Chegamos ao Largo da Republica a
conta-gotas, fomos sete Moukistas que nos dispusemos fazer mais um passeio de BTT.
Definimos o destino, que recaiu visitarmos as pedreiras próximas de Negrais, o
grupo apresentava algum medianismo, pois boa parte dos prós estava ausentes,
sem contador e sem a equipa principal estava assegurado um andamento pouco
frenético mas, simpático e vivo.
Pouco passava das 08:00 quando iniciamos a
Moukopedalação. O desejo, de alguns, em pedalar era notório pois havia já três
semanas que não era feita a vontade a esta paixão (vicio). Rolávamos nas hortas
do Cacém e rápido alcançamos o parque de Fitares, passamos por Meleças,
Recoveiro, Raposeiras, Casal da Quintanela, Casal do Urmal, Pedra Furada,
Alfouvar de Cima, foi por aqui que parámos para fazer umas fotos do grupo, escolhemos
como cenário de fundo as gigantes parábolas. Entramos nos trilhos das
pedreiras, o calor já se fazia notar e quando as subidas eram mais acentuadas
as dificuldades aumentavam, paramos no fundo de um dos muitos buracos, que por
ali existem, para fazermos a merecida pausa para hidratação e conversa. Até
aqui o ritmo tinha sido vivo! Houve até quem questionasse, se os atletas
presentes não seriam os mais bem preparados do Clube MoucaBTT? Pois não sei,
não quero opinar…
Depois de muita palheta, reiniciamos a pedalação, bordeamos
Priores, alcançamos Almornos, descemos pela Portela, subimos para Belas Clube,
reparamos um furo, descemos e alcançamos a mata de Belas, Belas, subimos aos
moinhos atravessamos Venda Seca e terminamos na nossa cidade, Agualva-Cacém. A
história deste passeio, domingueiro, foi feita por sete Moukistas, 42Km,
boa-disposição e que terminou antes das 12:00 com um fresco sumo de cevada.
Já vai na sétima edição, a Peregrinação em BTT entre Agualva e o Santuário de Fátima, realizado pelo Clube MoucaBTT. Às 06H30 do dia 20 de junho de 2015, foram 10 bicigrinos que aceitaram o desafio (Paulo Laranjeira, Luís Pina, Pedro Lopes, Henrique Ramos, Manuel Sousa, José Gonçalves, João Pires, Fernando Barreiro, Luís Carvalho e João Paulo), apoiados pela Lúcia e Fernando Lopes.
Partimos do Largo da República, em Agualva, com o propósito de atingir o Santuário de Fátima no dia seguinte pelas 12H00, depois de percorrer cerca de 210 kms fora de estrada.
O 1º dia levou-nos até à Golegã. Com passagem pelo Parque Tejo, onde tomámos o pequeno almoço, Vila Franca de Xira com passagem para a outra margem do Tejo pela ponte Marechal Carmona, rápido abastecimento na reta do cabo, antes de entrarmos nas lezírias. Estávamos com cerca de 70 kms percorridos.
As dificuldades até ao momento eram poucas, apenas um furo nos tirou algum tempo, mas adivinhava-se que daqui para a frente tudo iria ser diferente, o calor estava a aumentar e certamente que iria deixar marcas.
Rolava-se a bom ritmo e rapidamente chegamos à Qta da Foz, onde gentilmente nos foi facultado o acesso. Estava a chegar um dos momentos mais espetaculares desta peregrinação, percorrer os canais de rega existentes nesta propriedade, que nos levariam até Benavente, local também muito simpático. Aqui, já o calor apertava, aproveitamos o sistema de rega da relva para nos refrescarmos. Soube bem mas havia que pedalar. Logo depois de sairmos de Benavente a perna do Laranjeira deu sinal de algum desgaste, abrandou-se o ritmo, para recuperar do esforço. No cais de Salvaterra de Magos, aproveitando o carro de apoio, tratou-se da perna do Laranjeira, resolveu-se mais um furo, e entregou-se uma carteira no posto da GNR, que entretanto encontramos no caminho. Muge estava perto mas o GPS já marcava uma temperatura de 38º.
Pelas 13H30 chegamos a Muge, onde fizemos uma refeição ligeira, no Silas das bifanas. Recuperou-se folego para voltar a pedalar, estávamos com 110 kms percorridos, temperatura de 42º e a 60 kms da Golegã.
Saímos de Muge debaixo de um calor terrível, mas tínhamos de continuar, a povoação de Tapada foi o local para uma breve paragem, encher um pneu, que teimava em vazar e reabastecer de líquidos, no entanto uma indisposição do Sousa levou a que tivéssemos parados mais algum tempo. Voltámos a parar no parque da Ribeira de Santarém, aproveitamos a sombra e reavaliou-se o estado do nosso companheiro. Voltámos ao trilho e a temperatura estava nos 44º, arrasador. Já em Vale de Figueira o amigo Sousa foi descansar um pouco no carro de apoio, enquanto que alguns dos restantes elementos já mostravam também algum desgaste, esta parte do trajeto estava a ser violento, o calor não dava tréguas. Havia que alcançar a povoação da Azinhaga (terra de José Saramago), e lá fomos pelo calor dentro, o GPS marcava 46º, demolidor, tanto fisicamente como psicologicamente. Mas, nem de propósito, os enormes sistemas de rega dos imensos campos de milho, aqui e ali estavam ligados e foi providencial, pois servia para refrescar o corpo e atenuar o efeito da temperatura elevadíssima. Azinhaga estava conquistada, faltavam poucos kms para a Golegã, onde chegamos às 19H15. Exaustos, mas com o ego nos píncaros da lua.
Havia que arrumar as bicicletas, reparar rodas, instalar a malta, preparar o jantar (aqui a Lúcia e o Fernando não deram hipótese, trataram de tudo), descomprimir e descansar.
O amigo Pires, teve ainda tempo para uma indisposição, quebra de tensão com insulação à mistura e fadiga, o nosso "Alberto Contador" estava a passar mal. Descansou, hidratou e assim que ouviu "o jantar está pronto", recuperou num ápice... Vá-se lá entender os atletas de topo. Depois do magnífico jantar, veio um cafezinho e mais dois dedos de conversa e pela meia noite estava tudo no descanso.
O 2º dia começou cedo, pequeno almoço às 07H15, com saída da Golegã às 07H45. Fátima estava a 50 kms. Todos os Moukistas estavam operacionais, a manhã fresca permitiu chegar a Torres Novas rapidamente. Paragem nas Lapas para assistir o joelho do Ramos e café matinal. Pedrogão foi o local para o reabastecimento e em seguida tínhamos a serra à nossa espera. O tempo até aqui corria a nosso favor estávamos dentro dos horários previstos. Começava-se no entanto a notar alguma quebra física em alguns elementos, havia que mudar o ritmo e manter o grupo junto, o nosso "Alberto Contador" (JPires), foi chamado a marcar o ritmo.
O último contato com o carro de apoio foi no Bairro eram 11H00, faltavam cerca de 16 kms. Duas vedações obrigaram à alteração do itinerário e perda de tempo, mais duas paragens por furo, colocava a hora de chegada para além do previsto, mas a motivação era imensa a vontade de chegar aumentava, afinal o Santuário estava mesmo ali.
Às 12H30 entramos no Santuário aplaudidos por familiares e amigos, momento vivido pela sétima vez! Único! A lágrima no canto do olho; a pele arrepiada; olhar para todos e não ver ninguém; o barulho a passar a silencio; são sinais que só mesmo quem vive este momento é que sabe o quão maravilho é vencer todas as adversidades e romper pelo Santuário com o sentimento de missão cumprida.
Depois da foto de grupo e banho tomado realizou-se o tradicional almoço de partilha. Pelas 17H00 e com a bagagem devidamente arrumada regressamos ao Largo da República.
Agradecimentos:
João Paulo - organização e planeamento da peregrinação;
Lúcia e Fernando Lopes - apoio logístico e acompanhamento em todo o trajeto;
Qta da Foz - cedência de acesso;
Casa da Tia Guida - respira-se simpatia e hospitalidade neste espaço turístico, onde pernoitamos na Golegã;
Familiares e amigos - a todos os que se deslocaram ao Santuário para partilhar com os Moukistas bicigrinos a alegria de mais uma peregrinação cumprida;
A todos os que de alguma forma estiveram connosco em toda esta peregrinação.
Mais
uma manhã de pedalação com a malta do
MoucaBTT.
A
manhã cinzenta, o aconchego dos lenções e mais uma tantas "razões!!!"
levaram a que apenas quatro moukistas comparecessem no Largo da República às
07H30 para este passeio com 60 kms.
O
céu como limite, foi o mote, simplesmente uma réplica do que tinha sido feito em 2012, pedalar a pensar na maratona do próximo fim de semana: VII
Peregrinação a Fátima do MoucaBTT. Assim, fomos em direção a Sintra, com subida
por Chão de Meninos e Sta Eufémia, depois foi a loucura e a adrenalina a subir
pelos trilhos rápidos até ao Guincho. Nesta altura a chuva que nos tinha dado
tréguas resolveu aparecer novamente e acompanhou-nos até casa.
Passando
por Cascais e Estoril começou o regresso a um ritmo bastante simpático, às
11H45 estávamos no Largo da República.
Mais uma iniciativa do Clube MoucaBTT, desta vez os visados eram os que tinham mais dificuldade em andar de bicicleta ou até que nem sabiam andar. Infelizmente as espectativas não passaram disso mesmo, pouca gente quis comparecer neste evento, no entanto os presente rapidamente fizeram esquecer os ausentes, nestas coisas só faz falta que aparece. Assim os treze entusiasta, pedalaram, ensinaram, corrigiram e caminharam pela bela mata de Queluz. No final a maioria juntou-se para um belíssimo almoço. Bem hajam a todos os que fizeram da sua presença um modo de pertencer ao Clube. Até a uma próxima.
Nesta manhã de Primavera, mas com temperatura de Verão e humidade bem elevada, fomos onze Moukistas que comparecemos no Largo da Republica para pedalar. O traçado tinha o nome ponposo e dava a entender que seria uma volta com alguma doçura, puro engodo, doçura só mesmo o cubo de marmelada que saboreei no lanche matinal. Foi, na realidade, uma volta dura e de muita adrenalina. Trilhos com grau de acrescida dificuldade fizemos vários, então aquele que precedeu a Aldeia das Broas, que loucura e perigosidade que ele tem, é de loucos, o JPGonçalves e JAGuerra pagaram com o corpo o transbordo da muita adrenalina nele colhida. É-me difícil descrever a diversidade de estado de coisas de circunstâncias que numa volta destas vamos vivendo, mas, que são muitas, são, e cada uma sempre diferente da outra e da outra, na maioria das vezes é um estado adrenalítico e de garra que nos leva aos limites da pura e perigosa diversão…
Às 08:00 saímos de Agualva LR, alinhados para as hortas, muito rápido alcançamos o renovado e simpático parque urbano da Rinchoa-Fitares, atravessamos o sopé da Carregueira, Vale de Lobos, subimos à Sra da Piedade, descemos pelo trilho da aranha, vale de Olelas, Casal do Urmal, Pedra Furada, em Anços fizemos o trilho que nos levou à ribeira de Cheleiros, atravessamo-la para logo depois subirmos para a Aldeia da Mata Pequena, esta pequenita aldeia é lindíssima, visitem-na, descemos e invertemos a marcha, entramos naquele single track, que eu gosto muito, junto à ribeira da Mata e que nos trouxe a Cheleiros, fizemos o lanche matinal para de seguida continuarmos a pedalação em alcatrão durante três km, já perto de Almorquim demos inicio à grande subida, em 1500mt subimos lentamente 120mt, tivemos que esperar pelos mais atrasados, avizinhava-se a grande descida da Aldeia das Broas, esta descida foi de loucos destemidos, mas valeu o esforço, muito perigosa mas fantástica! Pela primeira vez visitei esta esquecida aldeia, pequena povoação tipicamente saloia foi abandonada aos poucos e esquecida por quase todos, mas que continua a ser visitada por alguns aventureiros… valeu têrmo-la visitado, quatro broas! perdidas estavam de partida para Cheleiros, mas, sem saberem o caminho certo, havia que orienta-las e, foi isso que o líder do MoucaBTT fez.
Tínhamos de continuar o nosso proposto e fizemo-lo descendo até encontramos a ribeira da Cabrela, quilómetros acima entramos no bosque dos caçadores, o cansaço e algumas dores musculares iam assistindo alguns de nós e, atingir Armés foi feito com muito suor. O pupilo Rubem estava novamente em apuros, as cãibras voltavam a apoquenta-lo, socorrido imediatamente pelos Moukistas que, aparatosamente chamou atenção a um motorista de autocarro que por ali per-cursava, prontamente, este simpático Senhor ofereceu-se para transportar o nosso companheiro de Lameiras para Coutinho Afonso, bem-haja pelo oportuno préstimo… não podíamos parar, havia que continuar, ao ritmo dos mais lentos fomos pedalando e esperando, alcançamos Recoveiro, Mira Sintra e finalmente Agualva.
Com bastante dificuldade, todos, atingimos o objetivo a que nos propusemos. Este passeio foi doloroso e sofredor teve a sua história feita de muitas peripécias, boas mas também amargas, quedas e furos também nos assistiram, mas, o mais importante foi terminar, fortíssimos e bem-dispostos com 50 Km de distância e 1100 mts de acumulado ascendente, pouco passava das 12:30 quando terminamos o nosso passeiro domingueiro a degustar de uns quantos acepipes e umas minis em casa do aniversariante JPPires, que simpaticamente nos surpreendeu com este mimo que em conjunto com a sua cara-metade e restante família tinham elaborado, terminamos a convivência a cantar os parabéns e a desejar mais cinquenta “tudo à grande”.
Foi precisamente em ambiente de festa que começou pelas 08 horas da manhã do dia 31 de Maio de 2015, na Praça da República em Agualva, o evento Moukista intitulado “Festa Magoito 2015”, com os sócios do Clube MoucaBTT, suas famílias e amigos reunidos e preparados para se fazerem à caminhada de 12 Km pelas arribas do Magoito ou ao passeio de BTT de 40 Km, que iria ligar aquela Praça, igualmente, ao Magoito.
Após viagem de carro até ao Magoito, aprontamo-nos com toda a calma poupa e circunstancia para a caminhada que seria feita, por trinta e seis caminheiros, de caminhos adornados de beleza natural com areais, falésias e muito oceano Atlântico à vista; às 09:00 iniciamos a caminhada com um ritmo vivo, descemos embicados ao passadiço de madeira da praia do Magoito, fomos subindo e ladeando o leito do rio da Mata, continuamos a subir até bordearmos Fontanelas, descemos até ao parque da Praia da Aguda, foi por aqui que paramos, fizemos o lanche matinal descansamos e, tiramos mais umas quantas fotos. Treze minutos depois já estávamos em marcha na arriba bem juntas à falésia do Magoito, minutos depois o grupo dos Moukobetetistas alcançava-nos e passava por nós, cada um que ia passado ia sendo efusivamente aplaudido. Já com nove quilómetros nas pernas, o cansaço de alguns ia sendo notório, fazendo com que o ritmo do grupo fosse mais lento, descemos e estávamos junto á praia do Magoito, seguidamente subimos toda a escadaria e, logo depois, muito lentamente fomos subindo e chegando ao mesmo espaço, de onde tínhamos iniciado o simpático pedestre.
Depois de alguma hidratação, fizemos, alguns de nós, a troca de toiletes. O almoço convívio e a festa estavam prestes a iniciar-se, faltavam os BTTistas que pouco depois faziam a sua chegada.
O passeio de BTT bem se poderia intitular como viagem ao paraíso, pois as paisagens que iríamos encontrar naquela manhã, dourada pelo sol, eram dignas do melhor paraíso que alguém pode imaginar. Felizmente que, na terra possuímos estes pequenos/grandes pedaços de paraíso.
Saímos da PR pontualíssimos, como sempre, em direção a Sintra, logo com um desvio inoportuno do Moukista Sousa e com um furo do estreante Ruben nos primeiros quilómetros, que não beliscaram em nada a ambição que todos os betetistas tinham de desfilar pelas majestosas arribas do Concelho de Sintra.
Ao passar pela vila de Sintra, tivemos a estranha sensação de estarmos a entrar num deslumbrante tapete vermelho que nos iria conduzir pelo sopé da Serra de Sintra, passando pela encantadora vila de Colares, até à mais bonita praia do mundo (na minha opinião), a Praia Grande. Este tapete não era de veludo, antes era feito de muita terra batida, prados, pedra solta, paralelos, ou seja, de todos os condimentos prediletos do BTTista.
A arriba imponente da Praia Grande marcou então o início da segunda etapa do passeio de BTT. E a viagem pelo paraíso prosseguiu adiante. Aqui e ali encontravam-se algumas sereias ainda bocejando aos primeiros raios de sol que lhes chegavam, mas muito bem-educadas respondendo em inglês perfeito “good mornig” aos atrevidos Moukistas, que as saudavam com um português brejeiro “Olá, estão boas”.
Quando falo em paraíso é porque, convictamente, achava que era nele que estávamos a passear. E tanto assim era, que à passagem pelo Bico da Messe a seguir à Praia Grande, lugar sagrado para o mais fervoroso adepto da pesca, como anjos caídos do céu, encontrámos um senhor idoso tombado no chão, à beira da falésia, com uma cana de pesca ao seu lado, notoriamente a necessitar que alguém o ajudasse. Aparentemente inconsciente quando abordado por nós, acabámos por o ajudar a levantar, identificámo-lo o melhor possível e inquirimo-lo sobre como e quem o tinha trazido até aquele lugar. Que embora lindo, era muito perigoso para pessoas debilitadas como aquele senhor aparentava estar.
Depois de prestarmos o nosso melhor auxílio, confiámo-lo às autoridades competentes para o conduzirem à sua residência e prosseguimos pedalando rumo ao Magoito. O tempo dispensado na ajuda àquele homem, não permitiu que nos encontrássemos no miradouro da Praia da Aguda com o grupo de caminheiros Moukistas, conforme havia sido combinado previamente. Ainda assim, os bravos Moukistas do Pedal fizeram uma breve paragem naquele miradouro, abençoado por Deus com umas das mais lindas paisagens do Oeste de Portugal. Onde aproveitaram para restabelecerem as energias com umas barritas energéticas e para tirarem umas fotos para memória futura.
Seguidamente, o trilho levou-nos ao encontro dos caminheiros. Depois de os saudarmos, abrimos alas e trepamos monte acima. Foi então que o nosso pupilo Ruben, depois de trinta e muitos quilómetros de duríssimas pedaladas, cedeu às fortes câmbrias que o afligiram na chegada ao topo. Alguns minutos depois, um pouco mais descontraído, desceu a juntar-se aos caminheiros que aguardavam ao fundo e seguiu junto deles por um caminho um pouco mais curto até ao final.
No paraíso também existem espinhos, que o digam Adão e Eva que tiveram na maçã essa prova. Nós também podemos comprovar essa dolorosa realidade. Através de um single track muito técnico e divertidíssimo que descia a encosta da arriba sul da praia do Magoito. Onde muitas das vezes a forma mais cómoda de avançarmos era mesmo apoiar-nos nos espinhos, silvas, arbustos e cardos que o ladeavam. Sangue, suor e pura adrenalina, aquele trilho. A acrescer a toda esta dificuldade, havia ainda os bancos de areia dificílimos de ultrapassar que se encontravam ao longo do vale, os quais tivemos de percorrer até atingirmos a praia.
Extasiados pelo magnífico passeio que tínhamos pedalado, subimos da Praia do Magoito pelo íngreme passeio pedonal a norte da praia, até à entrada da localidade do Magoito. No topo, confirmamos que a meta estava muito perto, atendendo ao delicioso aroma a sardinhas e a bifanas assadas que se fazia sentir.
Os assados estavam com presteza a serem degustados, os couratos, os enchidos, as sardinhas, as costeletas, as entremeadas, toda esta comidinha iria ser brevemente apreciada e glutinada por todos nós. Nesta altura o repasto era o centro das atenções, mas, para o terminar havia que abrir as hostilidades às variadíssimas sobremesas, todas eram divinais, de fazer babar qualquer um de nós… depois da satisfação alimentícia estar concluída havia que esmoer, nada melhor para o fazermos que iniciarmos o bailarico; cantar, pular, dançar e conviver com tudo e com todos, foi a melhor e mais conveniente forma de fazermos a festa/convívio que estava desta forma ao mais alto nível.
O tempo ia passando, a sangria (afrodisíaca) tinha feito a função que lhe fora atribuída e, as mulheres estavam ao rubro, era vê-las cantar com um afinco e afinação nunca visto neste bairro, foi de arrepiar o amigo Monteiro não sabia para onde se virar, que grupo tão a finadinho! até a coreografia (ver foto) saiu brilhante… O tinto e as minis foram fazendo companhia a todos quantos nos mantínhamos nesta tarde de diversão e convívio, o ritmo da boa disposição não abradava e o apetite voltou a chamar-nos aos assadores, pão torado e bifanas voltavam a refastelar-nos e a energizar-nos para os minutos finais da nossa festa/convívio que terminou simpaticamente bem e, com ego reposto para mais uma semana da vida de cada um presente.
Este fim de semana pedalamos no plumão de
Lisboa parque natural de Monsanto, fomos oito Moukistas que, brilhantemente, o
fizemos. À hora marcada 08:00 saímos de S. Domingos de Benfica, parque junto a Ajuda
de Berço, a boa disposição do grupo era notória, o, está-se bem e vamos lá a
isto assistia-nos. Serra acima, serra abaixo foi uma constante, volta a subir e
volta a descer era, foi, um quebra pernas e braços que só nós sabemos o
exacerbado (sofrimento…) que quase sempre nos vai assistindo.
Trilhar a mata de
Monsanto é uma sensação algo estranha, em poucos segundo, estamos numa subida e
sentimo-nos derrotados e quase a esgotar, rapidamente tudo muda, vem uma
daquelas descidas a onde as raízes, os calhaus, as silvas e os troncos das
árvores rasam abruptamente à nossa passagem e, estas (péssimas) condições
galvanizam-nos e alavancam-nos para um diferente estado de bem-estar, a onde
todo o sofrimento e dor é esquecido e o reverso do sentimento se dá, rapidamente
nos transfiguramos em superatletas, é difícil entendermos estes variados
estados!...mas que fazem de nós seres, momentaneamente, felizes, fazem… Os quilómetros que trilhamos não foram muitos, foram trinta e quatro e
tiveram uma elevação a rondar os 1000mt de acumulado ascendente. Fizemos desta
volta, pura diversão de bike ao mais alto nível, sem qualquer ocorrência de
incidente, a fazer jus ao nosso slogan, Bem! Por maus caminhos. Findamos o
trail às 11:30 com um grande sorriso a fazer uns alongamentos, a tirar umas
fotos e a planear qual o melhor sítio para refrescar, com sumo de cevada, as
secas gargantas.
Saudações, boa semana e um abraço do “O Moukista sentado”
Nesta manhã, com temperatura de Verão, aparecemos dez Moukistas para pedalar. Optamos por fazer uma volta que não fosse muito grande, pois havia compromisso do grupo para almoçar no BVAC, e queríamos estar a horas de almoço sem fazer esperar os familiares. O percurso foi localmente traçado às pedreiras de Negrais, havia que começar a pedalar, a ribeira das Jardas foi o encaminhamento que levamos para chegar à mata de Fitares, Meleças, Recoveiro, Casal da Mata, EPCarregueira, Belas Clube, Almornos, eólicas de A. Bispo e pedreiras. Para lá chegarmos já tinha-mos parado umas quantas vezes, o motivo das paragens, foi quase sempre…, fotografar o grupo de variádas formas, variádas distâncias de lado de costas, valeu tudo! Desde que somos colunáveis a imagem do Clube, cada vez mais, tem de ser preservada e cuidada! No fundo de uma pedreira fizemos o lanche matinal e reparamos um furo, nada de mais, havia que voltar a montar e dar ao pedal, já estávamos com algum atraso no compromisso assumido, o nervosismo começava a notar-se em alguns elementos, a pressão do desconforto crescia, os kms iam sendo feitos ao ritmo dos menos bem preparados. Já tínhamos passado por Alfouvar de Cima, Casal do Urmal, foi por aqui que fizemos uma ligeira alteração ao previsto, propositadamente, o grupo dividiu-se… mas, o grosso dos Moukistas continuou a um ritmo endiabrado, foi ver quem mais pedalava, rapidamente passamos pela vacaria, Raposeiras, Tala e Agualva LR. Demos o passeio por terminado às 12:30 com 44Km, a história dele foi curta e simples, mas, mais uma vez a união do grupo esteve sempre presente não havendo qualquer incidente a registar. Já na sala dos bombeiros da nossa cidade, Agualva-Cacém. A mesa reservada aos Moukistas, contava com mais de quarenta lugares, as sardinhas, as bifana e as entremeadas fizeram parte do meno do nosso almoço, a boa disposição manteve-se ao mais-alto-nível, que depois de barriguinhas cheias e muito paleio, atravessamos a rua e demos connosco na tendinha do coreto a tomar café e a continuar o convívio que se iria perlongar até à hora dos términos do jogo, VGuimarães/SLBenfica. Foi, para mim, um dia de muitas horas de treino, mas, havia por lá muitos mais com boa disposição, uiui… tanto(a) Moukista bem-disposto e divertido. Resumidamente, fizemos deste Domingo, um dia cheio de temperos e convivências. Saudações Moukista, “O Moukista sentado ”
Posso iniciar esta cronica de como tudo
começou e os contornos que projetaram esta maratona…
O desafio, para se tornar realidade, foi
lançado à direção do Clube numa explanada da Costa de Caparica. O presidente do
MoucaBTT com a sua agilidade devolveu o desafio aos promotores e, imediatamente
transferiu a organização aos mesmos.
Acertamos data para 10 Maio 2015, traçamos
o percurso de forma a rolarmos o mais junto possível ao Oceano Atlântico e que nós,
fluidamente, mas também com a ajuda da Direção, fomos dando forma organizativa
ao nosso evento. As duas etapas dele seriam feitas; viagem de comboio até
Torres Vedras e regressar a Agualva em bicicleta junto à costa do Oceano.
Quisemos
nós, treze Moukistas, fazer parte da história desta maratona que teve início no
LR-Agualva às 06:00, rolamos de bike pouquíssimos minutos até à estação de
Agualva-Cacém, logo depois 06:20 estávamos (nós e as bikes) arrumados e já em marcha
no comboio que às 07:35 nos deixou em Torres Vedras. Prestes a iniciarmos a
segunda etapa, a linha de partida estava formada de, ansiosos, rostos abertos e
determinados a cumprir o proposto. Às 07:50 começamos a pedalar,
momentaneamente em alcatrão até à rotunda do monumento Joaquim Agostinho,
aproveitamos a ocasião e fizemos umas fotos de grupo, já em terra batida o
grupo rolava divertidamente forte e confiante. Estes primeiros 20Km, TV à Foz
do Sizandro, foram feitos em largos estradões, quase sempre, junto ao rio até
praia Azul, já tínhamos passado por Ribeira de Pedrulhos e Bordinheira, aqui na
Foz fizemos uma paragem para hidratação. Já em movimento as falésias passariam,
durante muitos Km, a fazer parte da maratona e dos trilhos que presentemente moucobiciclavamos.
A (soalheira!) manhã apresentou-se com temperatura simpática e próxima do nível
dos atletas presentes… fomos passando por Assenta, Casais de S. Lourenço,
Ribamar e Ribeira de Ilhas. Entre estas últimas duas a nossa pedalação foi,
mesmo, junta à linha do Oceano, é uma paisagem de excelência e apetece ficar
por lá a carregar o eu de cada um. Às 10:50 estávamos em Ribeira de Ilhas,
adiantados ao previsto, e! Isso fazia e dava-nos tempo de apreciação
despreocupada há muita envolvência de mar e terra. Após curta paragem
pedalamos, rampa acima, para Ericeira. Ainda antes de nos sentarmos para
almoçar, assistimos ao desfile de motos antigas, se recordar é viver a nossa
juventude foi vivida por momentos…
Depois de um repasto, aligeirado, de
bifanas, minis e algum descanso, fizemo-nos ao caminho eram 12:45. Havia muitos
Kms a percorrer e com o grau de dificuldade acrescida, não podíamos descorar o
momento… depois de transpormos o rio Lizandro (foz) bordeamos e sentimos aquele
trilho/miradouro a fazer as delícias de quem o possa apreciar, maravilha. Do
Lizandro a S. Julião a linha do oceano volta a ser presente, vincada e de muita
beleza, ladeamos Barril de Baixo e continuamos junto ao Atlântico, mais à
frente afundamos na praia da Samarra, o mais difícil foi subir com elas (bikes)
às costas, também faz parte do BTT que nós, grupo, gostamos de praticar, o
cansaço começava a apoderar-se de alguns e, cada vez mais qualquer subida era
suplicia. A chegada ao Magoito não tardou, fizemos uma curta paragem para
hidratação liquida e continuamos viagem, mas, com mais ânimo! A
linha que nos uniu ao Oceano durante muitos Kms, deixamo-la e, a
partir daqui cada vez mais o afastamento do Oceano ia sendo e fazendo parte do
nosso propósito na maratona. Depois da descida do Magoito ainda havia muito a
pedalar em subida, de Fontanelas a Casal da Granja o terreno ia sendo
demolidor, a subida não era acentuada, mas, a muita pedra do trilho fazia
aumentar a dificuldade. Estas dificuldades iam cada vez mais sendo
ultrapassadas com razoabilidade. Inconscientemente, ou não, a nossa psicose ia
gerindo e dizendo que o término da maratona estava próximo. Fontanelas, Casal
da Granja, Algueirão, mata de Fitares e Agualva LR. Eram 16:10 quando
alcançamos a meta desta extensa Maratona de 87Kms. Foi notória e louvável a boa
disposição e interajuda no grupo. Em suma, fomos nós Moukistas, presentes,
capazes de organizar, realizar e concluir este passeio que teve nota elevada em
todas as vertentes. Terminamos a maratona a refrescar-nos com um sumo de cevada,
as coisas simples da vida são as que mais prazer nos dão. Estimados Moukistas, a
vivência deste dia de intenso BTT neste grupo, foi muito gratificante aos praticantes,
Moukistas, presentes. Quero terminar a cronica, agradecendo a todo o grupo participativo,
à Direção do Clube e ao staff, a todos que de alguma maneira positiva se
envolveram nele, um abraço do
O nome dado a este passeio "Bem! Por maus caminhos!", tem ligação com a crónica publicada na revista "Bikes World" na sua edição de Maio, onde o Clube MoucaBTT é divulgado. A expressão "Sempre bem por maus caminhos" reflete o que realmente tentamos fazer, nesta sexta-feira fizemos jus ao nome escolhido.
Às 08H00, com saída do Largo da República em Agualva, começou mais um passeio de BTT. Foram 7 Moukistas que pedalaram em direção à Serra de Sintra com o propósito de disfrutar dos trilhos que por ali abundam.
O traçado marcado era difícil, muito técnico e fisicamente muito forte, mas as bikes rolavam e só depois de devorarem os quase 60 kms, e os 1400 mts de acumulado de subida é que esta malta regressou ao Largo da República, com 04H30 de dura pedalação, mas com uma satisfação imensa por mais um passeio superado de forma superior.
O caminho até ao sopé da serra foi feito em alcatrão passando por Rio de Mouro, Bº da Colónia Penal e entrando na serra depois de atravessar a N9, em direção à Lagoa Azul. Até aqui tudo rolava a bom ritmo, mas, a primeira subida do dia estava a chegar. A Pedra Branca esperava por nós. Dos 180 mts fomos até aos 290 mts em 600 mts!!! Para complicar a terreno estava cheio de regueiras, uma roda em falso e todo o esforço ficava ali mesmo.
Alcançamos a Barragem da Mula e nova subida até ao sopé do Cabeço da Raposa, lado Este. Aqui começou a adrenalina a subir e o terreno a descer. Foram 2 kms espetaculares, por trilhos estreitos, e perigosos, fomos dos 277 mts até aos 166 mts num ápice, com 129 mts de acumulado de descida. Momento hilariante, a passagem sobre a ponte redonda, em madeira e a transposição de um estreito pontão em cimento.
Quem muito desce muito sobe e lá fomos outra vez serra acima. Nesta altura andávamos nas imediações da Malveira da Serra. Agora o objetivo era atingir a Peninha. Começou então o sobe, sobe e sobe. Com passagem pela Tapada da Roçada. Ao atingir o cume estava na hora da já merecida pausa com reposição de líquidos e sólidos. Estávamos sensivelmente a meio, chegava a hora de regressar, mas, os trilhos escolhidos não nos iam dar tréguas.
Saídos da Peninha entramos no Trilho da Viúva, para logo em seguida voltar a subir para a Fonte das Pedras Irmãs. Com o piso propício a grande velocidade, rapidamente alcançamos a cancela da Pedra Amarela, sem hesitar subimos até ao posto de vigia. Depois veio outro momento alto: descida até às imediações do Pisão.
Estávamos nos 386 mts e descemos até aos 100 mts, numa distancia de 3,5 kms, trilho muito técnico e complicado, tendo em conta a velocidade com que a descida é feita, a concentração tem de ser total. Alucinante!
Atingimos a Atrozela pelo Trilho dos Agriões, seguindo por Albarraque, Covas até ao Largo da República.