Praia das Maçãs

Domingo25setembro2016
Passeio BTT, Agualva - Praia das Maçãs – Agualva
Quando estamos durante algum tempo sem fazermos um determinado track, vamos criando vontade de o queremos fazer, foi isso que me aconteceu, estava ansioso em fazer este trilho que nos levou até ao mar.

A acalmia do Oceano rondava a beleza nostálgica que só um cota sabe apreciar… A manhã estava excelente para a prática do BTT, tudo estava em harmonia para ser um passeio de bom-nível! O grupo dos dez Moukistas que aceitou passear, saiu do LR eram 08:00, encaminhamo-nos para Paiões via Zambujal, atravessamos Rio de Mouro velho, uns quantos metros mais adiante, entramos na subida de Chão de Meninos, como se diz na minha terra até a mula tosse! o arfanço era notório, mas a grande vontade em superar esta dificuldade era superior à subida, atravessamos Sintra que continua fantástica e sempre cheia de turistas. De Sintra a Galamares foi sempre a descer pelo trilho dos castanhais. Estávamos em Colares, passamos por Covão, Areais, aqui tiramos uma self do grupo e continuamos até Alto do Rodízio, descemos para a Praia Grande, entramos e trilhamos a falésia até à praia das Maças, por aqui fizemos o lanche matinal, tiramos umas fotos e posemos alguma conversa em dia… Estava na hora de voltarmos ao trilho, com ela à mão descemos até ao areal da praia, continuamos a pedalada até passarmos pelas Azenhas do Mar, entramos nos trilhos de subida pouco acentuada, mas de tamanho considerável.

Fizemos uma breve paragem junto à igreja de S. Mamede (Janes) reagrupamos e continuamos o nosso passeio que até aqui estava a ser uma maratona de boa-disposição e linear coesão do grupo, mesmo com algum cansaço em alguns de nós, o ritmo era vivo e as poucas paragens eram curtas, casal da Granja era alcançada, Lourel veio a seguir, também passamos por Cavaleira, Mercês e Rinchoa a mata de Fitares também nos viu passar com rapidez, pois a pedalada continuava viva, com celeridade o Largo da Republica em Agualva viu-nos chegar de boa-disposição e um sorriso de manhã domingueira bem-passada. Falta dizer que tivemos pela primeira vez a pedalar connosco o Nuno que pedala que se farta… a tua presença foi aprovada! Acabamos com uma loira na mão a desejar os parabéns ao Paulo Laranjeira, que contes muitos com saúde para continuares a pedalar. A felicidade que colhemos, damo-la a quem esta próximo de nós. Abraço.
“O Moukista sentado”


Bruma de Sintra

Domingo18setembro2016
Bruma de Sintra
O passeio, Bruma de Sintra, foi planeado pelo PP e endereçado a todos os Moukistas.
Os dez que aceitamos fazer o passeio tivemos que sair da cama bem cedo, às 07:15 saímos do LR. Foi rápida a viagem de carro até ao Forte de Guincho. Antes das 08:00 já estávamos nos preparativos do passeio, minutos depois começamos a rolar, os anunciados 1100mt de acumulado ascendente, com poucos quilómetros, fez a primeira vítima! o Simplicio preferiu fazer Guincho/Agualva por estrada, foi consciencioso e deixou o grupo reduzido e aliviado… O Carvalho depois de uns quantos metros pedalados, cabo do desviador traseiro partido…mais um fora do track! Rolamos em direção ao vale da Charneca, ladeamos Alcorvim, bordeamos Malveira da Serra e, já com 200mt. de altitude entramos na serra, mais uma paragem o pneu traseiro do António Luís sofreu um ligeiro rasgo, resolvida a situação continuamos a pedalação a subir. A dureza do track criava muita dificuldade ao mal preparado Domingos. Tínhamos de atalhar caminho de modo a recuperarmos o tempo perdido. Continuamos a subir até alcançarmos a Pedra Amarela, fizemos uma pausa e tiramos umas fotos, estávamos a 390mt. de altitude, a quantidade de Km era pouca, mas o esforço feito até aqui era duro, com as consecutivas paragens quebrávamos o ritmo cinesiológico e, cada vez mais, iniciarmos a pedalação era dificultoso… até as descidas eram demoradas!
Descemos até à Malveira e iniciamos mais uma grande subida o objetivo era passarmos pelo Monge, a pachorrenta paciência do grupo, começava a ser pouca, as esperas eram grandes e a linear razão mantinha-se. O lanche matinal foi feito junto à Fonte da Magia, próximo da Peninha, também serviu, mais uma vez, para reagrupamento e abastecimento de água fresca e cristalina. Havia que continuar a pedalação por um single track de muita técnica e destreza, para alguns… o track também contemplava a passagem por Adrenunes, não aconteceu! Tomou-se a decisão de fazermos uns quantos quilómetros por alcatrão a
té alcançarmos a cruzamento do Cabo da Roca. Continuamos a rolar em estrada até almejarmos o desvio do bem-conhecido single track do Abano, para quem gosta de descer, arrisca e tem unhas para a maquina é um espetáculo… foi sempre a bombar. Foi mais um passeio que prometia ser muito duro, mas que por motivos de falta de condição física tornou-se monótono de múltiplas paragens algumas bastante demoradas. Foram 27 km de boa disposição numa manhã fantástica para a pratica do BTT, ainda tivemos disposição e tempo para degustar do habitual sumo de cevada. Abraço do “Moukista sentado



Lisboa Antiga Bike Magazine

11 de setembro de 2016
O desafio foi lançado: passeio BTT por Lisboa com travessia do Aqueduto da Águas Livres.
Foram 11 os Moukistas que responderam a este evento, em simultâneo outros 4 Moukistas faziam o habitual passeio domingueiro. O local de partida para os dois eventos foi o Largo da República em Agualva.
Às 08H00, enquanto o grupo que ia para Lisboa, arranja e acondicionava as bikes nos carros, o outro grupo escolhia o itinerário para a volta de domingo, estes percorreram 40 kms de verdadeiro BTT.
A malta da Lisboa Antiga foi até Lisboa e percorreu 35 kms de bicicleta, pela sempre bonita capital.
Às 09H30, com saída da Decathlon da Amadora, fomos até ao Parque de campismo de Monsanto, virando à direita até ao Alto da Ajuda, passagem pelo Restelo e descida até aos Jerónimos.
Passagem para o lado ribeirinho até Alcântara, onde se atingiu rapidamente o Largo de Santos. Subida até São Bento e Largo do Rato para uma paragem no Príncipe Real, abastecimento.
Havia que retomar a pedalação e percorreram-se algumas ruas do Bairro Alto, com passagem pelo Largo Luís de Camões. Estávamos a entrar na baixa, subida pela Rua da Madalena e passagem pela Igreja de São Cristóvão, para atingir o Martim Moniz, Praça da Figueira e Rossio.
Avenida de Liberdade acima até ao Marquês de Pombal. Fontes Pereira de Melo e logo viragem à esquerda para a António Augusto de Aguiar. Paragem no stand da Skoda para novo abastecimento.
Tinha-mos que subir ao topo da Parque Eduardo VII para chegar ao Alto de Campolide e posteriormente a entrada do Aqueduto da Águas Livres.
A travessia deste aqueduto é sempre de rara beleza, assim, 1 km depois estávamos no Parque de Monsanto. Próximo destino Bairro do Calhau e em seguida Decathlon, onde se iniciou e terminou este passeio.
Até para a próxima.


Agualva Bike Night


Crónica em breve.




Regresso ao pó!

Domingo,04setembro2016
Passeamos no nosso quintal
Pouco passava das 08:00 quando os treze Moukistas deram início ao passeio deste domingo. Já se nota que as férias estão a terminar para alguns de nós, o início de atividade ciclística está progressivamente de regresso ao grupo do Clube MoucaBTT. As altas temperaturas que se têm feito sentir fazem com que o grupo seja comedido nas saídas, as voltas têm que ser traçadas ponderadamente sem exageros de quilómetros. Foi motivo suficiente, o calor e a pouca forma de alguns de nós, para que pedalasse-mos no nosso quintal, serra da Carregueira e serra de Belas. Saímos em direção ao bairro da Anta e pouco depois estávamos a entrar na Carregueira, a escolha dos trilhos e exploração dos mesmos é metódica e, quando assim é conseguimos fazer bastantes km num espaço relativamente pequeno, mas de apurada técnica! Volta e meia tínhamos que parar e reagrupar, o entendimento começava a fazer-se sentir, e com fluidez progredíamos nos trilhos entupidos de silvas e tojos que iam fazendo as delícias dos mais distintos masoquistas… vira à direita, vira à esquerda, sobe, desce. O calor cada vez mais apertava, havia pessoal já com falta de água! Havia que procurar uma torneira, mas cada vez mais torneiras
nos locais públicos é uma miragem! Parámos para fazer o lanche matinal no jardim de Belas próximo do cemitério, após hidratação e abastecimento de água, continuamos a pedalação serra acima até alcançarmos o marco geodésico da serra de Belas, propositadamente fizemos uma breve paragem para a foto do grupo, descemos a todo o gaz até à figueira, subimos o trilho do golf, bordeamos parte do Belas Club, descemos para Vale de Lobos, rolamos em alcatrão e passamos pelo Telhal, Meleças, Mira Sintra e Agualva. Com o conta-quilómetros nos 35km e próximo do meio-dia terminamos o passeio domingueiro sentado numa esplanada a refrescarmo-nos com o tradicional sumo de cevada e uma degustação de rodelas de chouriço. Dadas as circunstancias e para reinício de época foi um passeio de bom-nível. Abraço.
“O Moukista sentado”
 

Passeio BTT 28ago2016

Largo da República, 28 de agosto de 2016, 08H00.
Compareceram cinco Moukistas, mais o benjamim Jorge Candeias (bem vindo), para um passeio BTT que teria de ser ligeiro, pois o regresso das férias assim o exigia.
Depois de acertar agulhas rumamos para Monsanto, onde fizemos alguns caminhos e single tracks, deste sempre espetacular parque.
Por volta da dez da manhã paragem para o lanchinho matinal, com o Tejo à vista.
Próximo destino Jamor. A ideia foi fazer a parte espetáculo da pista de XCO, por outras palavras, fazer a parte da descida dos depósitos de água até ao início da pista. Muito bom.
Assim, pelas 11H15 estávamos de regresso a Agualva via Linda a Velha e Queluz de Baixo.
Às 12H15 os seis intervenientes já estavam a degustar uma bela mini em Agualva.
Foram 42 kms simpáticos com passagens divertidas e 900 mts de acumulado de subida, com "rampas" curtas mas com elevação acentuada.
Boas pedaladas.


The best or nothing

Domingo, 31julho2016
O nosso grupo continua em atividade ciclístico, mesmo que mais reduzido, mantemos este escape domingueiro em mobilidade física continua… Este domingo fomos seis Moukistas que comparecemos no LR para mais um passeio, a manhã estava amena e, convidava a uma volta com passagem pelos espaços internacionais da grande Lisboa, o repto foi lançado, a aceitação foi unanime! Soou o toque da partida pouco passava das 08:00, encaminhamos para as hortas do Cacém, Paiões e Varge Mondar.
Desembocamos na praia de Carcavelos, tiramos umas fotos, de recordação, do grande aparato do Mundialito de futebol de praia. O próximo objetivo era alcançarmos a Cruz Quebrada, estávamos no parque Urbano do Jamor, a pista internacional de BTT XCO do Jamor, acabadinha de inaugurar, estava agora rendida às performances de alguns Moukistas que subiam e desciam com uma velocidade estonteante e com duas aterragens, forçadas, e sem qualquer preconceito “os cromos da semana” por motivo díspar, um porque é jovem e gosta de desafiar a motivação da adrenalina e outro porque adormece em cima da bicicleta, ambas fazem parte da modalidade, o BTT continua a ser um desporto com elevado risco de acidente. Em suma foi, para alguns, o primeiro contacto com uma pista internacional de XCO, é mesmo muito dura, bem mais do que possamos imaginar… todos os desportos requerem sofrimento e muito querer, o BTT está no topo da grande exigência física e disponibilidade de risco de acidente sofrível…depois de algum cansaço adrenalitico estava na hora de fazermos o lanche matinal e dispormos a Moukoconversa em dia.
Já em curva de regresso a Agualva, bordeamos a matinha de Queluz, atravessamos o Pendão e Belas, pouco passava das 12:00 quando chegamos a Agualva com 50Km e mais um passeio 5*. Com a vivência que ganho na modalidade posso garantir; feliz é toda a mulher que tem um betetistas em casa!.
Nota- Ainda não tinha feito uma semana da inauguração da pista internacional de XCO do Jamor e, está completamente vandalizada, vá-se lá saber o porquê! Porque será que imbecilidade é tão grande num país tão pequeno? Expliquem-me, sou demente!…
Hoje a cronica fica por aqui, resta-me desejar uma boa semana, a trabalhar ou de férias fiquem bem e sejam felizes. Abraço
“O Moukista sentado”

Passeio BTT - Trilho das Pontes


Domingo, 24Julho2016

Serra de Sintra, trilho das pontes

A atividade ciclística do nosso Clube continua com mobilidade, nesta época do ano com menor percentagem, é claro. Fomos oito Moukistas que comparecemos no LR às 08:00, a manhã estava quente e o dia prometia ser de muito calor… e foi. Mesmo a esta hora da manhã já não apetecia pedalar, mas o querer e o vício superam todos os outros sentimentos de vontade, saímos de Agualva com o azimute apontado à serra de Sintra, com alguma rapidez alcançamos a Vila mágica do romance e do mistério ainda não eram nove horas, mas antes, tínhamos passado em Abrunheira e Ranholas.
Atravessamos a, aprazível, Vila cheia de turistas, a estrada principal levou-nos até à entrada da Rampa da Pena, aquela viragem à esquerda clicou-me a caixa neurótica e, tamos lixados, vai haver destilação até lá cima… a bastante custo! lá fomos pedalando e chegando a conta gotas até o novato Domingos chegar ao grupo, estava na hora de continuarmos a pedalar serra acima, foi sempre a dar-lhe até atingirmos os Capuchos, aonde paramos para hidratação solida e liquida, apos o merecido descanso iniciamos a descida, algumas centenas de metros à frente entramos no trilho das pontes. Fi-lo pela primeira vez e, foi amor há primeira vista (descida)! digo-vos, é espetacular… muito técnico, muito exigente, muito divertido e um bom aplicador de toda a sabedoria de BTT com requisitos de muita concentração, correu-me de feição sem qualquer deslize mesmo a uma já velocidade considerável, 5*. Convergimos para a barragem do rio da mula onde tiramos umas fotos do grupo.

O calor começava a dar sinal de agressividade, mesmo no interior da serra que habitualmente é equilibradamente micro/climatizada. Optou-se por rolar em alcatrão e regressarmos a casa o mais célere possível, pois o inferno estava presente e começava a desgastar alguns Moukistas menos bem-preparados. Encaminhamo-nos para o bairro da Colónia penal, já mais cá para a frente, atravessamos o estacionamento subterrâneo do Fórum Sintra e, rapidamente estávamos na rotunda de acesso a Rio de Mouro, Cacem e Agualva foram rapidamente alcançadas.
A chegada/términus do passeio domingueiro fez-se em grupo compacto ainda antes das 12:00 e com 45Km, com muita transpiração e bom humor. Ainda antes de terminarmos a Moukopedalação houve tempo para degustação do refresco de cevada. Sempre meia roda à frente, mesmo em dias de muito calor, abraço até prá semana.

“O Moukista sentado”

Festa de Verão + 5º Aniversário

Domingo 10julho2016
Festa de Verão e comemoração do 5º aniversário do Clube MoucaBTT
O Clube MoucaBTT quis, mais um ano, convidar a família Moukista a participarna festa de Verão mais comemorações do 5º aniversário. A quinta da Transmonflor serviu de hospedagem a mais de um cento de pessoas, Moukista, familiares e amigos abrilhantaram este simpático espaço, da família Marques, durante quase todo o dia.
À hora marcada, 12:00, quase todos nós marcava-mos presença, porem, outros e outras há largos minutos faziam os trabalhos culinários que viriam a fazer parte do nosso menu. O dia estava excelente e, chegava o momento de serem abertas as hostilidades aos primeiros acepipes acompanhados do cálice de vinho Porto e Favaios. Os festejos estavam agora no começo, a boa-disposição começava a ser notória e, cada um dos presentes ia alimentando a pândega da mais conveniente maneira que sabia e podia, celeremente iniciamos o almoço…as sardinhas e a grelhada mista começavam a ser degustadas, tudo fluía com a passividade necessária e tranquilidade de bem-estar com a vida que cada um sabe conquistar, a sangria o tinto e a cerveja venciam os adeptos mais exigentes desta maratona … veio a pausa para algum descanso, comer bem também cansa! A mesa das sobremesas estava, agora, recheada de boas-guloseimas, os poucos minutos de espera fazia criar alguma salivação nos mais gulosos…eram muitas e havia para todos os gostos, já satisfeitos…apenas faltava o café para manter o grupo espertino! E de boa disposição para iniciarmos o arraial
com a atuação do grupo Tributo Popular. De diversas maneiras o grupo ia mantendo a animação, a hidratação líquida havia que ser mantida deforma a que nenhum de nós fica-se desidratado! Chegou o momento de ser feita uma pausa na festa. Chegava a hora do Presidente Luís Pina selecionar umas quantas palavras para agradecer e agraciar uns quantos (as) Moukistas que de alguma forma trabalharam e contribuem com o Clube MoucaBTT, aplausos para todos os contribuintes, também foi sublinhada a presença Sr. Joaquim Simões em representação da Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra, proferindo algumas palavras de simpatia e gosto pelo nosso Clube, o momento contemplou uma troca de oferenda entre as duas partes.
Aproximava-se o final da nossa festa, mas antes que isso acontecesse tínhamos que cantar os parabéns ao MoucaBTT, é com ele e por ele que nos unimos, festejamos e criamos laços de amizade que vão perdurando e fortalecendo este divertido e magnifico grupo. Apressadamente, fez-se alguma arrumação e alguns despedimentos, menos aquilo que seria desejado, mas, a hora já ia adiantada e a final do campeonato da Europa, Portugal-França impunha uma saída apressada deforma a podermos estar no Largo da Republica de Agualva, com ecrã gigante, a ver e vibrar com o Jogo e por fim a vitória de Portugal. Que estonteante e festivo dia. Foi mesmo “TUDO À GRANDE”. Caros Moukistas, amigos e simpatizantes do Clube, que continuemos a ter saúde e disponibilidade para podermos dar continuidade a estes momentos de bem-estar de vida. Abraço.
“O Moukista sentado”
Fotos Festa de Verão + 5º Aniversário.

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VIII Peregrinação em BTT Agualva - Fátima do Clube MoucaBTT

VIII Peregrinação a Fátima
1º dia – 18 de Junho
Pelo 8º ano consecutivo, o Clube MoucaBTT organizou a Peregrinação a Fátima
pelos caminhos deste nosso Portugal, sendo este ano pelos Caminhos do Atlântico. Planeados dois dias de muita pedalação, dias esses divididos em duas etapas, Agualva-Alfeizerão no 1º dia, com pernoita na Pousada da Juventude e Alfeizerão-Fátima no 2º dia.Uma palavra de agradecimento aos participantes e a todos os que se envolveram na organização e apoio logístico, tornando possível esta Peregrinação. Pelas 6h da manhã já era visível a vontade de partir nesta aventura, com os bicigrinos a comparecer na Mouca para colaborar no carregamento do diverso material no carro de apoio e depois rumar ao ponto de partida de todas as saídas do Clube, o Largo da Republica. No Largo da Republica pelas 6:30h e momento do primeiro registo fotográfico do dia com a foto dos 12 bicigrinos que se propuseram a esta Peregrinação. Deu-se então o início da pedalação sendo esta comandada pelo colega António Araújo rumo a Fátima. Pela frente estavam 132 km e cerca de 1900 mts de acumulado positivo a serem ultrapassados e temperaturas a rondar os 18-24ºc ao longo do dia. Ainda em Agualva-Mira Sintra, junto ao moinho de Mira Sintra deu-se o primeiro problema técnico, com um furo na bicicleta do Luís Carvalho, sendo este resolvido e novamente retomado o andamento, passando-se pelo Recoveiro e trilhos adjacentes ao Telhal, Raposeiras e Sabugo. Seguiram-se Casal da Quintanela, Urmal e Pedra Furada com viragem para a primeira subida do dia, com início na cota dos 60 mts, pelos trilhos e estradões que cruzaram Barreiros e a bonita Aldeia da Mata Pequena, com o Penedo de Lexim à vista. No topo da referida subida e cruzando a cota dos 220 mts prosseguiu-se caminho, pois Mafra, local do 1º abastecimento já estava perto. Indo agora pela N9 já eram visíveis os limites físicos dos jardins do Convento de Mafra, tendo o grupo chegado ao Convento pelas 8:45h, cumprindo o 1º abastecimento com a simpatia e prontidão da D. Emília e da D. Eduarda.

Boa disposição neste pequeno-almoço e o posterior reforço de cafeina foram o mote para prosseguir caminho com nova paragem programada para Torres Vedras, agora com a navegação a ser orientada pelo José Gonçalves e o António Ferreira. Descida de Mafra sempre junto aos limites da Tapada Nacional de Mafra com nova subida por estrada para as aldeias de Codeçal e Chanca a 109 e a 164 mts de altitude respetivamente, seguindo-se posteriormente nova incursão em trilho até aos 250 mts, os quais tiveram de ser realizados em alguns momentos, a pé devido à tipologia do próprio percurso mas também face à pouca manutenção de que este trilho tem sido alvo. Contudo esta dificuldade foi rapidamente superada, sempre acompanhada pelos aromas silvestres que a natureza brindou o grupo. Chegados ao topo, iniciou-se uma descida até à Portela do Gradil, interrompidos por um furo na
bicicleta do Rúben, tempo esse aproveitado também para comtemplar a paisagem de grande beleza. Posteriormente, nova descida encaminhando-se o grupo para cruzar as localidades de Livramento, Azueira, Freixofeira e Turcifal (ainda com um rápido vislumbre pelo Luís Carvalho para ver o resultado do jogo de futebol), serpentados por um misto de estrada e trilhos de terra. Pela estrada municipal 619-1, atingimos a rotunda de acesso à A8, às portas de Torres Vedras, realizando agora uma passagem por baixa da mesma, entrando num trilho junto a vinhas e que terminou no Barro, pedalando-se agora pela ciclovia até ao Parque Verde da Várzea em Torres Vedras, momento para o reforço alimentar do período intermédio da manhã. Com aproximadamente 53 kms de pedalação, rumou-se ao Outeiro da Cabeça, local onde seria realizado o almoço. Contudo, para lá chegar faltavam cerca de 20 kms. Subida pelo Bairro do Inocêncio com direção a Aldeia Nova iniciou-se a subida até aos 131 mts de altitude, com posterior viragem para novos trilhos que conduziriam o grupo até à localidade da Abrunheira, com Maxial à vista, altura para contactar o local onde se iria almoçar. Daqui em diante, teríamos um novo companheiro que vinha a marcar cada vez mais a sua presença neste 1º dia de Peregrinação, o vento, o qual se fez sentir de forma mais evidente no período da tarde. Pela Estrada Municipal 643, cruzaram-se Casais da Póvoa, Casais de Seixo e Casais de Valentina rolando-se rapidamente até ao Outeiro da Cabeça, estando neste momento cumpridos cerca de 75 kms e 1400 mts de altimetria.

O tão merecido almoço foi então servido ao grupo, acompanhado por momentos de divertimento e boa disposição, aproveitando-se este momento para retemperar forças, pois no período da tarde estavam planeados cerca de 45 kms e 500 mts de altimetria. Altura ainda para pequenas reparações (novas pastilhas para a bike do Alfredo Guerra morder e novo furo na bicicleta do Rúben) e prevenção das queimaduras solares com a aplicação de protetor solar, pois apesar do vento sentido, o sol fazia-se sentir de forma intensa na pele dos bicigrinos. O período da tarde iniciou-se então pela N8 rumo ao Bombarral. Viragem para Casais do Camarão e era agora tempo de rolar por estradões junto à linha do comboio e aos pomares, tão característicos desta região. Chegados rapidamente ao Bombarral, contornando a Mata Municipal do Bombarral e posterior passagem pelo centro da cidade, entrava-se novamente em trilhos de terra e areia junto aos já referidos pomares e canais de regadio. Breve contacto do Luís Carvalho com o solo junto a umas pereiras e retomado o ritmo passando por Roliça, São Mamede e A-da-Gorda. Chegados a Óbidos, havia que contornar a Muralha para chegar ao abastecimento, permitindo um contacto com o turismo que este local atrai. Havia agora que descer até à linha do comboio onde o carro de apoio já nos aguardava. No abastecimento, prioridade ao reforço hídrico, pois o calor já se fazia sentir, embora atenuado pelo muito vento, que se encontrava de frente para com o grupo, aumentando a dificuldade, mas nada que fizesse atenuar a vontade em chegar e cumprir o objetivo proposto para o dia, Alfeizerão.
Agora, maioritariamente por alcatrão, foram percorridos cerca de 8kms até chegar às Caldas da Rainha estando agora cumpridos 103 kms, com direito a passagem no centro da cidade e ainda com tempo para o colega António Araújo ao exercer funções de relações públicas ao reencontrar um velho conhecido. Retomado o ritmo rolante, circulou-se por localidades tais como Tornada, tomando-se a N8 como prumo até se entrar no último trilho de terra junto à A8, o qual terminaria em Vale de Maceira, já à entrada de Alfeizerão. Chegados à Alfeizerão, restava apenas a ultima subida até à Pousada já visível na cota média do monte que se erguia frente ao grupo. Ultrapassada esta subida de 1,2 kms e 75 mts de acumulado, os bicigrinos chegaram à pousada da Juventude de Alfeizerão-São Martinho do Porto, havendo agora que recuperar forças para o 2º dia que se avizinhava. Seguiram-se momentos de relaxamento e boa disposição, muita conversa, contemplação da vista e posteriormente do ocaso em São Martinho do Porto, faltando apenas uma vitória da Seleção para terminar este 1º dia da VIII Peregrinação a Fátima MoucaBTT.

2º dia – 18 de Junho
Com o pequeno-almoço marcado para as 6:30h da manhã, as movimentações dos Moukistas já eram sentidas muito antes da hora. Pela frente estavam cerca de 54 kms e 1400 mts de acumulado positivo o que talvez tenha feito acordar os bicigrinos mais cedo… ou não… Pequeno-almoço tomado, dois dedos de conversa, foto da praxe e logo foi retomado o track que levaria o grupo ao Santuário de Fátima.
Contudo, foram necessários breves momentos de exploração dos trilhos junto à Pousada pois alguns deles encontravam-se encerrados, algo que rapidamente foi superado dada a vontade de prosseguir e o know-how do grupo neste tipo de situações, ou não fosse o lema do mesmo “Sempre meia roda à frente”. Desceu-se então da cota dos 100 mts até à cota do 25 mts prosseguindo-se depois por trilhos em que a areia era rainha, ou não estivéssemos em matas do distrito de Leiria. Ultrapassado este pequeno obstáculo, regressamos ao alcatrão, rolando durante cerca de 10 kms a velocidades de 20/30 km/h até alcançar as Termas da Piedade, onde se encontrava a primeira rampa do dia, subindo-se dos 18 aos 164 mts, com 15% de inclinação, chegando-se depois à povoação de Vestiaria. Deste ponto até Alcobaça, apenas uma descida alucinante acompanhada por velocidades a condizer e muita pastilha de travão queimada no fundo da mesma. Em Alcobaça e já junto ao Mosteiro, vislumbrou-se para gaudio do grupo, uma feira de antiguidades, que dado a hora, cerca das 8h da manhã ainda estava a ser montada pelos seus vendedores. Prosseguindo caminho, e fazendo jus ao lema de que a seguir a uma grande descida vem uma subida, iniciamos a subida no centro de Alcobaça à cota dos 35 mts, passando por estradões de terra batida junto à Quinta da Inglesa e Ribafria até retomar a N8 à cota dos 210 mts de altitude e que nos levariam às portas de Aljubarrota, com a Serra de Mira D’Aire e Candeeiros já bem presente na vista de todos os bicigrinos. Rolou-se então até virar em Cumeira de Baixo e iniciar nova descida por trilhos de terra batida e alguma areia até à localidade de Pedreiras onde se encontrava o carro de apoio a postos para o necessário reforço hídrico e alimentar pois a Serra de Mira d’Aire e Candeeiros, beleza e dureza estavam diante de todos.

Pelas 10:30h, iniciou-se então o ataque ao último grande obstáculo que nos separava da chegada ao Santuário de Fátima. Iniciada a subida à cota dos 150 mts, esta apenas terminaria aquando dos 370 mts. Esta subida acabou por ser realizada ao lado das nossas bikes pois o trilho tinha além da inclinação, muita pedra solta o que impossibilitava a sua pedalação. Ainda assim, rapidamente se alcançou uma altitude considerável face à curta distância percorrida após o abastecimento. No seu topo, um aroma a rosmaninho e alecrim a brindar o esfoço. Era agora tempo para reagrupar e tirar a selfie da praxe, retomando-se os trilhos nesta bela paisagem que a serra nos oferecia. De seguida, foi realizada uma descida digna da modalidade de downhill/enduro, com muita pedra solta e sempre com Porto de Mós à vista para deleite do grupo. Esta descida foi apenas interrompida pelo cruzamento da mesma com a Ciclovia de Porto de Mós à Bezerra a qual permite a todos os que desejem, um local de excelência para se disfrutar da Serra. Dito isto, novo momento de descida semelhante à que vos referi anteriormente, sendo um momento de dureza comparável a algumas das subidas realizadas, dada a sua dificuldade. No seu final, estávamos na N362 e no lado este de Porto de Mós e iriamos iniciar nova subida até à povoação de Livramento onde fomos brindados com uma prova de carros clássicos, alguns deles a remeter para histórias da adolescência de muitos dos bicigrinos. Novamente ao caminho, entravamos na última grande subida na Serra de Mira d’Aire e Candeeiros.
À cota de 152 mts e a 15kms do nosso destino pretendia-se agora a cota dos 456 mts, topo do nosso percurso. Com o calor a fazer-se sentir, a longa subida foi sendo feita ao ritmo de cada um, com palavras de incentivo, força nas pernas e muita vontade de chegar. Com a subida a deixar mazelas, o tempo a contar, a família e amigos à espera no Santuário de Fátima, foi tomada a difícil decisão de rumar ao destino, ficando o Moukista Luís Pina a acompanhar o colega João Paulo na parte final do percurso. Com ainda algumas dezenas de metros de altimetria por vencer, o grupo alcançou o alcatrão da estrada que se dirigia para Fátima e assim rolou até ao objetivo a que se propôs alcançando Fátima às 13h. Para trás, ficavam 196 kms e cerca de 3300 mts de acumulado positivo. À chegada, a família, amigos e a imponência do Santuário geram sensações difíceis de colocar por palavras, mas que os sentimentos acabam por as exteriorizar.
Era agora tempo de aguardar os Moukistas Luís Pina e João Paulo que chegaram pelas 13:40h, dando sentido à frase de que “sozinho andas mais rápido, mas acompanhado vais mais longe”! Era agora momento de refrescar com um merecido banho e disfrutar de um almoço convívio entre todos os presentes. Posteriormente, foram ainda entregues as medalhas de participação assim como realizados diversos agradecimentos. Posteriormente, a foto dos 12 Moukistas seguida da foto com as 65 pessoas que nos acompanharam nesta etapa tão especial. Neste sentido resta ainda agradecer à Junta de Freguesia de Agualva e Mira-Sintra todo o apoio fornecido, à D. Emília e à D. Eduarda pelo apoio logístico realizado e que esteve Top, assim como a todos os que se participaram na VIII Peregrinação a Fátima MoucaBTT. Foi duro? Foi! Mas tudo foi ultrapassado pelos momentos e paisagens de grande beleza, vontade, superação, motivação e determinação!
Para o ano há mais!
Por fim, a lamentar apenas a falta de manutenção dos trilhos inseridos nos Caminhos de Fátima, que em algumas situações apenas são realizados de forma correta e segura com recurso à navegação por GPS.
Clica nas fotos para aceder aos álbuns disponíveis.
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