificuldade, havia muito sobe e desce. A primeira etapa contemplava 20 km de distância até Caldas de Rei onde se deu a paragem prevista, foi uma manhã de algum frio, bastava olhar para os agasalhos dos betetistas, roupas bem quentes faziam parte da vestimenta…Às 09:15 fora comprida a primeira etapa, fizemos alguma hidratação e continuamos, Padrón foi alcançado às 11:50, hidratamos e resolvemos a avaria do espigão, a satisfação do Rubem estava estampada no rosto. Era suposto termos almoçado por aqui, vá-se lá saber o porque não o fizemos, fomos faze-lo já a Compostela. O calor começava a fazer-se sentir, o ritmo tivera que baixar ligeiramente mas, o caminho continuava a correr-nos de feição e com um andamento bem positivo. É intuitiva a aproximação a Santiago e, mais uma vez as lagrimas quiseram soltar-se, desta vez conseguiram…recompus-me, pedalei até a emoção passar, já tudo fazia parte do passado, faltavam poucos Kms, começava a avistar-se a catedral a ouvirem-se os sinos! Depois de uma ou duas subidas em alcatrão alcançamos Santiago de Compostela. Disciplinadamente, o grupo dos oito Moukistas pedalava pelas ruas muito movimentadas, descontraidamente e com um à-vontade de conquista que causava inveja a muitos rostos. Olhos postos na praça principal. Chegamos. A emoção não apareceu, fiquei sem saber porque? Talvez exista uma razão! Como não sou de desistir à primeira…vou-me cultivar e, talvez um dia encontre o porquê. Numa praça com tanta gente, surpreendentemente sobressaiam dois estandartes do Clube MoucaBTT, o que é isto será milagre! Não era, eram os amigos e sócios do MoucaBTT São e Lino, quiseram fazer uma surpresa da praça de Santiago de Compostela ao grupo dos oito Moukistas, que pela primeira vez, iniciaram na cidade do Porto e concluíram em Santiago de Compostela “O caminho Português de Santiago”.
Agradeço o empenho a camaradagem e entreajuda de todos os elementos do grupo, apreço para a São e para o Lino. Desculpam-me os restantes, mas tenho que reforçar o agradecimento ao Presidente Luís Pina, não só por ter sido o mentor, mas, e principalmente pela grande disponibilidade e trabalho em organizar exemplarmente todas as vertentes do nosso bem-sucedido passeio “O Caminho Português de Santiago” Muito obrigado.
 Abraço do “Moukista sentado”                                         
 “Mesmo amarrado à bicicleta sempre senti a sensação de liberdade”

                       

Aqueduto das Águas Livres

Nem melhores, nem piores! Apenas diferentes,

MoucaBTT, sempre meia roda à frente.

               


Rota dos Marmelinhos

domingo, 17 de abril de 2016
Passavam cinco minutos das 08:00 quando os doze Moukistas deram início à pedalação. Depois de uma semana de muita chuva nem todos os trilhos eram cicláveis, mas hoje, esteve uma manhã de razoabilidade para a prática do nosso desporto.
O presidente achou, e bem, e optou que o destino fosse Penhas da Marmeleira, daí o nome rota dos marmelinhos, para chegarmos a esta varanda de soberba paisagem tivemos que dar bem ao pedal e fazermos algumas subidas e descidas ao jeito do frenético pelotão, o ritmo da pedalada esta num patamar medio/alto e o moral de cada um é elevado, existe muita vontade de manter a boa-forma, também existe um porque com algum peso! Está para breve a nossa peregrinação a Santiago de Compostela. Para chegarmos ao destino proposto havia que trilhar muito alcatrão mas também bastante terra batida. O traçado contemplou a passagem por muitos sítios e espaços admiráveis que só mesmo quem anda de BTT consegue privilegiar estas micro-maravilhas…Na hora de saída, o azimute apontou para Paiões, Covas, Serradas, Alcoitão, Cabreiro/Pisão por aqui os trilhos são rápidos e espetaculares, bem ao jeito da máquina nova do Ruben (Cannondale Scalpel 29 Carbon) este avião merecia alguém que tivesse pernas e mãos para ela! Estávamos posicionados junto a uma ribeira, no vale entre Cabreiro e Murches, o objetivo era alcançarmos o Parque de Penhas da Marmeleira, o proposto foi alcançado e, o miradouro do passadiço serviu de mesa de repasto do lanche matinal e de algum descanso dos Moukistas. Aproveitamos a varanda para tirar umas fotos do grupo que se ia divertindo com alguns poetas (cromos) que estão sempre com o discurso na ponta da língua, a boa disposição do grupo, também é uma mais-valia para cada um querer voltar para o próximo fim de semana.
Depois do merecido descanso continuamos a pedalar ate alcançarmos Zambojeiro, Alcorvim de Baixo, daqui até à praia do Guincho foi um tiro! Mais de metade do passeio estava feito, passamos por Birre também pelo Parque urbano da Ribeira dos Mochos, Cascais, Estoril, Alapraia, Caparide, Tires, Trajouce, A dos Francos e Agualva. Eram 12:30 quando demos entrada, via avenida dos bons amigos, em Agualva. Foi mais um passeio de 60Km 900mt de acumulado ascendente e diversão do grupo Moukista. Ainda houve tempo e disponibilidade para um bride ao HRamos que tinha feito anos a semana passada, muitos parabéns. Se Santiago me der força e saúde a próxima crónica, parte dela, será feita mentalmente nos trilho (caminho de Santiago de Compostela).
Abraço do “O Moukista sentado” 

Rogel

Domingo, 10Abril2016
Pouca passava das 08:00 quando os nove Moukistas fizeram a saída do Largo da Republica para um track que prometia ser um grande passeio! A previsão de chuva talvez tenha afastado alguns assíduos, de lugar cativo, elementos que por hábito marcam sempre presença…Espontaneamente ou talvez não o
destino era Rogel. Azimute apontado para Idanha/Belas, entramos na mata de Belas, ladeamos Belas Club, tapada de Vale de Lobos. A maratona corria de feição, o pessoal mantinha a boa disposição mas por pouco tempo, o tempo/clima começava a dar sinal de instabilidade, atravessamos Almornos, bordeamos as eólicas do Bispo para de seguida entrarmos no trilho do Rebolo, foi por aqui que fomos surpreendidos por queda de granizo, chuva, vento e frio de tal forma violenta que ficamos desconfortáveis, mas, lá continuamos mesmo que nos custa-se tinha que ser… as alternativas de podermos fazer qualquer coisa que melhorasse a nossa condição eram inexistentes e tínhamos de continuar. Alcançamos Santa Eulália, atravessamos o rio Mau e iniciamos a subida que nos levou a Santo Estêvão das Galés por aqui a chuva caía com grande intensidade, alguém propôs fazermos o lanche matinal nos lavadouros, obvio que a ideia foi muito bem aceite, com o temporal que se fazia sentir era um ótimo espaço para algum descanso/reconforto de uns minutos. Os minutos de abrigo não foram suficientes para nos arribar o ego, esta paragem também serviu para alguns ficarem gelados ao ponto de começarem a ficar com algum pânico de como iriam chegar a Agualva sem sentirem as extremidades dos membros, a situação estava de veras complicada, cada um que passa por uma experiencia destas sente e sofre os traumas do desconforto de um muito mau dia… Tomamos a decisão de não continuarmos o track proposto, embora Rogel estive-se bem perto, mas para minimizar os estragos e não agravarmos o estado da má situação, iniciamos o regresso por alcatrão, foi aqui que abortamos o traçado da maratona! Voltamos a Santa Eulália, passamos por Negrais, Alfouvar, Almargem do Bispo, Sabugo, Telhal, Meleças, mata de Fitares, hortas do Cacem e terminamos em Agualva. Se em determinada altura do passeio a nossa condição era péssima, este estado foi melhorando, quando alcançamos Sabugo o tempo melhorou consideravelmente e a nossa condição também ao ponto de nos apetecer parar no parque (dos novos aparelhos de manutenção) da ribeira das Jardas e, testarmos alguns deles até esboçamos algumas graçolas sobre o aparelho mais adequado a cada um dos Moukistas presentes…maluquices! Destes desvairados que acham que sabem gozar a vida, como alguém dizia; porra…porque não fiquei na cama! Garantidamente, foi uma má experiência que não espero repetir, serviu, e serve-nos de observatório de conclusão de como as coisas boas da vida, rapidamente criam uma linha que a poderia chamar “o outro lado do meu desporto”. Sem qualquer trauma, ultrapassei relativamente bem este pequeno episódio de vida, e se aquilo que os sábios dizem corresponde à verdade “ o que não nos mata fortalece-nos” então vou ter mais dez anos de vida. Terminamos o passeio às 12:00 com 50Km e algumas mazelas, ainda tivemos tempo de fazer um brinde com o João Paulo. Nota-testemunhei meninos a meter mudanças com o punho, os dedos estavam petrificados… Até pra semana, abraço do “Moukista sentado”.



Na rota da coelha

25 de março de 2016
Mais uma manhã de BTT, nesta sexta feira Santa, saímos do Largo da República pelas 08H00, como habitualmente. Foram quatro os Moukistas que compareceram à chamada.
Não havia uma trajeto previamente definido. Assim, à medida que íamos avançando o percurso era alinhado. O encadeamento surgiu de uma forma natural.
Rolou-se até ao autódromo e logo após os "agriões" surge um furo na bike do Zé Gonçalves.
Resolvido o problema seguimos até à Quinta do Pisão. Aqui fizemos alguns dos estradões e singles.
O objetivo seguinte era alcançar a costa e fomos até Cascais. Percorremos a marginal até Oeiras. Nova paragem, com outro furo, desta vez na roda da frente, resolvemos mais este incidente e cerca das 12H20 estávamos o degustar uma mini com 60 kms e um acumulado de 900 mts ascendente.
Até a uma próxima e boas Páscoa.