VIII Peregrinação em BTT Agualva - Fátima do Clube MoucaBTT

VIII Peregrinação a Fátima
1º dia – 18 de Junho
Pelo 8º ano consecutivo, o Clube MoucaBTT organizou a Peregrinação a Fátima
pelos caminhos deste nosso Portugal, sendo este ano pelos Caminhos do Atlântico. Planeados dois dias de muita pedalação, dias esses divididos em duas etapas, Agualva-Alfeizerão no 1º dia, com pernoita na Pousada da Juventude e Alfeizerão-Fátima no 2º dia.Uma palavra de agradecimento aos participantes e a todos os que se envolveram na organização e apoio logístico, tornando possível esta Peregrinação. Pelas 6h da manhã já era visível a vontade de partir nesta aventura, com os bicigrinos a comparecer na Mouca para colaborar no carregamento do diverso material no carro de apoio e depois rumar ao ponto de partida de todas as saídas do Clube, o Largo da Republica. No Largo da Republica pelas 6:30h e momento do primeiro registo fotográfico do dia com a foto dos 12 bicigrinos que se propuseram a esta Peregrinação. Deu-se então o início da pedalação sendo esta comandada pelo colega António Araújo rumo a Fátima. Pela frente estavam 132 km e cerca de 1900 mts de acumulado positivo a serem ultrapassados e temperaturas a rondar os 18-24ºc ao longo do dia. Ainda em Agualva-Mira Sintra, junto ao moinho de Mira Sintra deu-se o primeiro problema técnico, com um furo na bicicleta do Luís Carvalho, sendo este resolvido e novamente retomado o andamento, passando-se pelo Recoveiro e trilhos adjacentes ao Telhal, Raposeiras e Sabugo. Seguiram-se Casal da Quintanela, Urmal e Pedra Furada com viragem para a primeira subida do dia, com início na cota dos 60 mts, pelos trilhos e estradões que cruzaram Barreiros e a bonita Aldeia da Mata Pequena, com o Penedo de Lexim à vista. No topo da referida subida e cruzando a cota dos 220 mts prosseguiu-se caminho, pois Mafra, local do 1º abastecimento já estava perto. Indo agora pela N9 já eram visíveis os limites físicos dos jardins do Convento de Mafra, tendo o grupo chegado ao Convento pelas 8:45h, cumprindo o 1º abastecimento com a simpatia e prontidão da D. Emília e da D. Eduarda.

Boa disposição neste pequeno-almoço e o posterior reforço de cafeina foram o mote para prosseguir caminho com nova paragem programada para Torres Vedras, agora com a navegação a ser orientada pelo José Gonçalves e o António Ferreira. Descida de Mafra sempre junto aos limites da Tapada Nacional de Mafra com nova subida por estrada para as aldeias de Codeçal e Chanca a 109 e a 164 mts de altitude respetivamente, seguindo-se posteriormente nova incursão em trilho até aos 250 mts, os quais tiveram de ser realizados em alguns momentos, a pé devido à tipologia do próprio percurso mas também face à pouca manutenção de que este trilho tem sido alvo. Contudo esta dificuldade foi rapidamente superada, sempre acompanhada pelos aromas silvestres que a natureza brindou o grupo. Chegados ao topo, iniciou-se uma descida até à Portela do Gradil, interrompidos por um furo na
bicicleta do Rúben, tempo esse aproveitado também para comtemplar a paisagem de grande beleza. Posteriormente, nova descida encaminhando-se o grupo para cruzar as localidades de Livramento, Azueira, Freixofeira e Turcifal (ainda com um rápido vislumbre pelo Luís Carvalho para ver o resultado do jogo de futebol), serpentados por um misto de estrada e trilhos de terra. Pela estrada municipal 619-1, atingimos a rotunda de acesso à A8, às portas de Torres Vedras, realizando agora uma passagem por baixa da mesma, entrando num trilho junto a vinhas e que terminou no Barro, pedalando-se agora pela ciclovia até ao Parque Verde da Várzea em Torres Vedras, momento para o reforço alimentar do período intermédio da manhã. Com aproximadamente 53 kms de pedalação, rumou-se ao Outeiro da Cabeça, local onde seria realizado o almoço. Contudo, para lá chegar faltavam cerca de 20 kms. Subida pelo Bairro do Inocêncio com direção a Aldeia Nova iniciou-se a subida até aos 131 mts de altitude, com posterior viragem para novos trilhos que conduziriam o grupo até à localidade da Abrunheira, com Maxial à vista, altura para contactar o local onde se iria almoçar. Daqui em diante, teríamos um novo companheiro que vinha a marcar cada vez mais a sua presença neste 1º dia de Peregrinação, o vento, o qual se fez sentir de forma mais evidente no período da tarde. Pela Estrada Municipal 643, cruzaram-se Casais da Póvoa, Casais de Seixo e Casais de Valentina rolando-se rapidamente até ao Outeiro da Cabeça, estando neste momento cumpridos cerca de 75 kms e 1400 mts de altimetria.

O tão merecido almoço foi então servido ao grupo, acompanhado por momentos de divertimento e boa disposição, aproveitando-se este momento para retemperar forças, pois no período da tarde estavam planeados cerca de 45 kms e 500 mts de altimetria. Altura ainda para pequenas reparações (novas pastilhas para a bike do Alfredo Guerra morder e novo furo na bicicleta do Rúben) e prevenção das queimaduras solares com a aplicação de protetor solar, pois apesar do vento sentido, o sol fazia-se sentir de forma intensa na pele dos bicigrinos. O período da tarde iniciou-se então pela N8 rumo ao Bombarral. Viragem para Casais do Camarão e era agora tempo de rolar por estradões junto à linha do comboio e aos pomares, tão característicos desta região. Chegados rapidamente ao Bombarral, contornando a Mata Municipal do Bombarral e posterior passagem pelo centro da cidade, entrava-se novamente em trilhos de terra e areia junto aos já referidos pomares e canais de regadio. Breve contacto do Luís Carvalho com o solo junto a umas pereiras e retomado o ritmo passando por Roliça, São Mamede e A-da-Gorda. Chegados a Óbidos, havia que contornar a Muralha para chegar ao abastecimento, permitindo um contacto com o turismo que este local atrai. Havia agora que descer até à linha do comboio onde o carro de apoio já nos aguardava. No abastecimento, prioridade ao reforço hídrico, pois o calor já se fazia sentir, embora atenuado pelo muito vento, que se encontrava de frente para com o grupo, aumentando a dificuldade, mas nada que fizesse atenuar a vontade em chegar e cumprir o objetivo proposto para o dia, Alfeizerão.
Agora, maioritariamente por alcatrão, foram percorridos cerca de 8kms até chegar às Caldas da Rainha estando agora cumpridos 103 kms, com direito a passagem no centro da cidade e ainda com tempo para o colega António Araújo ao exercer funções de relações públicas ao reencontrar um velho conhecido. Retomado o ritmo rolante, circulou-se por localidades tais como Tornada, tomando-se a N8 como prumo até se entrar no último trilho de terra junto à A8, o qual terminaria em Vale de Maceira, já à entrada de Alfeizerão. Chegados à Alfeizerão, restava apenas a ultima subida até à Pousada já visível na cota média do monte que se erguia frente ao grupo. Ultrapassada esta subida de 1,2 kms e 75 mts de acumulado, os bicigrinos chegaram à pousada da Juventude de Alfeizerão-São Martinho do Porto, havendo agora que recuperar forças para o 2º dia que se avizinhava. Seguiram-se momentos de relaxamento e boa disposição, muita conversa, contemplação da vista e posteriormente do ocaso em São Martinho do Porto, faltando apenas uma vitória da Seleção para terminar este 1º dia da VIII Peregrinação a Fátima MoucaBTT.

2º dia – 18 de Junho
Com o pequeno-almoço marcado para as 6:30h da manhã, as movimentações dos Moukistas já eram sentidas muito antes da hora. Pela frente estavam cerca de 54 kms e 1400 mts de acumulado positivo o que talvez tenha feito acordar os bicigrinos mais cedo… ou não… Pequeno-almoço tomado, dois dedos de conversa, foto da praxe e logo foi retomado o track que levaria o grupo ao Santuário de Fátima.
Contudo, foram necessários breves momentos de exploração dos trilhos junto à Pousada pois alguns deles encontravam-se encerrados, algo que rapidamente foi superado dada a vontade de prosseguir e o know-how do grupo neste tipo de situações, ou não fosse o lema do mesmo “Sempre meia roda à frente”. Desceu-se então da cota dos 100 mts até à cota do 25 mts prosseguindo-se depois por trilhos em que a areia era rainha, ou não estivéssemos em matas do distrito de Leiria. Ultrapassado este pequeno obstáculo, regressamos ao alcatrão, rolando durante cerca de 10 kms a velocidades de 20/30 km/h até alcançar as Termas da Piedade, onde se encontrava a primeira rampa do dia, subindo-se dos 18 aos 164 mts, com 15% de inclinação, chegando-se depois à povoação de Vestiaria. Deste ponto até Alcobaça, apenas uma descida alucinante acompanhada por velocidades a condizer e muita pastilha de travão queimada no fundo da mesma. Em Alcobaça e já junto ao Mosteiro, vislumbrou-se para gaudio do grupo, uma feira de antiguidades, que dado a hora, cerca das 8h da manhã ainda estava a ser montada pelos seus vendedores. Prosseguindo caminho, e fazendo jus ao lema de que a seguir a uma grande descida vem uma subida, iniciamos a subida no centro de Alcobaça à cota dos 35 mts, passando por estradões de terra batida junto à Quinta da Inglesa e Ribafria até retomar a N8 à cota dos 210 mts de altitude e que nos levariam às portas de Aljubarrota, com a Serra de Mira D’Aire e Candeeiros já bem presente na vista de todos os bicigrinos. Rolou-se então até virar em Cumeira de Baixo e iniciar nova descida por trilhos de terra batida e alguma areia até à localidade de Pedreiras onde se encontrava o carro de apoio a postos para o necessário reforço hídrico e alimentar pois a Serra de Mira d’Aire e Candeeiros, beleza e dureza estavam diante de todos.

Pelas 10:30h, iniciou-se então o ataque ao último grande obstáculo que nos separava da chegada ao Santuário de Fátima. Iniciada a subida à cota dos 150 mts, esta apenas terminaria aquando dos 370 mts. Esta subida acabou por ser realizada ao lado das nossas bikes pois o trilho tinha além da inclinação, muita pedra solta o que impossibilitava a sua pedalação. Ainda assim, rapidamente se alcançou uma altitude considerável face à curta distância percorrida após o abastecimento. No seu topo, um aroma a rosmaninho e alecrim a brindar o esfoço. Era agora tempo para reagrupar e tirar a selfie da praxe, retomando-se os trilhos nesta bela paisagem que a serra nos oferecia. De seguida, foi realizada uma descida digna da modalidade de downhill/enduro, com muita pedra solta e sempre com Porto de Mós à vista para deleite do grupo. Esta descida foi apenas interrompida pelo cruzamento da mesma com a Ciclovia de Porto de Mós à Bezerra a qual permite a todos os que desejem, um local de excelência para se disfrutar da Serra. Dito isto, novo momento de descida semelhante à que vos referi anteriormente, sendo um momento de dureza comparável a algumas das subidas realizadas, dada a sua dificuldade. No seu final, estávamos na N362 e no lado este de Porto de Mós e iriamos iniciar nova subida até à povoação de Livramento onde fomos brindados com uma prova de carros clássicos, alguns deles a remeter para histórias da adolescência de muitos dos bicigrinos. Novamente ao caminho, entravamos na última grande subida na Serra de Mira d’Aire e Candeeiros.
À cota de 152 mts e a 15kms do nosso destino pretendia-se agora a cota dos 456 mts, topo do nosso percurso. Com o calor a fazer-se sentir, a longa subida foi sendo feita ao ritmo de cada um, com palavras de incentivo, força nas pernas e muita vontade de chegar. Com a subida a deixar mazelas, o tempo a contar, a família e amigos à espera no Santuário de Fátima, foi tomada a difícil decisão de rumar ao destino, ficando o Moukista Luís Pina a acompanhar o colega João Paulo na parte final do percurso. Com ainda algumas dezenas de metros de altimetria por vencer, o grupo alcançou o alcatrão da estrada que se dirigia para Fátima e assim rolou até ao objetivo a que se propôs alcançando Fátima às 13h. Para trás, ficavam 196 kms e cerca de 3300 mts de acumulado positivo. À chegada, a família, amigos e a imponência do Santuário geram sensações difíceis de colocar por palavras, mas que os sentimentos acabam por as exteriorizar.
Era agora tempo de aguardar os Moukistas Luís Pina e João Paulo que chegaram pelas 13:40h, dando sentido à frase de que “sozinho andas mais rápido, mas acompanhado vais mais longe”! Era agora momento de refrescar com um merecido banho e disfrutar de um almoço convívio entre todos os presentes. Posteriormente, foram ainda entregues as medalhas de participação assim como realizados diversos agradecimentos. Posteriormente, a foto dos 12 Moukistas seguida da foto com as 65 pessoas que nos acompanharam nesta etapa tão especial. Neste sentido resta ainda agradecer à Junta de Freguesia de Agualva e Mira-Sintra todo o apoio fornecido, à D. Emília e à D. Eduarda pelo apoio logístico realizado e que esteve Top, assim como a todos os que se participaram na VIII Peregrinação a Fátima MoucaBTT. Foi duro? Foi! Mas tudo foi ultrapassado pelos momentos e paisagens de grande beleza, vontade, superação, motivação e determinação!
Para o ano há mais!
Por fim, a lamentar apenas a falta de manutenção dos trilhos inseridos nos Caminhos de Fátima, que em algumas situações apenas são realizados de forma correta e segura com recurso à navegação por GPS.
Clica nas fotos para aceder aos álbuns disponíveis.
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Maratona BTT Torres Vedras - Agualva 2016

22 de maio de 2016
Pelo quarto ano o Clube MoucaBTT realizou a ligação Torres Vedras a Agualva em BTT. Duas vezes pela linha da costa Atlântica e outras duas mais pelo interior.
Agradecimento a todos os participantes, em especial ao João Pires e Luís Carvalho pela elaboração do evento.
O dia começou bem cedo! Às 06H00 os 13 Moukistas estavam na estação de Agualva Cacém, para embarcarem no comboio que os iria colocar em Torres Vedras.
Já em Torres e depois do café matinal, pelas 08H00 iniciava-se a pedalação.
Sabia-se que o grande desafio era transpor a Serra do Socorro, mas, outras dificuldades menos visíveis não iriam facilitar a vida aos participantes.
Primeira subida ligeira aconteceu logo ao início com passagem pelo geodésico do Gaio, a 198 mts de altitude, passagem nos 178 mts.
Descida até Louriceira com destino a Figueiredo. Seguiu-se uma subida simpática até à cota dos 265 mts, eólicas de Catefica, aqui já a Serra do Socorro era bem visível. O tempo estava bom e a paisagem de encher a vista.
Rolou-se elevação abaixo até Cadriceira, aqui a cota é de 100 mts, pela frente estava a imponente subida para a Serra do Socorro que nos levou até aos 390 mts em cerca de 3 kms.
Boneco de grupo tirado e descida até Malgas, na passagem por cima da A8 tempo para cumprimentar os automobilistas com destino à final da Taça de Portugal e um simpático grupo motard, para voltar a subir até ao geodésico do Pedrogal, com mais um parque eólico junto ao moinho da Carrasqueira.
Terreno complicado até chegar ao Milharado, com passagem por vários moinhos abandonados.
O almoço estava perto e havia que retemperar forças. Assim, às 11H45 o grupo estava na Póvoa da Galega para atacar a bela bifana.
Depois do repasto tinha de se voltar a pedalar, 35 kms esperavam pelos Moukistas.
A próxima dificuldade, esperada, seria a subida da Freixeira e Asseiceira Pequena, dos 177 mts para os 360 mts, com Montemuro e Funchal em linha de vista.
A Serra do Funchal foi feita a meia encosta e depois foi descer até Mastronas (Negrais).
Daqui para frente o ritmo aumentou ligeiramente e rapidamente chegou-se ao Sabugo.
Passagem pelo Telhal, Meleças e Mira Sintra e por fim Largo da República em Agualva, onde decorria a Feira de Maio.
À chegada dos participantes estava o Sr Presidente da Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra, Carlos Casimiro e o Sr Joaquim Simões, responsável pela área da juventude e desporto da freguesia que amavelmente se prontificaram-se para a foto de grupo.
O sofrimento é temporário... a recompensa é para sempre!


As 7 colinas de Lisboa

15 de maio de 2016
 
Este passeio foi realizado pela segunda vez, a primeira edição foi em 2010, também com a vertente BTT.
O passeio resume-se a tudo o que está escrito no panfleto distribuído a cada participante completado pelas fotos e vídeo disponíveis.
Parece-me que neste tipo de passeio só mesmo participando se consegue disfrutar de toda a beleza e encanto que a cidade de Lisboa possui.
Assim, fica o convite para o passeio Lisboa Antiga, a realizar em breve pelo Clube MoucaBTT.
 
 

EPIC MAFRA

01mai2016
Às 07H40, do dia 01 de maio de 2016, 12 moukistas aceitaram o desafio de percorrer 37 kms nos mais espetaculares trilhos entre a Ericeira, Mafra e Foz do Lizandro.
O tempo estava de feição e apesar das dificuldades de progressão em alguns pontos do percurso (muita vegetação) a boa disposição esteve sempre em alta.
As delícias de descer o trilho do Arquiteto, Javali e Pontes fez subir a adrenalina de todos, não esquecendo o trilhos dos Mortos e o sempre desejado trilho do Medronho, para finalizar a descida pelo trilho da Falésia.
Pelo meio ainda muita diversão na travessia do Rio Lizandro, onde as bikes tiveram de ser carregadas às costas. Se fosse fácil não seria para nós.
No final os miminhos trazidos pelo Guerra, que hoje completava mais uma primavera. Muitos parabéns.
Boas pedaladas.

Caminhos de Santiago

  O CLUBE MOUCABTT PEREGRINOU A SANTIAGO DE COMPOSTELA
Fizemo-lo em bicicleta TT e fomos oito bicigrinos, (Luís Pina, Henrique Ramos, Manuel Sousa, Alfredo Guerra, Paulo Laranjeira, Fernando Barreiro, José Gonçalves e Ruben Fernandes) que iniciamos e concluímos esta aventura que alguns de NÓS ambicionava fazer algum tempo. A crença, a fé, ou mesmo mais qualquer outra coisa, encaminhou-nos e deu-nos energia suficiente para querermos trilhar este caminho cheio de variadíssimos obstáculos, mas de compensações reconfortantes carregadas de firmezas positivas. A emoção e envolvência que cada um foi ganhando durante o percurso são inexplicáveis, só mesmo quem se deixa levar por este exercício de desapego e envolvência, sente e vive o reconfortante bem-estar de alma… A minha motivação principal em fazer esta peregrinação foi religiosa, mas, secundariamente muitos mais fluxos contribuíram e serviram de amadurecimento há minha decisão. Esta rota “O Caminho Português de Santiago” é milenar, trilhada por dezenas, centenas e milhares de peregrinos desde o início do seculo IX, após a descoberta do sepulcro do Apóstolo Tiago Maior.
A viagem começou antes da partida…, talvez muito antes! é simpático podermos pensar desta maneira, pois a decisão de participarmos nesta aventura, quando queremos faze-la, vai sendo construída mentalmente e crescendo ao ritmo da evolução que ganhamos nesta modalidade desportiva! nasce, cresce e amadurece connosco. Depois do resoluto final tomado! Começou a vasta fervilhação de como seria, a partir daqui, lidar com todos os preparativos, os SÊSS começaram a surguir! Dia após dia, hora após hora as barreiras foram sendo ultrapassadas a cada momento que foram surgindo, não foi fácil, mas tudo ia convergindo para o consumar de uma bem-sucedida preparação de peregrinação, e foi…
1ºdia 23abril2016, Eram 04:15 quando abri a porta de casa e saí para esta aventura. Cinco minutos depois, juntei-me ao grupo dos Moukistas peregrinos, a concentração fez-se em Agualva. Após arrumarmos, nas viaturas, as bikes e os pertences de cada um Iniciamos a viagem até à cidade do Porto, com a tranquilidade necessária chegamos à invicta… Depois de tomarmos o pequeno-almoço, iniciamos os preparativos da pedalação para a nossa primeira etapa de peregrinação, já equipados…recebemos o primeiro carimbo, na credencial, na Sé do Porto… Às 09:10, este imponente monumento testemunhou a partida da nossa aventura peregrina. Apreensivos e cheios de ansiedade em começar a pedalar, desejamos “bom caminho”, os oito Moukistas iniciavam a mobilidade ciclística pelas ruas do Porto, logo depois deste momento a tensão de cada um ia-se dissipando à medida que avançávamos pelo caminho santo… As ruas e ruelas da cidade serviram de passadeira durante alguns quilómetros, o suficiente para cruzamos a Circunvalação e seguirmos para Monte dos Burgos deixamos o Porto para trás! Daí até São Pedro de Rates foi um tiraço! Os ânimos de cada um foram acalmando à medida que íamos avançando pelo caminho… às 10:50 fazíamos a primeira paragem em Vairão (Mosteiro de S. Bento), serviu para hidratação, alguma conversa e troca de primeiras impressões do que íamos sentindo nesta primeira etapa. A próxima etapa era alcançarmos e almoçarmos em Barcelinhos, eram 12:45 quando o pelotão terminou esta etapa, tudo corria de feição até aqui. Fomos muito bem recebidos pelos proprietários do restaurante, que nos serviu um elaborado almoço, até tivemos direito a licor de tangerina, recomendo! Às 14:30 fizemo-nos ao caminho, arrancamos, atravessamos o rio Cávado e, estávamos em Barcelos a cidade estava toda engalanada e apinhada de gente foliona, recolhemos um carimbo no Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz. A concentração que vamos mantendo em todo o percurso consome-nos boa parte das energias que podíamos ter disponíveis para outra vertente de mais descontração e vivencias…a terceira etapa de Barcelinhos a Cambado é espetacular e de grau de dificuldade acentuada, fomo-nos cruzando, no mesmo sentido, com muitos peregrinos, desejávamos BOM CAMINHO e continuávamos na viva pedalada, às 16:20 chegamos a Cambado, depois de alguma hidratação partíamos para a ultima etapa do dia, eram 16:30, talvez por isso! o grupo estava frenético no andamento que imprimia, que bárbaros…comíamos kms com uma facilidade tremenda, não existia nada nem ninguém que nos para-se. Desembocamos no rio Lima, foi por aqui que o frenesim terminou com umas fotos junto ao aprazível leito do rio. Apenas faltavam uns quantos metros para darmos por terminada esta ultima etapa do primeiro dia eram 17:50. Chegamos bem e sem qualquer contratempo, quer físico ou mecânico. Após check-in…veio o primeiro contacto com a pousada da juventude onde iriamos pernoitar, ainda fizemos a limpeza e lubrificação das bikes, recolhemos os pertences necessários, subimos para tomar a merecida banhoca, arrumo-nos e saímos para reconhecimento da cidade e escolha do restaurante para a janta do grupo, o inicio da noite passou rápido, os pratos da região fizeram parte do nosso menu e, largos minutos depois estávamos nas camaratas para o merecido descanso. A pousada estava apenhada de peregrinos, não foi uma noite pacífica!
2ºdia 24abril2016, Era cedo quando acordei, não foi o único, era um corrupio de gente no corredor central, os peregrinos/caminheiros iniciam a marcha muito cedo…Depois do pequeno-almoço, foi rápido que nos aprontamos para a primeira etapa do 2º dia, tínhamos em mente que este segundo dia seria um dia deveras complicado… A saída de Ponte de Lima para Pontevedra foi iniciada às 08:00, com a travessia da Av. dos plátanos e a ponte medieval do rio Lima, viramos à direita e azimotamos para Arcozelo, com alguma facilidade alcançamo-lo. Nestes primeiros quilómetros cruzamo-nos com muitos peregrinos que tinham saído, alguns deles, bem mais cedo do que nós. Os primeiros sinais da serra da Labruja começavam a ser visíveis e, de vês em quando apareciam subidas curtas e acentuadas, esta linhagem ia-se alterando para mais subida e mais subida, até que deixamos de poder pedalar, estávamos no coração da temida Labruja e, para prosseguirmos tínhamos que carregar as bikes às costas, nada que estes Moukistas não soubessem já que esta situação ia acontecer. Alcançamos a Cruz dos Franceses (cruz da morte), paramos para tirar umas fotos e colocarmos uma pedra, continuamos o nosso caminho serra acima até atingirmos o topo, por aqui já um grupo de uns quantos betetistas descansava, ouvimos alguns conselhos de um senhor de alguma idade e que dizia ter feito o caminho catorze vezes, aconselhou-nos: vão devagar a descida é muito perigosa…tomem cuidado. A água que escorria pelas lajes fazia-nos descer com a bike à mão, mas foi por pouco tempo, a coragem a determinação e a boa preparação física que o grupo tem, vem ao de cima nestas hostis circunstâncias, sem qualquer sobressalto fizemos a descida num ápice até Rubiães (albergue de S. Pedro de Rubiães) eram 10:15, aqui também recolhemos um carimbo, hidratamo-nos e quinze minutos depois continuamos viagem, esta etapa de 20 km havia de nos levar até Valença do Minho onde estava previsto o almoço, mas pelo meio, já perto do términos dela, o espigão da laidy do Ruben partiu, teve que ser acionado o pronto-socorro, após remedeio da situação…havia que continuar a pedalar, com alguma rapidez chegamos a Valença do Minho, eram 12:20, fizemos um reconhecimento da fortaleza e tiramos algumas fotos, a mesa de almoço estava marcada no restaurante Cristina e, sem demora fomos servidos, por aqui também fomos bem atendidos e quando eram 14:00 estamos despachados e prontos a fazer mais uma etapa. A ponte internacional de Tui deu-nos passagem para a Galiza, a partir daqui, passávamos a rolar em caminhos Espanhóis. O próximo objetivo era alcançarmos Porriño, mas até lá muita subida/descida teria que ser feita…este segundo dia estava a ser mui duro, às 15:30 alcançamos mais um objetivo, quinze minutos depois partíamos para mais uma etapa que teria como términos Arcade, a história repetia-se e a dureza continuava bem presente neste dia, até que às 17:30 chegamos a Arcade, fizemos a hidratação e continuamos, eram 17:45 quando iniciamos a última etapa do dia, rapidamente atravessamos mais uma ponte, Ponte Sampaio, a lucidez do grupo já não era a melhor, fá-lo por mim, sei que alguém tirou umas fotos mas não recordo quem foi! Atravessamo-la e continuamos o nosso caminho, PonteVedra estava cada vez mais próxima, a vontade de chegarmos era notória, a coesão do grupo Moukista vinha ao de cima e nada nem ninguém conseguia desmoralizar esta grande organização, as lagrimas quiseram soltar-se, mais que uma vez, mas antes de caírem, secavam e nada se passava. Estes últimos 17 km estavam a terminar. PonteVedra fora conquistada por NÓS às 18:30, 95 Km de distância e um acumulado ascendente 1700mt. Após uma procura e um telefonema… Aloxa Hoste (Luz) recebeu-nos, ficamos surpreendidos com o simpático e enorme espaço, a disponibilidade dele era só para nós, arrumamos as bikes e saímos, a primeira esplanada serviu-nos de relaxe e descontração necessária para saborearmos umas canhãs fresquinhas… que bem que soube este relaxe. Havia que carregar a bagagem para a Aloxa e desfrutar da bela banhoca! Sabe tão bem o sabor do acolhimento! Uau, lavadinhos e arranjados, saímos à procura onde jantar, não foi fácil a decisão, mas lá nos dissidimos e, a coisa até que não correu mal. Com tanto espaço só para nos, cada um escolheu a cama o mais longe possível dos grandes roncadores, que alivio, foi uma noite de grande descanso mas curta.
3ºdia, 25abril2016, Às 05:00 (06:00 espanhola) já havia malta a iniciar o dia com um despertar energético. Aperaltados e cheios de vontade fomos tomar o pequeno-almoço. Era notória a grande vontade para o último dia de peregrinação. A saída de PonteVedra aconteceu às 07:30, não se previa um dia fácil, os 65 Km de distância até Compostela têm o seu grau de dificuldade, havia muito sobe e desce. A primeira etapa contemplava 20 km de distância até Caldas de Rei onde se deu a paragem prevista, foi uma manhã de algum frio, bastava olhar para os agasalhos dos betetistas, roupas bem quentes faziam parte da vestimenta…Às 09:15 fora comprida a primeira etapa, fizemos alguma hidratação e continuamos, Padrón foi alcançado às 11:50, hidratamos e resolvemos a avaria do espigão, a satisfação do Rubem estava estampada no rosto. Era suposto termos almoçado por aqui, vá-se lá saber o porque não o fizemos, fomos faze-lo já a Compostela. O calor começava a fazer-se sentir, o ritmo tivera que baixar ligeiramente mas, o caminho continuava a correr-nos de feição e com um andamento bem positivo. É intuitiva a aproximação a Santiago e, mais uma vez as lagrimas quiseram soltar-se, desta vez conseguiram…recompus-me, pedalei até a emoção passar, já tudo fazia parte do passado, faltavam poucos Kms, começava a avistar-se a catedral a ouvirem-se os sinos! Depois de uma ou duas subidas em alcatrão alcançamos Santiago de Compostela. Disciplinadamente, o grupo dos oito Moukistas pedalava pelas ruas muito movimentadas, descontraidamente e com um à-vontade de conquista que causava inveja a muitos rostos. Olhos postos na praça principal. Chegamos. A emoção não apareceu, fiquei sem saber porque? Talvez exista uma razão! Como não sou de desistir à primeira…vou-me cultivar e, talvez um dia encontre o porquê. Numa praça com tanta gente, surpreendentemente sobressaiam dois estandartes do Clube MoucaBTT, o que é isto será milagre! Não era, eram os amigos e sócios do MoucaBTT São e Lino, quiseram fazer uma surpresa da praça de Santiago de Compostela ao grupo dos oito Moukistas, que pela primeira vez, iniciaram na cidade do Porto e concluíram em Santiago de Compostela “O caminho Português de Santiago”.
Agradeço o empenho a camaradagem e entreajuda de todos os elementos do grupo, apreço para a São e para o Lino. Desculpam-me os restantes, mas tenho que reforçar o agradecimento ao Presidente Luís Pina, não só por ter sido o mentor, mas, e principalmente pela grande disponibilidade e trabalho em organizar exemplarmente todas as vertentes do nosso bem-sucedido passeio “O Caminho Português de Santiago” Muito obrigado.
 Abraço do “Moukista sentado”                                         
 “Mesmo amarrado à bicicleta sempre senti a sensação de liberdade”

                       

Aqueduto das Águas Livres

Nem melhores, nem piores! Apenas diferentes,

MoucaBTT, sempre meia roda à frente.

               


Rota dos Marmelinhos

domingo, 17 de abril de 2016
Passavam cinco minutos das 08:00 quando os doze Moukistas deram início à pedalação. Depois de uma semana de muita chuva nem todos os trilhos eram cicláveis, mas hoje, esteve uma manhã de razoabilidade para a prática do nosso desporto.
O presidente achou, e bem, e optou que o destino fosse Penhas da Marmeleira, daí o nome rota dos marmelinhos, para chegarmos a esta varanda de soberba paisagem tivemos que dar bem ao pedal e fazermos algumas subidas e descidas ao jeito do frenético pelotão, o ritmo da pedalada esta num patamar medio/alto e o moral de cada um é elevado, existe muita vontade de manter a boa-forma, também existe um porque com algum peso! Está para breve a nossa peregrinação a Santiago de Compostela. Para chegarmos ao destino proposto havia que trilhar muito alcatrão mas também bastante terra batida. O traçado contemplou a passagem por muitos sítios e espaços admiráveis que só mesmo quem anda de BTT consegue privilegiar estas micro-maravilhas…Na hora de saída, o azimute apontou para Paiões, Covas, Serradas, Alcoitão, Cabreiro/Pisão por aqui os trilhos são rápidos e espetaculares, bem ao jeito da máquina nova do Ruben (Cannondale Scalpel 29 Carbon) este avião merecia alguém que tivesse pernas e mãos para ela! Estávamos posicionados junto a uma ribeira, no vale entre Cabreiro e Murches, o objetivo era alcançarmos o Parque de Penhas da Marmeleira, o proposto foi alcançado e, o miradouro do passadiço serviu de mesa de repasto do lanche matinal e de algum descanso dos Moukistas. Aproveitamos a varanda para tirar umas fotos do grupo que se ia divertindo com alguns poetas (cromos) que estão sempre com o discurso na ponta da língua, a boa disposição do grupo, também é uma mais-valia para cada um querer voltar para o próximo fim de semana.
Depois do merecido descanso continuamos a pedalar ate alcançarmos Zambojeiro, Alcorvim de Baixo, daqui até à praia do Guincho foi um tiro! Mais de metade do passeio estava feito, passamos por Birre também pelo Parque urbano da Ribeira dos Mochos, Cascais, Estoril, Alapraia, Caparide, Tires, Trajouce, A dos Francos e Agualva. Eram 12:30 quando demos entrada, via avenida dos bons amigos, em Agualva. Foi mais um passeio de 60Km 900mt de acumulado ascendente e diversão do grupo Moukista. Ainda houve tempo e disponibilidade para um bride ao HRamos que tinha feito anos a semana passada, muitos parabéns. Se Santiago me der força e saúde a próxima crónica, parte dela, será feita mentalmente nos trilho (caminho de Santiago de Compostela).
Abraço do “O Moukista sentado” 

Rogel

Domingo, 10Abril2016
Pouca passava das 08:00 quando os nove Moukistas fizeram a saída do Largo da Republica para um track que prometia ser um grande passeio! A previsão de chuva talvez tenha afastado alguns assíduos, de lugar cativo, elementos que por hábito marcam sempre presença…Espontaneamente ou talvez não o
destino era Rogel. Azimute apontado para Idanha/Belas, entramos na mata de Belas, ladeamos Belas Club, tapada de Vale de Lobos. A maratona corria de feição, o pessoal mantinha a boa disposição mas por pouco tempo, o tempo/clima começava a dar sinal de instabilidade, atravessamos Almornos, bordeamos as eólicas do Bispo para de seguida entrarmos no trilho do Rebolo, foi por aqui que fomos surpreendidos por queda de granizo, chuva, vento e frio de tal forma violenta que ficamos desconfortáveis, mas, lá continuamos mesmo que nos custa-se tinha que ser… as alternativas de podermos fazer qualquer coisa que melhorasse a nossa condição eram inexistentes e tínhamos de continuar. Alcançamos Santa Eulália, atravessamos o rio Mau e iniciamos a subida que nos levou a Santo Estêvão das Galés por aqui a chuva caía com grande intensidade, alguém propôs fazermos o lanche matinal nos lavadouros, obvio que a ideia foi muito bem aceite, com o temporal que se fazia sentir era um ótimo espaço para algum descanso/reconforto de uns minutos. Os minutos de abrigo não foram suficientes para nos arribar o ego, esta paragem também serviu para alguns ficarem gelados ao ponto de começarem a ficar com algum pânico de como iriam chegar a Agualva sem sentirem as extremidades dos membros, a situação estava de veras complicada, cada um que passa por uma experiencia destas sente e sofre os traumas do desconforto de um muito mau dia… Tomamos a decisão de não continuarmos o track proposto, embora Rogel estive-se bem perto, mas para minimizar os estragos e não agravarmos o estado da má situação, iniciamos o regresso por alcatrão, foi aqui que abortamos o traçado da maratona! Voltamos a Santa Eulália, passamos por Negrais, Alfouvar, Almargem do Bispo, Sabugo, Telhal, Meleças, mata de Fitares, hortas do Cacem e terminamos em Agualva. Se em determinada altura do passeio a nossa condição era péssima, este estado foi melhorando, quando alcançamos Sabugo o tempo melhorou consideravelmente e a nossa condição também ao ponto de nos apetecer parar no parque (dos novos aparelhos de manutenção) da ribeira das Jardas e, testarmos alguns deles até esboçamos algumas graçolas sobre o aparelho mais adequado a cada um dos Moukistas presentes…maluquices! Destes desvairados que acham que sabem gozar a vida, como alguém dizia; porra…porque não fiquei na cama! Garantidamente, foi uma má experiência que não espero repetir, serviu, e serve-nos de observatório de conclusão de como as coisas boas da vida, rapidamente criam uma linha que a poderia chamar “o outro lado do meu desporto”. Sem qualquer trauma, ultrapassei relativamente bem este pequeno episódio de vida, e se aquilo que os sábios dizem corresponde à verdade “ o que não nos mata fortalece-nos” então vou ter mais dez anos de vida. Terminamos o passeio às 12:00 com 50Km e algumas mazelas, ainda tivemos tempo de fazer um brinde com o João Paulo. Nota-testemunhei meninos a meter mudanças com o punho, os dedos estavam petrificados… Até pra semana, abraço do “Moukista sentado”.